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04/04/2012

PPP no saneamento. Por que não?

"Cbic"
04/04/2012 :: Edição 291

 

Correio do Povo – RS/RS 04/04/2012
 

PPP no saneamento. Por que não?

Os governos apostaram no sistema de pedágios para garantir a manutenção das estradas brasileiras, diante da necessidade de mais investimentos para os quais não conseguiam fazer frente. Agora, com a urgência revelada pela Copa do Mundo, o setor privado é chamado a investir também nos aeroportos. Com essas experiências, cabe um questionamento: por que não somar recursos privados aos públicos igualmente na área de saneamento básico, setor onde o Brasil e, sobretudo, o RS ostentam índices tão negativos?
 Já não se discute se haverá ou não pedágios, mas qual o modelo e por quem será operado. A fragilidade das finanças públicas impõe que se cobre dos usuários a conservação das estradas, e não de toda a sociedade. No caso das deficiências dos aeroportos, e com a mesma impossibilidade de o poder público de investir, novamente os operadores privados são convocados para, através de parcerias público-privadas, realizar as obras necessárias.
 No RS, infelizmente, há quem não aceite, sob pífios argumentos, recursos privados no setor de saneamento. Contudo, esquecem que a falta dele – e o RS trata, absurdamente, apenas 15% do esgoto sanitário – compromete a saúde da população e das águas, aniquilando os rios e mananciais. Falo de saúde pública, área vital, visto que se destina a todos os gaúchos, e não só aos proprietários de automóveis ou usuários do transporte aéreo. Falo da qualidade de vida dos gaúchos, comprometida pela precariedade do tratamento de esgoto. Os críticos do modelo desconhecem que as PPPs no saneamento vêm produzindo ótimos resultados em outros estados.
 Para o presidente do Comitê Mundial da Água, o brasileiro Benedito Braga, saneamento é a chave para o desenvolvimento sustentável, pois ele melhora a qualidade das águas dos rios e exige obras de infraestrutura que contratam mão de obra não qualificada, contribuindo também para erradicar a pobreza. Assim como aceitamos pagar pedágios, como chamamos o setor privado para qualificar os aeroportos, acredito que esta é a alternativa para melhorar a vida de milhares de gaúchos, que acessarão um adequado e universal sistema de tratamento de esgoto, com o qual teremos rios e lagos despoluídos e um ambiente mais saudável.

"Cbic"

 

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