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28/01/2020

O futuro do crédito imobiliário: menos burocracia e fontes alternativas

2019 abriu um novo ciclo para a economia brasileira, com impacto decisivo sobre o crédito imobiliário. A combinação da redução continuada das taxas de juros, do controle da inflação e da expectativa de crescimento da economia – que pode chegar a 1,1%; com a flexibilização das regras de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a adoção do IPCA como fator de atualização monetária dos financiamentos, a implantação do cadastro positivo e a entrada de start ups cria um novo ambiente que será marcado pela redução da burocracia e chegada de novos players na concessão de crédito ao setor imobiliário. O resultado será o crescimento sustentado do mercado: em 2020 não faltarão recursos e há potencial para o Brasil voltar ao patamar anterior à crise de 2014.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) tem acompanhado os movimentos desse mercado e colaborado com propostas para dinamizar o acesso ao crédito. Esse novo ambiente será discutido durante o seminário Crédito Imobiliário: juros baixos, mais negócios?, que a entidade realizará em 17 de fevereiro na cidade de São Paulo, reunindo integrantes do governo federal, dirigentes de instituições financeiras e especialistas em crédito imobiliário. Na pauta, como os bancos estão se preparando para esse momento e temas como parcerias com fundos internacionais, abertura de capital, modalidades inovadoras de financiamento, uso do home equity e formas de financiamento via mercado de capitais.

O futuro do crédito imobiliário é um tema estratégico para a indústria da construção: o cenário que se avizinha trará reflexos ainda difíceis de mensurar, mas é possível antever que o crédito ficará mais barato em 2020, com a entrada de recursos até então indisponíveis para o setor imobiliário brasileiro, como aqueles administrados por fundos de pensão, seguradoras – no caso, suas reservas técnicas; e investidores estrangeiros.

Redução da burocracia – O avanço da agenda econômica no Congresso Nacional, com a aprovação de reformas e medidas que melhoram o ambiente de negócios, aliado às medidas sinalizadas pelo governo federal contribuirá para melhorar a percepção desses atores, que ainda veem no Brasil um mercado atraente, mas de grande volatilidade. Com a nova conjuntura, há espaço para a entrada de recursos internacionais.

A oferta de crédito também será impactada pela retomada do mercado de locação, que atrai novos investidores: fundos voltaram a comprar imóveis para atender o segmento de aluguel. Esse investidor está apostando em imóveis menores, antenado à mudança de comportamento do consumidor. Outro fator com potencial para ampliação do crédito é a implantação de uma plataforma de recebíveis imobiliários, que trará ao mercado novos players. Esse mecanismo está em discussão e sua criação produzirá uma verdadeira revolução, incluindo no mercado financeiro pequenos e médios incorporadores e loteadores.

Em outra vertente, estamos buscando saída para reduzir a burocracia com propostas de padronização dos procedimentos cartoriais. A expectativa é uniformizar processos e destravar a incorporação imobiliária, de forma que as empresas ganhem produtividade e gastem menos tempo, e dinheiro, para registrar seus empreendimentos. A CBIC tem discutido esse tema com diversos atores e articula participação ativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que novos procedimentos, quando consolidados e consensados, sejam adotados pelos cartórios em todo o país.

2019 foi um ano positivo para o mercado imobiliário brasileiro, cujo desempenho vem puxando a construção civil e potencializando o PIB. Depois da retração acumulada no período da crise desencadeada em 2014, o setor volta a mostrar seu potencial: cresceram o volume de lançamentos e as vendas em todo o país, notadamente nas cidades de São Paulo, Goiânia, Curitiba e Salvador. Temos registrado aumento na contratação de projetos e compra de insumos, em mais um sinal de aquecimento continuado: 2020 pode ser um ano de mais emprego no setor, com reflexos positivos sobre a economia como um todo. Também o crédito cresceu e estamos mais perto dos R$ 150 bilhões executados em 2014 – o setor deverá fechar 2019 com aproximadamente R$ 135 bilhões concedidos com recursos da poupança e do FGTS.

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