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06/07/2012

Poupança atrai R$ 5,1 bi e bate recorde de captação mesmo com nova regra

"Cbic"
06/07/2012 :: Edição 354

Jornal Valor Econômico – 06/07/2012

Poupança atrai r$ 5,1 bi e bate recorde de captação mesmo com nova regra

 O desempenho da caderneta de poupança no primeiro mês de efetiva vigência da nova forma de remuneração mostra que a mais tradicional e popular das aplicações financeiras não perdeu atratividade com a mudança. Os depósitos feitos ao longo do mês passado superaram os saques em R$ 5,115 bilhões, a melhor captação líquida para meses de junho em 10 anos, de acordo com dados do Banco Central (BC).

 A alteração na regra da remuneração foi determinada pelo governo no dia 3 de maio. Mas a possibilidade de isso provocar fuga de depósitos só foi posta à prova mesmo a partir de 31 de maio, quando a Selic, taxa básica de juros, caiu para 8,5% ao ano, reduzindo também os juros da caderneta. Até então, a regra era rendimento fixo de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a taxa referencial (TR).

 Depois de acionado o gatilho com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de baixar a taxa básica de juros para 8,5% ao ano, os depósitos feitos nas cadernetas passaram a ser remunerados a juros equivalentes a 70% da Selic mais TR, o que hoje significa 0,4828% ao mês ou 5,95% ao ano mais TR. Esse será o rendimento enquanto os juros básicos estiverem no atual patamar. À medida que a Selic cair, o rendimento da caderneta também cairá.

 A regra antiga continua valendo somente para os depósitos efetuados até o dia 3 de maio, independentemente de reduções da Selic.A captação líquida da poupança em junho foi superior à de igual mês de 2011, quando a diferença entre depósitos e saques foi positiva em R$ 220,4 milhões. O desempenho em junho também foi o segundo melhor de 2012, atrás somente do registrado em maio, mês em que os depósitos superaram os saques em R$ 6,262 bilhões.

 O resultado acumulado no primeiro semestre aponta que os depósitos superaram as retiradas em R$ 14,857 bilhões, a maior captação líquida registrada em relação a iguais períodos desde o início da série histórica do BC, em 1995. O antigo recorde era de 2010, quando a captação líquida do primeiro semestre foi de R$ 12,242 bilhões.

 Considerados os créditos de rendimentos, as cadernetas fecharam o mês passado com saldo de R$ 449,040 bilhões, acima dos R$ 441,721 bilhões registrados em maio. Do total da captação líquida de junho, R$ 4,095 bilhões corresponderam a depósito em instituições financeiras que aplicam os recursos da poupança em crédito imobiliário. Os bancos que destinam ao crédito rural captaram liquidamente R$ 1,020 bilhão no mês passado.

 O vice-presidente de Pessoa Física da Caixa Econômica Federal, Fábio Lenza, diz que, mesmo com as mudanças, a poupança manteve remuneração atrativa. Os brasileiros perceberam, rapidamente, que a mudança na regra de remuneração garantiu a boa rentabilidade do produto, que continua isento de Imposto de Renda e sem taxas de administração, afirma.

 Segundo ele, a poupança continua ganhando em rendimento, por exemplo, dos fundos de renda fixa DI com taxa de administração acima de 1,0%, para prazo de até 12 meses. Também está pagando mais do que os CDBs de varejo, que pagam abaixo de 91% do CDI para aplicação de até seis meses, destaca Lenza.

 Com cerca de 36% do total de depósitos em poupança mantidos pelo sistema financeiro, a Caixa captou liquidamente, em junho, R$ 1,67 bilhão, perto de um terço do total. Assim como para o conjunto dos bancos, a captação líquida da instituição pública também cresceu muito em relação a junho de 2011 (74%).

 Ontem, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 567, que altera as regras da remuneração da caderneta de poupança. O texto segue agora ao Senado praticamente nos mesmos termos do que foi redigido pelo governo federal. O objetivo do governo, ao baixar a MP, foi evitar que a queda da taxa básica de juros tornasse a poupança mais atrativa que outras aplicações de renda fixa e provocasse grande migração de ativos dentro do sistema financeiro.

 
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