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14/03/2011

Prevenção contra as catástrofes

 

14/03/2011 :: Edição 055

Jornal Correio Braziliense/BR    |   12/03/2011
prevenção contra as catástrofes

Imagens estarrecedoras de prédios destruídos, veículos arrastados pelo
avanço do mar e corpos em cidades litorâneas do Japão ocupam o noticiário desde
ontem. O violento terremoto seguido do tsunami com ondas de até 10 metros
trouxe à memória o cenário desolador que se seguiu ao maremoto de 2004 no
Sudeste Asiático e na África. Independentemente do motivo desses desastres
naturais, o fato é que se tornaram mais frequentes neste começo de século,
obrigando autoridades públicas e a comunidade internacional a estarem prontas
para reagir com rapidez a novos imprevistos.

O tsunami de 2004, após um terremoto de 9,15 graus na escala Richter, matou
cerca de 225 mil pessoas e ficou conhecido como a mais grave tragédia provocada
pela natureza na história recente. Então, em 12 de janeiro de 2010, um tremor
de magnitude 7 devastou o Haiti, fazendo quase 300 mil vítimas e deixando 1
milhão de desabrigados. Nem as boas intenções de diversos líderes mundiais e
organizações não governamentais foram suficientes para evitar uma catástrofe
humanitária. Mais de um ano depois, praticamente nada mudou no país caribenho,
e multidões permanecem vivendo de maneira improvisada em barracas.

O Japão, por sua vez, possui o território mais preparado contra desastres
naturais em todo o mundo. Situado sobre falha sísmica, o arquipélago tem uma
população habituada a terremotos e maremotos. Desde o primário, crianças aprendem
a se comportar diante dos sismos. Sabem onde buscar abrigo seguro, como
socorrer pessoas em situação de risco. São treinadas em simuladores de abalo
sísmico. Após o terrível tremor na região metropolitana de Osaka-Kobe, em 1995
– quando 6,4 mil pessoas morreram -, o governo
impôs ao setor da construção civil
regulamentações rígidas para reduzir ao máximo a perda de vidas em caso de nova
emergência. É uma das poucas nações que já contavam com alerta contra tsunami
antes do desastre de 2004 no Índico.

Mesmo diante do melhor aparato existente no planeta para prevenção de
catástrofes, a natureza promoveu, ontem, uma devastação poucas vezes vista. O
impacto das ondas gigantes é mais um prenúncio para que outros países
habitualmente afetados por fenômenos naturais, como o Brasil, façam o dever de
casa e invistam em mecanismos de defesa civil. Lamentavelmente, ainda é
predominante entre gestores públicos brasileiros a visão ultrapassada de que
vivemos em um território geograficamente avesso a calamidades.

A ilusão ficou clara em 2005, quando um ciclone desabrigou 1,6 mil pessoas
em Santa Catarina, e restou comprovada diante das recentes inundações no Rio de
Janeiro, São Paulo e no Nordeste. Cabe às autoridades nos âmbitos federal,
estadual e municipal, com o apoio dos moradores, tomar atitudes urgentes
visando a proteção de comunidades em áreas de risco. Ao contrário dos
terremotos, imprevisíveis, é incontestável a tendência de que tempestades e
enchentes se tornem habituais nos próximos anos, por ocasião do aquecimento
global. Insistir na ausência de planejamento, diante dessa realidade,
consistirá em omissão criminosa.


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