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AGÊNCIA CBIC

18/06/2012

Para especialistas, bancos acompanharão decisão da Caixa

"Cbic"
18/06/2012 :: Edição 340

 

O Estado de S. Paulo/BR 17/06/2012
 

Para especialistas, bancos acompanharão decisão da Caixa 

Mas previsão é de que o juro para a compra de imóveis não caia muito mais. Rendimento da poupança seria a causa

 Está próxima do limite a taxa de juros de 7,8% ao ano praticada pela Caixa Econômica Federal para financiamentos imobiliários. Mas especialistas consultados pelo Estado acreditam na capacidade de redução dos índices praticados pelos outros bancos comerciais brasileiros.
 "Olhando o segmento como um todo, posso dizer que, se as outras instituições querem aumentar sua participação no crédito imobiliário, que não é o principal negócio delas, terão de acompanhar a Caixa. Talvez estejam analisando o que podem fazer", avalia o professor Bruno Cals, especialista no mercado imobiliário da Fundação Instituto de Administração (FIA).
 Apesar da premência de busca de competitividade, o coordenador da pós-graduação em negócios imobiliários da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Ricardo Gonçalves,espera um comportamento cauteloso das empresas bancárias no médio prazo. "Ampliando o tempo máximo de financiamento, deve-se fazer uma conta que leve em consideração a inadimplência. Haverá mais pessoas endividas no Brasil", diz.
 Obstáculos. O governo federal, segundo Bruno Cals, implementou medidas para diminuir o spread dos bancos -como é chamada a diferença entre o que eles cobram dos mutuários em relação ao que eles pagam aos correntistas pelo uso dos recursos aplicados -, mas ainda tem impedimentos para ampliar o crédito no País.
 "Sessenta por cento do dinheiro colocado na poupança é usado para o crédito imobiliário. E, no Brasil, ela é pequena." Cals ressalta ainda como uma dificuldade o limite de alavancagem dos bancos nacionais – que podem emprestar até 11 vezes mais que o patrimônio líquido. "Pode ser preciso um aporte do governo federal para expandir o crédito da Caixa Econômica."
 De acordo com o diretor executivo de estudos financeiros da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, os custos de administração, a inadimplência e o rendimento da poupança-principal fonte de recursos para o crédito habitacional no País – impedem quedas mais acentuadas nas taxas.
 Mesmo assim, ele admite a possibilidade de reduções discretas, principalmente pela tendência de baixa na taxa Selic, com a qual a poupança está relacionada." A Selic vai cair mais um pouco, mas não muito. Acredito mais que as outras linhas se aproximem das da Caixa"
 –
 Concorrência
 MIGUEL R. OLIVEIRA
 DIRETOR EXECUTIVO DE ESTUDOS FINANCEIROS DA ANEFAC
 "Acredito que as outras linhas se aproximem das da Caixa"

"Cbic"

 

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