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31/07/2012

Receita de loja de construção on-line triplica

"Cbic"
31/07/2012 :: Edição 370

DCI Online – 31/07/2012

receita de loja de construção on-line triplica

Primeira marca brasileira de material de construção a atuar exclusivamente no e-commerce, a MadeiraMadeira mais que triplica seu faturamento a cada ano desde seu lançamento, em 2009, e espera alcançar receita anual de R$ 400 milhões até 2015. A empresa acaba de receber aportes de investidores estrangeiros e deseja fortalecer seu pioneirismo no mercado.

A previsão de crescimento do faturamento nos próximos anos é extremamente significativa, já que no último ano o valor registrado foi de R$ 10 milhões. Com atuação em um segmento que espera fechar o ano com faturamento superior a R$ 55 bilhões, a MadeiraMadeira recebeu investimentos dos grupos Monashees Capital, Kaszek Ventures e Flybridge Capital Partners, além dos aportes de Niraj Shah e Christian Friedland, fundadores de duas das maiores empresas on-line de material de construção dos Estados Unidos (EUA), a Wayfair e Build.com, respectivamente. "A velocidade de crescimento e a tecnologia para buscar soluções quando o mercado parece estar estagnado são algumas das maiores vantagens de se trabalhar no e-commerce", diz Daniel Scandian, CEO e fundador da MadeiraMadeira.

Scandian comanda uma empresa que já conta com mais de 25 mil produtos oferecidos em sua plataforma e na qual 35% das vendas são realizadas por usuários recorrentes. "Os investidores acreditaram que se realmente profissionalizassem a empresa, trouxessem grandes executivos para me ajudar e a marca tivesse capital para poder crescer, seria muito interessante e um grande desafio. Então recebemos esse aporte e agora estamos em uma fase de reestruturação, aumentando a estrutura física, fazendo todo o planejamento que eu sempre quis fazer, mas, como não tinha dinheiro suficiente, ia me virando com o que tinha", conta.

No Brasil, o empresário encontra um cenário favorável, com a indústria otimista e o varejo com certos incentivos, como a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). "Crescemos praticamente 350% todo ano, desde a criação em 2009. Isso chamou a atenção dos investidores. Nossas metas a partir de agora são bastante agressivas. Com um capital muito pequeno conseguimos fazer algo grande. O meu investimento inicial foi de apenas R$ 300 mil: se você comparar com qualquer home center, verá que só de estrutura física e estoque as empresas gastam R$ 10 ou 15 milhões", completa Scandian.

Nos próximos três anos, a expectativa da companhia é poder oferecer mais de 500 mil produtos, superando em até cinco vezes a oferta média das lojas convencionais especializadas em material de construção. E novos investimentos externos estão dentro dos planos do grupo. "Muito provavelmente daqui a cerca de 18 ou 24 meses receberemos um novo aporte", vê o empresário.

Loja eletrônica

Para Scandian, a loja eletrônica tem diversas facilidades quando comparada com os estabelecimentos tradicionais. "Um exemplo é uma ferramenta de 'compre tudo': a pessoa com apenas um clique consegue comprar o piso e todos os acessórios que ela precisa, já na quantidade correta. E isso é feito por estatística. Em uma loja física, o instalador tem que ir até o local fazer a medição, calcular e fazer um processo que é muito lento comparado com o nosso sistema", descreve.

Estatisticamente, o CEO garante que sua plataforma consegue acertar 99,5% dos orçamentos pedidos. "A velocidade com que eu consigo fazer um orçamento e apresentar uma solução para o cliente é muito mais rápida. Tem coisas que só a tecnologia consegue fazer", declara. Este é um dos motivos que fazem com que a empresa não tenha planos de um dia abrir uma loja física. "Focamos 100% na venda virtual. Tudo é diferente entre uma loja eletrônica e uma tradicional, e acredito que o foco é bem importante para o nosso desenvolvimento. Existem muitas empresas on-line nos EUA que estão muito mais bem posicionadas do que as off-line", diz Scandian.

Origens

A ideia da loja eletrônica começou a ser pensada em 2006, quando o pai de Daniel Scandian, proprietário da Scandian Wood Floors, indústria de material de construção para exportação, começava a sentir os efeitos da crise nos Estados Unidos, seu maior mercado. Daniel era diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da companhia e começou a perceber um movimento interessante no varejo norte-americano.

"Alguns clientes nossos nos EUA começaram a desenvolver essa estratégia do e-commerce e começaram a ter um crescimento bem significativo. Como fabricantes, sempre tínhamos notícias do pessoal de lá. Aí veio a crise nos EUA e eles continuaram crescendo no ritmo de 80% ou 100% ao ano. Eu era da área industrial, não do varejo, mas achei realmente algo interessante e notei que não tinha nenhum player no mercado brasileiro com foco total no e-commerce, como acontecia nos EUA", explica Scandian.

O empresário conta que, como a empresa de seu pai era voltada totalmente ao mercado norte-americano, o impacto sentido com a crise foi muito grande. "Tivemos muitas dificuldades, o dólar despencou e ficou tudo complicado, nosso mercado caiu quase 80%; começamos a enxugar o quadro de colaboradores e precisamos fazer uma otimização de despesas, duas fábricas em uma", comenta o fundador.

Como o cenário das exportações se deteriorava ainda mais, Scandian passou a apostar na ideia de ter seu próprio negócio. "Eu tinha um apartamento e um pouco de dinheiro guardado e convidei meu irmão a abrir a empresa", diz.

O empresário investiu na customização de uma plataforma similar à existente nos EUA, passando a trabalhar com unidades de medidas do Brasil. "Foram muitas as adaptações, quase um ano de projeto. Comecei numa casa emprestada, perto da indústria. Éramos um vendedor, eu e dois estagiários. Nós realmente sabíamos que era uma oportunidade, mas não sabíamos o quanto a cultura brasileira iria absorver este tipo de produto pela Internet", acrescenta Scandian.

Observando o exemplo norte-americano, a MadeiraMadeira adotou a estratégia da amostra grátis. Trabalhando inicialmente com pisos e revestimentos, a empresa enviava aos clientes alguns produtos, sem custos, para que as pessoas pudessem conhecer o trabalho da marca. "Esse sistema alavancou nossas vendas e fez com que a coisa se tornasse real. Tivemos um crescimento muito expressivo desde então", comemora o executivo.

"Cbic"

 

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