Logo da CBIC

AGÊNCIA CBIC

12/02/2014

Secovi-SP estima estabilidade na capital paulista

"Cbic"
12/02/2014

Valor Econômico

Secovi-SP estima estabilidade na capital paulista

Chiara Quintão | De São Paulo 

 Depois de os lançamentos imobiliários terem crescido 16,4% na capital paulista, em 2013, e as vendas aumentado 23,6%, a expectativa do Secovi-SP para 2014 é de estabilidade ante o ano passado. "O mercado de lançamentos e vendas ficará em torno de 33 mil unidades na cidade de São Paulo, neste ano, o que para nós significa estabilidade", disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Em 2013, os lançamentos de São Paulo – maior mercado imobiliário do país – somaram 33.198 unidades, e as vendas chegaram a 33.139 unidades. O Valor Geral de Vendas (VGV) comercializado aumentou 30,2%, para R$ 19,1 bilhões.

A perspectiva do Secovi-SP para este ano leva em conta fatores como Copa do Mundo, eleições e a possível alteração no Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo. Petrucci afirmou que os fatores que dão suporte ao crescimento do setor continuam existindo, como financiamento imobiliário "abundante e barato".

Em relação aos preços dos imóveis, o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, disse esperar que se mantenham "um pouco mais estáveis" em 2014. "Estamos entrando num período em que preços devem ter estabilidade, a não ser que haja distorções ou que os lançamentos se concentrem em regiões em que o valor do terreno é mais caro, e o tíquete é muito elevado", afirmou Bernardes.

No ano passado, o preço médio dos imóveis na cidade de São Paulo teve crescimento nominal de 20% e real de 10%, segundo Petrucci. "Sem considerar imóveis de um dormitório, a variação real de preços foi de 7,2%", afirmou o economista-chefe do Secovi-SP.

A composição dos preços dos imóveis resulta do equilíbrio entre oferta e demanda, além do custo de produção, ressaltou o presidente do Secovi-SP. "Mas o preço tem um teto no poder aquisitivo das pessoas", disse Bernardes. Segundo ele, uma das formas que o mercado tem buscado para equilibrar essas questões é a redução do tamanho dos imóveis. "Nossos coelhos da cartola não existem mais", afirmou.

Em 2013, os lançamentos do segmento de um dormitório cresceram 92,9% na capital paulista, para 9.261 unidades, enquanto as vendas de imóveis com esse perfil subiram 99,7%, para 8.391 unidades.

Enquanto o Secovi-SP espera estabilidade, o vice-presidente de economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan, estima que o lançamento de imóveis será menor em 2014 na comparação com o ano passado.

"Na cidade de São Paulo, as dificuldades para aquisição de terrenos e aprovação de projetos estão maiores. O empreendedor está mais cauteloso, e só lança o que tem um grau muito grande de confiabilidade no sucesso", disse Zaidan. Ele ponderou que há espaço para a venda de imóveis com localização e preço corretos.

Nos demais mercados, a redução esperada pelo representante do Sinduscon-SP é maior que na capital paulista. "Nas outras capitais, a renda e o mercado não são tão grandes", disse Zaidan. Ele afirmou, porém, não ter preocupação com o desempenho do setor em 2014, pois há renda e demanda por imóveis.

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor de construção terá crescimento de 2,8% no ano, conforme estimativa do Sinduscon-SP. Em relação a 2015, Zaidan disse ser muito cedo para fazer projeções, mas que "não será um ano do qual alguém vai ter saudades".



"Cbic"

 

COMPARTILHE!

VEJA TAMBÉM

Calendário

Seg

Ter

Qua

Qui

Sex

Sab

Dom

Parceiros e Afiliações

Associados

 
 

Clique Aqui e conheça nossos parceiros

Afiliações

 
 
Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.