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23/02/2012

Participação do crédito duplica em dez anos

"Cbic"
23/02/2012:: Edição 273

 

MaxPress/BR 22/02/2012
 

Participação do crédito duplica em dez anos

De 26% do PIB, em 2002, chega a 49,1% em 2011

 Em dezembro de 2011, o crédito como proporção do PIB atingiu 49,1% – 3,9 pontos percentuais (p.p.) acima de dezembro de 2010 e praticamente o dobro dos 26% registrados em 2002. O aumento do crédito imobiliário e para a produção são destaques desse aumento .
 De acordo com a 14ª edição do boletim "Economia Brasileira em Perspectiva", publicado pelo Ministério da Fazenda (MF), a expansão recente das operações de crédito é o reflexo de três fenômenos: a estabilidade econômica, o mercado de trabalho aquecido e o maior acesso da população brasileira aos serviços bancários. "Nesse contexto, novas pessoas foram inseridas no mercado de consumo sem que se comprometesse a solvência das instituições financeiras brasileiras", avalia o estudo.
 Em 2011, na comparação com 2010, o crescimento do saldo das operações de crédito foi de 17,4% para pessoas jurídicas e de 20,8% para as físicas. O destaque foi para as operações de crédito habitacional, que apresentaram crescimento de 44,5% no ano. E a estimativa da Caixa Econômica Federal é de que sejam liberados R$ 84,3 bilhões em 2012. "O Brasil mantém um forte mercado de consumo que será estimulado, sobretudo pela geração de cerca de dois milhões de novos empregos", comentou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
 Barateamento do crédito – Após um ciclo de alta, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 2 p.p., para 10,50% ao ano (a.a.). A taxa de juros real (ex-ante) chegou a 4,35% em janeiro de 2012. Em sua última ata, o Banco Central indicou que a Selic pode cair abaixo de 10%. Essa queda e as medidas como a redução da exigência de capital para operações de crédito com até 60 meses, adotadas no 2º semestre de 2011, devem impulsionar o crescimento das operações de crédito ao longo de 2012.
 Inflação – Em 2011, a inflação fechou o ano em 6,5%. Por sete anos consecutivos, a inflação brasileira, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA), encerrou o ano dentro das metas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. Para este ano, a variação prevista pelo Banco Central será em torno de 4,7%.

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