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AGÊNCIA CBIC

17/01/2012

Para economistas, PIB em 2011 não cresce mais de 3%

"Cbic"
10/09/2010 :: Edição 247

 

Brasil Econômico/BR 17/01/2012
 

Para economistas, PIB em 2011 não cresce mais de 3%

Indicador do Banco Central que antecipa tendência aponta alta de 1,15%, a maior em 15 meses. No entanto, a aceleração do crescimento só deve ter efeito prático sobre o PIB a partir do primeiro trimestre de 2012

 Um dia antes de iniciar a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central (BC) divulgou que, em novembro de 2011, o índice de atividade econômica (IBC-Br) acelerou para patamares vistos apenas há um ano e meio.
 No mês, o indicador reverteu o sinal de queda de 0,5% para expansão de 1,15%, quando comparado ao mês anterior-com ajuste sazonal. Segundo especialistas, a alta evidencia uma retomada da economia nacional no último bimestre do ano. No entanto, o pé do governo no acelerador, pressionado desde agosto, será insuficiente para evitar que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) fique abaixo de 3% em 2011.
 Isso porque, na média trimestral – de setembro e novembro – o indicador ainda tem retração de 0,31%. Para os economistas, após a divulgação dos dados sobre o mês de dezembro, este valor deve subir para 0%, apontando estagnação pelo segundo trimestre consecutivo.
 Segundo Braúlio Borges, economista da LCA Consultores, o Brasil voltou a crescer no final do ano, mas a influência negativa de outubro fará com que o PIB só volte a se recuperar este ano. "Embora esse aumento não salve o PIB de 2011, ele mostra que a partir deste primeiro trimestre a economia vai acelerar. A partir daqui, a discussão será sobre o ritmo de crescimento", diz.
 O avanço do IBC-Br foi influenciado pela produção industrial, que apresentou expansão de 0,3% em novembro, e em maior medida pelas vendas no varejo, com aumento de 1,3%.
 O comércio de automóveis, em específico, foi o responsável para a melhor avaliação do nível de atividade, diz Borges. "A demanda por veículos aumentou e o mercado mostra estar se aquecendo. Devido ao relaxamento das medidas macroprudenciais e ao grande estoque das montadoras, que foi acumulado durante o ano", afirma.
 A confiança também parece ter voltado no sistema produtivo do país. Segundo o International Business Report (IBR) 2012, da Grant Thornton International, 74% dos empresários brasileiros estão otimistas com relação à economia brasileira em 2012. O nível de otimismo aumentou 24 pontos percentuais em relação ao último trimestre de 2011.
 Mauro Schneider, economista- chefe da Banif Corretora, diz que a aceleração do IBC-Br, baseado na força da demanda, pode ser um reflexo do otimismo do brasileiro. "Podemos estar vendo um efeito relativo sobre a confiança neste indicador", diz Schneider. Para o economista, ainda é cedo para avaliar se há uma tendência de aquecimento da economia.
 Em grande medida, a alta do IBC-Br era esperada pelos especialistas. Embora o índice tenha surpreendido pela elevação acima de 1%, os economistas entendem que a política econômica não mudará com o avanço no final de 2011.
 Para André Guilherme Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, o Banco Central continuará a reduzir a taxa básica de juros (Selic) ao passo de 0,5 ponto percentual. Porém, os cortes serão interrompidos em março, na segunda reunião de 2012. Essa estimativa, porém, não é unânime (leia mais abaixo). "O ano de 2011 foi muito perverso. Tivemos apertos monetários, medidas fiscais, macroprudenciais, além da piora da crise internacional. Por isso, imagino que o BC continue a cortar os juros até 10%", diz o economista.
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 "A economia acelerou. Foi mais forte do que  esperávamos. Por causa de outubro, o PIB de 2011  deve vir fraco. Mas, em 2012, podemos esperar  altas maiores
 Bráulio Borges
 Economista, LCA Consultores
"Cbic"

 

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