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26/06/2012

O após crise, setor imobiliário dá sinais de recuperação

"Cbic"
26/06/2012 :: Edição 346

 

Brasil Econômico/BR 26/06/2012
 

O após crise, setor imobiliário dá sinais de recuperação  

Construção

 O setor imobiliário de Campinas dá sinais de reaquecimento após ter sido um dos principais prejudicados pela crise política. Levantamento da regional do Secovi em Campinas confirma a recuperação. "A aprovação do metro quadrado de área construída dobrou de abril para maio", diz o diretor regional Fuad Jorge Cury. Em abril, o volume registrado foi de 92 mil metros quadrados; em maio, a área saltou para 182 mil metros quadrados- para se comparar, a média mensal de 2010 foi de 222,4 mil metros quadrados.
 Segundo estudos do Secovi, Campinas tem capacidade para absorver R$ 2 bilhões por ano no mercado imobiliário. Desse volume, que corresponde ao Valor Geral de Venda (VGV), metade é custo da construção e a outra metade é formada por impostos, corretagem, projetos, licenciamento e lucro.
 "Quando se passa por uma crise como a que Campinas passou, a reação leva algum tempo.
 Como faltou planejamento durante um longo período, a recuperação é mais lenta", afirma o diretor regional.
 O prefeito Pedro Serafim (PDT) diz que as empreiteiras voltaram a procurar a prefeitura.
 "Tenho atendido três ou quatro empresários do setor semanalmente", diz. E a administração tem tomado uma série de ações para se reaproximar das empresas. "A ideia é agilizar o atendimento. Temos atualmente mil processos represados de regularizações residenciais", diz o secretário de Urbanismo, Hélio Padilha.
 Rodrigo Martins, diretor comercial da Rossi, uma das maiores do setor e que atua na região há duas décadas, mostra otimismo.
 "Acreditamos no potencial da cidade e temos planos de realizar mais investimentos.
 Estamos confiantes de que as novas medidas serão importantes para a retomada do setor", afirma.
 Uma das mudanças previstas refere-se à lei sobre a cobrança da renovação anual de alvará de funcionamento, que, pela nova proposta, passará a ser exigida a cada três anos.
 Na cidade, cerca de 4 mil empresas, incluindo indústria, comércio, serviço e institucionais, estão sujeitas ao alvará de funcionamento.
 A proposta está sendo analisada pelo prefeito para ser encaminhada à Câmara. Embora aprovada em 2010, a lei ainda não entrou em vigor por falta de regulamentação. Em meio à crise política, acabou engavetada. Na época, foram apontadas falhas no software que calcularia as taxas para justificar a não aplicação do sistema. O projeto estabelece faixas de cobrança e o sistema foi dividido em cinco categorias: comercial, serviço, institucional, industrial e eventos. Os valores levam em consideração o tamanho do empreendimento, a capacidade de público ou o tipo de atividade.
 A prefeitura aponta como vantagem a redução da burocracia para a renovação da licença.
 Entre os pontos favoráveis está ainda o fato de que alguns dos documentos exigidos no alvará, como a avaliação do Corpo de Bombeiros e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), terem validade por três anos.
 "Há quatro mil unidades habitacionais prontas que serão entregues nos próximos meses", afirma o prefeito.
 Como no ano passado praticamente não houve lançamentos imobiliários após o pente- fino adotado nas aprovações de empreendimentos, depois que o Ministério Público passou a exigir providências em relação às irregularidades relacionadas com a concessão de alvarás, a entrega dos novos empreendimentos é muito bem-vinda.
 Um futuro shopping de 40 mil metros quadrados de área bruta locável sinaliza novos tempos. A empresa Ancar Ivanhoé, responsável pela construção do centro de compras Parque das Bandeiras, investiu R$ 280 milhões no projeto.
 Com 280 lojas, nove âncoras, 14 megalojas, 36 lojas de alimentação, cinco restaurantes e seis salas de cinema, além de 2,2 mil vagas de estacionamento, o empreendimento é o primeiro do gênero na região do Campo Grande, uma das mais populosas de Campinas. A inauguração está prevista para 6 de novembro.
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 Estamos confiantes de que as novas medidas que estão sendo adotadas pela atual administração são importantes para a retomada do setor Rodrigo Martin Diretor comercial da Rossi.

"Cbic"

 

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