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AGÊNCIA CBIC

30/04/2024

ENIC debate avanço de normas técnicas, IA e sustentabilidade

Com o olhar para a inovação e as mudanças climáticas, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) tem divulgado recomendações sobre o uso de inteligência artificial, além de orientações para agregar práticas sustentáveis à rotina de empresas e organizações. 

No painel “Avanços e Desafios do Processo de Normalização Técnica”, realizado durante o 98º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), em São Paulo, Claudio Guerreiro, gerente de Normalização Nacional ABNT, destacou os principais objetivos climáticos para normalização, como eficiência energética e redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), e abordou a publicação da norma ABNT PR 2030-ESG, primeira norma ESG no mundo, que apresenta conceitos e diretrizes sobre princípios ambientais, sociais e de governança, além de orientações para implementação nas empresas.

O 98º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) é realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi). O evento ainda tem o patrocínio do Banco Oficial do ENIC e da FEICON, a Caixa Econômica Federal, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP), Mútua, Sebrae Nacional, Housi, Senior, Brain, Tecverde, Softplan, Construcode, TUYA, Mtrix, Brick Up, Informakon, Predialize, ConstructIn, e Pasi.

As práticas recomendadas para demonstração de neutralidade de carbono também foram apresentadas durante o painel. A ABNT PR 2060 foi a primeira norma brasileira sobre o tema e teve o lançamento durante a 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP27, no Egito, em 2022. A Norma estabelece um Plano de Neutralidade com os requisitos a serem cumpridos e os passos que as empresas devem seguir, como a quantificação da pegada de carbono e as metodologias para cálculo das reduções, entre outros.

“A ABNT quer incentivar a transição para uma economia de baixo carbono por meio das Normas Técnicas. Então, temos considerado e incluído, sempre que possível, as metas climáticas em cada nova Norma e atuado na conscientização do impacto positivo que a Normalização pode trazer. E tivemos o privilégio de publicar a primeira norma ESG no mundo, considerando critérios básicos e graus de maturidade que podem ser aplicados por organizações de qualquer tamanho ou porte no mercado brasileiro”, contou.

“Não dá para pensar em sustentabilidade, em ESG, sem o ponto de partida, que é o atendimento às normas técnicas, que é a conformidade com o texto normativo”, completou Lydio Bandeira de Mello, líder do Grupo de Apoio a Normas Técnicas (GANT), da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Durante o painel, Mello mostrou alguns casos de conflitos entre normas e os impactos para o construtor.

Roberto Matozinhos, consultor técnico do Sinduscon Minas Gerais, abordou a aplicação das normas na indústria da construção. De acordo com o engenheiro, a ABNT tem mais de nove mil normas e quase 2.400 se aplicam à construção, sendo que 1.271 se referem às edificações. Para ele, é importante considerar os ganhos das normas além da segurança jurídica ou segurança técnica, mas nos benefícios desde qualidade, desempenho e sustentabilidade. 

Matozinhos ainda ressaltou a atuação da indústria da construção no processo de normalização. Segundo ele, o setor foi o único que se organizou, lançando boletins informativos e um portal de normas técnicas específicas da construção. “A construção representa uma porcentagem muito alta do arcabouço da ABNT. Então é muito importante termos uma participação ativa no processo para trazer a realidade do setor para dentro da norma, sempre pensando em praticidade. A norma precisa ser realmente representativa, um documento de referência técnica”, explicou.

Durante o painel, Lydio Bandeira de Mello mostrou alguns casos de conflitos entre normas e os impactos para o construtor. Segundo ele, a ABNT NBR 16055 destaca que em edificações com até dois pavimentos, a espessura mínima das paredes externas deve ser de 10 cm. Já a ANBT 17077 fala que a espessura mínima deve ser de 8 cm.

 

Homenagem

O painel, mediado pelo vice-presidente do Sinduscon São Paulo, Rodrigo Fairbanks Von Uhlendorff, ainda homenageou Lydio Bandeira de Mello, líder do Grupo de Acompanhamento de Normas Técnicas (Gant), da CBIC. Placa entregue pela entidade destacou a “proeminência do trabalho que desenvolve em prol do estudo, elaboração e da necessária aplicação dos rudimentos das Normas Técnicas nos projetos e obras da construção”. 

“O Lydio é uma referência em acompanhamento e participação do processo de normalização. Ele criou uma expertise tamanha e faz com muita maestria essas análises de incompatibilidade de normas. Tem uma contribuição efetiva para o setor do ponto de vista prático, de participação e contribuição de melhoria de texto normativo. Muito merecido esse reconhecimento pelo seu empenho e dedicação”, disse Roberto Matozinhos.

O tema tem interface com o projeto “Inteligência e Estratégia para o Futuro da Construção”, da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

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Julho/2024

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