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10/03/2017

SECONCI-RIO LANÇA PESQUISA PARA MAPEAR A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA CONSTRUÇÃO

O resultados da pesquisa servirão de base para a entidade montar uma campanha educativa nos canteiros de obras. No mês de abril serão tabulados os dados para divulgação

Para marcar as comemorações do Dia Internacional da Mulher, o SECONCI, em parceria com o Instituto Avon e o Instituto NOOS, estão lançando uma pesquisa inédita em diversos canteiros de obras para conhecer a percepção de gênero e da violência de gênero entre os trabalhadores da indústria da construção civil do Estado do Rio de Janeiro. “O nosso objetivo é conhecer o trabalhador daqui que carrega o estigma de ser agressor, por ser proveniente do Nordeste. A gente precisa entender e começar a ser um facilitador nesse processo”, explica a gerente de Relações Institucionais do SECONCI, Ana Cláudia Gomes.

Os resultados dessa pesquisa servirão de base para criação de uma campanha educativa nos canteiros de obras, prevista para o final de abril, além da publicação dos estudos e recomendações da equipe responsável pelo trabalho.   A metodologia e a tabulação dos dados da pesquisa amostral, que parte da base cadastral do SECONCI de cerca de 60 mil trabalhadores, ficará a cargo do Instituto NOOS e terá o patrocínio da AVON. O Instituto NOOS se dedica ao desenvolvimento e a difusão de práticas sociais sistêmicas voltadas para a promoção da saúde dos relacionamentos nas famílias e nas comunidades. Utiliza metodologia que contribua para a dissolução pacífica de conflitos familiares e comunitários. Difunde seu trabalho por meio de cursos e publicações de sua editora.

Além da realização da pesquisa, o Instituto NOOS é o parceiro responsável pela trabalho desenvolvido com grupos reflexivos, reunindo os profissionais de saúde e de educação do SECONCI. Eles serão capacitados a ajudar as lideranças de trabalhadores que atuarão como multiplicadores sobre a questão da violência de gênero no canteiro.

A pesquisa com os trabalhadores já inicia nesta quarta-feira (8/03) com a aplicação de um questionário direto e objetivo para colher a impressão se o indivíduo é machista ou agressor.  Em um canteiro de uma das associadas do SECONCI foram programadas dinâmicas apoiadas por vídeos e debates por um grupo de psicólogos, terapeutas familiares e assistentes sociais. Os trabalhadores serão convidados a refletir sobre situações que retratam mulheres em risco ou em situação de violência no relacionamento das famílias, nas comunidades e nos canteiros. Ao final da vivência, o operário responde a um questionário que tem o objetivo de medir a percepção sobre machismo.

A Avon já desenvolve um projeto de apoio à mulher violentada com o propósito de fazer uma intervenção na causa da violência, mediante um trabalho com o agressor. “A gente achou muito interessante o projeto de forma a olhar para dentro da indústria, entender como é afinal –  o trabalhador é violento, esse estigma que ele carrega é verdadeiro?, indaga a gerente de Relações Institucionais do SECONCI-Rio, Ana Claudia Gomes.

Choro, pó e batom

As comemorações do Dia Internacional da Mulher costumam ser concorridas e com momentos também de emoção, com a parceria firmada com a gigante indústria de cosméticos. “Além de levar a maquiagem a gente começou a levar algumas atividades como as oficinas reflexivas, e a gente notou muita coisa impactante.  No dia, a esposa tem que trazer o marido para o bate papo e ela concorria a uma cesta de produtos Avon, então ela trazia o marido de qualquer jeito. Foi tão importante, naquele momento ver pessoas saindo daqui chorando”, relembra Ana Cláudia Gomes, do SECONCI, de situações vivenciadas por casais e famílias nas oficinas especialmente montadas para a ocasião.

Para aliviar eventual tensão de emoção coletiva, este ano também não faltarão oficinas de maquiagem, sorteios e distribuição de itens de cuidadas com a beleza.

Participação feminina no mercado da construção

Ainda que as mulheres representem uma parcela pequena do contingente que colabora com sua força de trabalho na construção civil, tem elevado sua participação ano após ano, desde 2006, em relação aos trabalhadores do setor. Os últimos dados disponíveis indicam que as mulheres representam 9,74% do total de trabalhadores formais da construção (RAIS/MTE 2015)

Mesmo após a desaceleração do setor, percebida no mercado de trabalho após 2014, as trabalhadoras registraram reduções relativas menores que os homens.

O Rio de Janeiro, ainda que não seja a unidade federativa brasileira em que as mulheres possuem maior participação no setor da construção, registra percentuais superiores à média nacional ao longo de toda a série iniciada em 2006. Provavelmente, segundo avaliação da CBIC, por conta de políticas, iniciadas em 2007, de estímulo a capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Desta maneira, enquanto a média nacional encerra 2015 com um dígito, o Rio de Janeiro já apresenta um percentual de 10,57% de mulheres na força de trabalho da construção local.

Outro ponto que pode ser destacado é o fato do Rio ter sediado as Olimpíadas 2016, portanto, mesmo após o encerramento das obras da Copa do Mundo de Futebol ocorrida em 2014 muitas obras ainda permaneceram em andamento, contribuindo para que os números de trabalhadores ainda permanecesse crescendo em 2014 e com aumento relativo das mulheres.

Em 2015, quando o Rio de Janeiro passa a enfrentar forte desaceleração do setor da construção, registrando a perda de quase 45 mil empregos, ainda assim as mulheres registraram uma variação negativa de 9,9%, ante variação de -14,5% dos homens no mesmo período.

Outro ponto que pode ser destacado é o fato do Rio ter sediado as Olimpíadas 2016, portanto, mesmo após o encerramento das obras da Copa do Mundo de Futebol ocorrida em 2014 muitas obras ainda permaneceram em andamento, contribuindo para que os números de trabalhadores ainda permanecesse crescendo em 2014 e com aumento relativo das mulheres.

Em 2015, quando o Rio de Janeiro passa a enfrentar forte desaceleração do setor da construção, registrando a perda de quase 45 mil empregos, ainda assim as mulheres registraram uma variação negativa de 9,9%, ante variação de -14,5% dos homens no mesmo período.

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