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AGÊNCIA CBIC

06/08/2026

CBIC reafirma compromisso com agenda da sustentabilidade nas cidades brasileiras

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) avançará na articulação de soluções que permitam escalar a pauta da sustentabilidade, com vistas a tornar as cidades brasileiras mais preparadas para enfrentar as mudanças climáticas. Essa mensagem foi transmitida na abertura do Construindo Cidades Resilientes – Fórum de Desenvolvimento Imobiliário, Construção e Finanças Sustentáveis, realizada na manhã de quinta-feira (06/08), na sede do SECOVI SP, na capital paulista.

“A CBIC reafirma seu compromisso de continuar trabalhando em parceria com o poder público, com as entidades do setor e com as instituições financeiras para promover uma construção cada vez mais inovadora, eficiente, sustentável e preparada para contribuir com o desenvolvimento do Brasil”, afirmou Eduardo Aroeira Almeida, presidente da entidade.

Iniciativa conjunta com a ABRAINC, GBC Brasil, Saint-Gobain, Secovi-SP e SindusCon-SP, o evento reuniu especialistas, representantes do setor produtivo, formuladores de políticas públicas e instituições financeiras para discutir ações concretas para acelerar a agenda de sustentabilidade no setor da construção e no desenvolvimento urbano brasileiro.

Em breve pronunciamento, Aroeira Almeida traçou um panorama da atuação e posicionamento da CBIC, que conduz agenda técnica de alto nível para apoiar as empresas brasileiras no alinhamento às melhores práticas e normas. “A CBIC acredita que sustentabilidade e desenvolvimento caminham juntos. Não há contradição entre proteger o meio ambiente e ampliar a competitividade do setor, ao contrário”, apontou. “A inovação, a eficiência e a descarbonização representam oportunidades para aumentar a produtividade, reduzir custos ao longo do ciclo de vida das edificações, agregar valor aos empreendimentos e ampliar o acesso a novos mercados e fontes de financiamento.

Destravar investimentos – Segundo ele, a agenda climática deixou de ser uma pauta ambiental para influenciar diretamente a competitividade das empresas, a capacidade de atrair investimentos, a produtividade da economia e a qualidade de vida da população. “Falar de cidades resilientes é falar de infraestrutura, habitação, mobilidade, eficiência, inovação e desenvolvimento. É justamente nesse contexto que a construção civil assume um papel estratégico”, comentou.

O presidente da CBIC destacou o potencial da construção para reduzir emissões, incorporar novas tecnologias, utilizar materiais de menor impacto ambiental, ampliar a eficiência energética e hídrica das edificações e tornar nossas cidades mais preparadas para enfrentar os desafios das mudanças climáticas. “O Brasil reúne condições muito favoráveis para liderar essa transformação. Temos uma matriz energética predominantemente limpa, capacidade técnica reconhecida, um setor empresarial inovador e um mercado com grande potencial para incorporar soluções de baixo carbono”.

O debate proposto pelo Fórum partiu do cenário em que a transição para uma economia de baixo carbono requer o aporte de investimentos vultosos, especialmente no setor da construção, que tem papel estratégico tanto para reduzir os impactos quanto na adaptação às mudanças climáticas. Um dos eixos da programação foi discutir saídas para desafios associados ao acesso a crédito, à percepção de risco e à estruturação de projetos alinhados às exigências do mercado financeiro.

A programação abordou temas como a aplicação da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), instrumentos financeiros verdes, estruturação de projetos bancáveis e a tradução de desempenho ambiental em métricas financeiras.

Vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC e presidente executivo do SECOVI-SP, Ely Wertheim destacou a importância de remover o excesso de burocracia e entraves jurídicos para que essa transição possa ser acelerada. “Está na hora de aproveitarmos fóruns como este para discutir como é que materializa isso”, questionou, referindo-se à pulverização de normas brasileiras, que variam entre os escopos federal, estadual e municipal, e à insegurança jurídica gerada por esse cenário. Segundo ele, um dos desafios é reverter o quadro atual em que, muitas vezes, a norma impede a inovação.

Também participaram da abertura ​Luiz Antônio França, presidente da ABRAINC; Eduardo May Zaidan, presidente executivo do SindusConSP; ​Gustavo Siqueira, vice-presidente de Public Affairs e RH LATAM da Saint-Gobain; e ​Raul Penteado, presidente do GBC Brasil.

​O tema tem interface com o projeto “Finanças Sustentáveis para a Construção”, da Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMA) da CBIC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Fotos: Secovi-SP

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