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Agência CBIC

02/09/2021

Volume de lançamentos imobiliários quase triplica em Goiânia  

Apesar dos desafios impostos pela pandemia da Covid-19, os números do mercado imobiliário em Goiânia/GO são bastante positivos. Se, de um lado, os incorporadores enfrentam o grande desafio da alta nos custos e falta de insumos, de outro lado, o ritmo das vendas tem surpreendido os empresários de forma positiva e deixado clientes satisfeitos com os investimentos em imóveis, seja para morar ou para investir.

No primeiro semestre de 2021, a quantidade de unidades lançadas disparou mais de 50% em relação ao mesmo período de 2020: foram disponibilizadas 3.501 propriedades contra 2.330 lançadas no ano anterior. Em Volume Geral de Vendas (VGV), o aumento chegou a 175%, saltando de R$ 785 milhões para R$ 2,156 bilhões, ou seja, quase o triplo.

Os dados referentes ao primeiro semestre fazem parte da pesquisa sobre o mercado imobiliário, divulgada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO). O levantamento é realizado pela Brain Inteligência Estratégica.

Uma das razões que impactam neste cenário é o volume de crédito e de financiamento imobiliário, que mais que duplicou em todo o país quando se compara o primeiro semestre de 2021 com o primeiro semestre de 2020, passando de R$ 43,35 bilhões para R$ 97,05 bilhões, crescimento de 123,9%, segundo os dados da Abecip.

“Nunca foi tão atraente financiar imóvel. Os financiamentos imobiliários estão no menor patamar de juros da história do país e o crédito continua abundante. É o momento ideal para a aquisição de imóveis”, destaca o presidente da Ademi-GO, Fernando Coe Razuk.

Em comparação mensal, junho registrou um volume de 741 unidades lançadas, que geraram um VGV de R$ 709 milhões, enquanto em maio foram lançadas 1.168 unidades e registrado um VGV de R$ 446 milhões. Numa confrontação trimestral, o segundo trimestre de 2021 registra 2.335 unidades lançadas e um VGV de R$ 1.355 milhão, enquanto no primeiro trimestre deste ano foram 1.168 unidades lançadas e R$ 801 milhões em VGV.

Sob a análise das vendas, o mercado imobiliário alcançou um crescimento de 35% nos negócios no primeiro semestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020, e com um aumento de 35% em número de unidades e de 79% em VGV. “No primeiro trimestre de 2021, mesmo diante do grande volume de lançamentos, 3.501, e venda de 4.076 unidades, a quantidade de unidades comercializadas superou o número de unidades lançadas no semestre”, compara Razuk.

“Olhando para os últimos 12 meses, também nota-se que, mesmo com o grande número de lançamentos, as vendas continuam superando o volume lançado: lançamento de 9.050 novos imóveis e vendidas 9.513 unidades”, frisa.

Em junho de 2021 foram comercializadas 707 unidades, gerando um VGV de R$ 440 milhões, enquanto no mesmo período do ano anterior ocorreu a venda de 810 unidades e um VGV de R$ 261 milhões. No comparativo trimestral, os meses de abril/maio/junho deste ano somaram 2.049 unidades vendidas e um VGV de R$ R$ 1.077 milhão, contra o mesmo período de 2020, que registrou 1.322 unidades negociadas e R$ 468 milhões em VGV.

Desafios 

Os incorporadores continuam enfrentando o desafio do aumento de custo da construção. “Neste momento, os incorporadores necessariamente precisam considerar a projeção de aumento dos custos em seu orçamento de construção, o que necessariamente terá impacto no preço de venda do produto”, complementa Razuk.

A alta do dólar, observa o presidente da Ademi-GO, tem peso forte na equação, com impacto no custo de matérias-primas. Nos últimos 12 meses, o aumento médio foi de 15% a 20%. As construtoras citam itens como cobre, que subiu mais de 200% no período, aço (com alta de 70%), cimento (45%) e bloco cerâmico (100%), entre outros.

A Ademi-GO alerta que a situação não é diferente em Goiânia e um dos impactos é o aumento do preço de venda dos imóveis aos clientes. Frente a este cenário, os preços de imóveis em Goiânia devem sofrer um reajuste entre 15% e 20% até o final deste ano. “O mercado imobiliário já vem aquecido desde 2020 e vai manter o ritmo neste ano, impulsionado pela baixa taxa de juros. Diante deste ritmo e como aumento dos preços dos materiais, o aumento no preço dos imóveis será inevitável. Quem comprar agora, vai se beneficiar do aumento nos preços dos imóveis nos próximos meses”, alerta.

Projeção  

Para o segundo semestre, a Ademi-GO prevê que o mercado deve manter o ritmo de crescente de lançamentos, mantendo assim as vendas aquecidas. A expectativa é de que o setor encerre o ano de 2021 com um aumento em torno de 30% maior do que 2020. 

(Com informações da Ademi-GO)

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