AGÊNCIA CBIC
Com foco na COP-30, setor da construção debate sustentabilidade, avanços e oportunidades
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), por meio do Comitê de Meio Ambiente (COMASP), com o suporte e patrocínio do Grupo Saint-Gobain, promovem evento em Brasília (DF), nesta quinta-feira (28), para avaliar como o setor da construção tem avançado e contribuído para a mitigação e adaptação dos projetos à pauta da transição climática.
O seminário Pré-COP30: Contribuição do setor da construção para a NDC brasileira receberá o Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e presidente da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP-30), embaixador André Aranha Corrêa do Lago.
O evento reunirá integrantes de outras esferas do governo federal – como Ministério da Fazenda e BNDES, especialistas em sustentabilidade, lideranças e empresários da indústria da construção no Espaço de Eventos do B Hotel, das 08h00 às 11h30. A programação debaterá propostas para que o Brasil atenda os compromissos firmados na NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira para a redução das emissões de gases de efeito estufa até 2035, assim como cases e os diferenciais da construção brasileira; assim como os novos critérios financeiros que motivarão produtos de incentivos destinados a estimular investimentos cada vez mais sustentáveis.
“O setor da construção tem uma importância estratégica e já contribui para o Brasil reduzir a emissão de gases de efeito estufa através de edificações e infraestrutura com conforto térmico, resilientes e sustentáveis”, afirma Renato Correia, presidente da CBIC. “Como estamos a poucos meses de sediar a COP30, esse debate vai trazer reflexões importantes e nos dará a oportunidade de mostrar iniciativas já em curso que demonstram a preocupação da construção civil com a sustentabilidade e como temos endereçado soluções”, acrescenta.
“Acreditamos que essa iniciativa demonstra a rede colaborativa por trás da discussão climática na indústria da construção, em um contexto em que as pessoas são inseridas no centro. Descarbonização alinhado com conforto e bem-estar, e melhores condições de enfrentamento àqueles em estado de maior vulnerabilidade. E por fim, liderar pelo exemplo, hoje são inúmeros os casos de sucesso. Edificações com resultados impactantes em matéria de sustentabilidade, projetos que precisam ser replicados”, aponta Felipe Augusto Faria, CEO do GBC Brasil.
Cases e dados – Um dos painéis apresentará dados que vão demonstrar os novos critérios financeiros que motivarão produtos de incentivos, a ponderação sobre características de construções mais eficientes e sustentáveis que corroboram com a redução no risco de crédito, bem como as necessidades para uma coalizão no avanço que abrange todos os segmentos e regiões do país.
O setor apresentará números sobre a emissão de gases de efeito estufa da atividade construtiva no Brasil, que aponta resultados próximos aos que esperam alcançar até 2035. O objetivo é provocar uma reflexão sobre a importância das políticas de habitação de interesse social em uma perspectiva de resiliência e adaptação climática, equilibrando esforços com o aperfeiçoamento contínuo do setor junto a ótimos resultados em matéria de descarbonização. “Acreditamos que a construção sustentável é decisiva para que o Brasil avance rumo às metas climáticas e à COP-30, unindo inovação, conforto e baixo impacto ambiental”, comenta Gustavo Siqueira, vice-presidente de RH, Comunicação e Public Affairs na Saint-Gobain.
Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, aponta que o setor da construção já dispõe de ferramentas que demonstram, na prática, a preocupação com a sustentabilidade. “Um exemplo é a CECarbon, desenvolvida pelo SindusCon-SP em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ) e o Ministério das Cidades, que mede o carbono incorporado no processo construtivo e evidencia como o Brasil está à frente de muitos países, inclusive europeus, nesse aspecto”, afirma. “O evento é uma oportunidade importante para mostrarmos esses avanços e reforçarmos como a indústria da construção tem participado ativamente da formulação da Taxonomia Sustentável Brasileira, contribuindo para estabelecer critérios claros que orientem investimentos cada vez mais sustentáveis”.
Também serão apresentados empreendimentos no Brasil que trouxeram bons resultados em matéria de descarbonização, objetivo que os países discutem alcançar em 2035/2050. Um dos exemplos é o Hospital Erastinho, localizado em Curitiba (PR), um dos únicos hospitais operando 24/7 e que gera 100% da sua energia no local – a instituição é referência em propiciar conforto térmico, acústico e lumínico aos seus pacientes e colaboradores.
Outro caso emblemático de sustentabilidade promovida pelo setor de construção civil é a Comunidade do Aço no Rio de Janeiro, que mostra como a reurbanização e construção de um conjunto de habitação de interesse social, pode levar a sustentabilidade a uma discussão de diferencial técnico. O conjunto habitacional incorporou diversos recursos para promover a sustentabilidade, economia de recursos, saúde e conforto aos moradores.
Confira a programação completa:
8h30 às 9h30
Painel de abertura, com o presidente da COP-30
9h30 às 10h30
Painel 1: Novos mecanismos e políticas para financiamento climático no setor da construção |
11h00 – 12h00
Painel 2: Cases: Investimento em engenharia alinhando diferencial competitivo e transição climática























































































