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27/03/2012

Oferta de vagas cresce 37,5%

"Cbic"
27/03/2012 :: Edição  287

 

Correio Braziliense/BR 27/03/2012
 

Oferta de vagas cresce 37,5%

Fevereiro encerrou com um saldo positivo de 4.195 postos. O setor de serviços se mantém na dianteira entre os que mais absorvem profissionais. A construção civil, em contrapartida, enfrenta a carência de profissionais qualificados para atender à demanda Flávia Maia
 O mercado de trabalho no Distrito Federal promete se manter aquecido nos próximos seis meses e seguir a tendência positiva do início do ano, quando as contratações superaram as demissões. Somente em fevereiro, a oferta de trabalho com carteira assinada cresceu 37,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Os setores de construção civil e de serviços impulsionaram a alta da oferta de oportunidades. Esses segmentos, aliados ao comércio, são os que apostam em crescimento e devem estimular a criação de vagas ao longo de 2012. A indústria, apesar do discurso cauteloso, também prevê crescimento, ainda que tímido (leia abaixo).
 Em fevereiro, o mercado brasiliense dispensou 24.596 trabalhadores, mas contratou 28.791. Dessa forma, o saldo positivo foi de 4.195 vagas. No ano passado, a mesma relação era de 3.051. O aumento de oportunidades se deve à expectativa da construção civil, do comércio e de serviços com os eventos esportivos que Brasília receberá nos próximos dois anos – Copa das Confederações e do Mundo.
 O setor de serviços é o que mais emprega. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) de janeiro, 844 mil pessoas trabalham nessa área e pelo menos 300 mil estão em bares e restaurantes. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do DF (Abrasel), a tendência é crescimento. Somente nos últimos meses de 2011, pelo menos 15 estabelecimentos foram abertos na cidade. "Nenhum restaurante emprega menos de 30 profissionais. E o que é melhor, admite pessoas, muitas vezes sem experiência, à procura do primeiro emprego", explica Jaime Recena, presidente da Abrasel-DF.
 Apesar do recuo registrado em fevereiro (veja quadro), o comércio espera crescer no decorrer do ano. "Fevereiro é um período em que os temporários que entraram no fim do ano são dispensados. Se somente 233 pessoas ficaram desempregadas, é sinal que os empresários estão confiantes", aposta Adelmir Santana, presidente da Federação do Comércio do DF.
 Márcia Calixto, 36 anos, também está otimista com o mercado brasiliense e pretende arrumar um emprego rápido. Ela está desempregada há nove anos e, ontem, foi à agência do Trabalhador na Asa Norte procurar uma oportunidade. "Em Brasília, tem muita vaga, mas é preciso experiência comprovada em carteira e qualificação, caso contrário, não consegue nada", afirma.
 Wandré Moura, 27 anos, também está à procura de emprego e, para conseguir um posto melhor, vai se matricular em um curso de informática. "O mercado está difícil, pois muita gente vem para cá acreditando que vai ser fácil arrumar oportunidade. Precisa de diferencial", analisa.
    Mão de obra  Nos últimos dois anos, um dos setores que mais cresce no DF é o da construção civil e o mercado só não prevê expansão maior para 2012 por conta do apagão de profissionais na área, apesar dos bons salários oferecidos. Um pedreiro pode chegar a ganhar R$ 1.800, e um mestre de obras. mais de R$ 4 mil.
 Atualmente, 72 mil pessoas estão empregadas na construção civil. De acordo com Izidio Santos Júnior, presidente da Comissão de Política e Relações Trabalhistas do Sindicato da Indústria da Construção Civil DF, o rápido crescimento do setor não foi acompanhado pela oferta de profissionais. Ele prevê que esta demanda por mão de obra se manterá aquecida até 2014. Em 2009, a média era de 50 mil empregos. Em menos de dois anos, surgiram 20 mil oportunidades. "Graças aos bons salários, muita gente está migrando de profissão e pulando para a construção civil. Temos casos de garçons e lavadores de carros fizeram isso", conta Izidio. 
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