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Agência CBIC

15/03/2022

Pesquisa que revela a percepção do valor da engenharia para a sociedade é divulgada no G1

A pesquisa “Percepção do valor da engenharia para a sociedade”, realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), é destaque em especial publicitário do portal de notícias G1. Elaborado em parceria com o Instituto Paraná Pesquisas, a ação integra a campanha de “Valorização da Engenharia” da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC/CBIC). O intuito foi avaliar como a sociedade enxerga a engenharia no seu cotidiano, nas pequenas e grandes coisas que dão mais qualidade de vida a ela.

O levantamento mostra que, para 36,6% dos entrevistados, o primeiro pensamento que vem à mente ao falar sobre Engenharia, remete à construção de casas e edifícios. A iniciativa faz parte da “Campanha Nacional de Valorização da Engenharia”, promovida pela entidade para demonstrar a relevância da engenharia para a segurança dos projetos, para a melhoria das condições de vida da sociedade e para a evolução da sociedade e do país.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, lembra que o engenheiro é um dos responsáveis pelas obras residenciais, pelas rodovias por onde as pessoas circulam, por toda infraestrutura urbana, e lamenta que o conhecimento sobre sua atuação ainda esteja nos bastidores. “O engenheiro constrói a casa, a estrada para o cidadão chegar ao trabalho, o saneamento básico da cidade, a escola, o hospital, tudo, mas ainda é um profissional discreto e a população precisa saber o tamanho e a grandeza dessa profissão”, destacou.

A pesquisa também mostra que os entrevistados também citaram de forma espontânea que engenharia é tudo aquilo relacionado à construção (35,5%); a cursos de Engenharia (7,3%); construção de indústrias (3,7%); à construção de estradas/rodovias (2,5%); à infraestrutura (2,4%); a projetos (1,3%); a obras (1,2%); a outras citações (4,3%).

A pesquisa também apurou qual seria a nota da Engenharia brasileira, que pontuou uma média geral de 7,8, numa escala de 0 a 10. As notas mais altas se deram por fatores mais “afetivos”, ou seja, por gostar da área ou haver satisfação com o que se conhece. Já as notas mais baixas se deram, em sua maioria, por percepções em relação a obras e construções mal executadas/planejadas.

Foram entrevistadas 1020 pessoas, sendo o trabalho de levantamento dos dados feito por meio de entrevistas telefônicas pessoais, não robotizadas, com habitantes com 16 anos ou mais, em 26 Estados e Distrito Federal e em 122 municípios brasileiros, entre os dias 10 e 18 de novembro de 2021, sendo auditadas simultaneamente à sua realização, no mínimo, 20,0% das entrevistas.

Exame para exercício da profissão

A população da amostra também foi questionada se, ao se formar, o engenheiro deveria prestar um exame para exercer a profissão, a exemplo do aplicado aos recém-formados em Direito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A maior parte dos entrevistados, cerca de 79,7%, concorda com o exame de qualificação para o exercício da profissão. Já entre os profissionais da área, 65,6% dos entrevistados concordam com esse procedimento.

Formação e remuneração

Segundo o vice-presidente da CBIC, Ricardo Portella, um dos problemas enfrentados pelo setor é a formação dos profissionais. “A maioria dos empregos que ainda serão criados na engenharia virão da iniciativa privada. O pulo do gato é termos os trainees ou residentes dentro das empresas, como fazem Gerdau, Ambev e Bradesco. Podemos fazer isso também nas grandes e médias empresas da Engenharia”, disse. Segundo o executivo, a CBIC está engajada no projeto e acredita que é possível trazer mais instituições. “Precisamos de bons profissionais no mercado”, completou.

Ainda no âmbito da qualificação, 73% consideram não ser ideal que o curso de Engenharia seja cursado à distância. Já sobre remuneração, 59% dos engenheiros entrevistados consideram que o piso salarial é uma barreira para a inserção de recém-formados no mercado de trabalho.

Portella concorda que a formação dos profissionais da área exige, ao menos, atividades em laboratórios, supervisionadas por professores, o que não é possível no ensino à distância. Aos profissionais da Engenharia que participaram da pesquisa, foi questionado se eles seriam a favor ou contra o período de 18 meses para que os recém-formados nos cursos de engenharia possam exercer a profissão sem a exigência do piso salarial, semelhante à residência para os formados em Medicina, se posicionaram: 59% a favor; 29,5% contra.

Segundo o presidente da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da CBIC, Ilso de Oliveira, “o resultado obtido, que foi muito abrangente e rico, vai possibilitar fazer correções de rotas e completações em nosso projeto de uma forma mais assertiva”.

Clique aqui e baixe a pesquisa na íntegra

Leia a matéria no G1

A iniciativa tem interface com o projeto “Fortalecimento das Empresas de Obras Industriais e Corporativas” da Comissão de Obras Industriais (COIC) da CBIC, com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

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