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25/02/2015

Levy calcula que ajuste deve chegar a R$ 80 bi este ano

"Cbic"
25/02/2015

Valor Econômico – 25 de fevereiro

Levy calcula que ajuste deve chegar a R$ 80 bi este ano

Por Leandra Peres, Vandson Lima e Murillo Camarotto | De Brasília 

 O ajuste para alcançar a meta de economia do setor público este ano poderá chegar a R$ 80 bilhões. A estimativa foi feita pelo próprio ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante jantar na noite de segunda-feira com líderes do PMDB.

De acordo com relatos do encontro feitos ao Valor , o ministro da Fazenda deixou claro que isso não poderá ser feito somente por meio da redução de despesas previstas no Orçamento federal. Ou seja, será preciso recorrer a aumentos de impostos ao longo do ano.

Já o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ao falar sobre o comportamento da inflação este ano, deu indicações de que o IPCA deste ano poderá superar a meta de 6,5% ao enfatizar que a inflação está acima de 7% por causa dos preços administrados e que deve recuar para cerca de 5,5% apenas em 2016.

"O ministro [Levy] falou em R$ 80 bilhões, mas nós temos muitas preocupações. Temos R$ 240 bilhões de restos a pagar, temos buracos em vários setores", disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

A assessoria de imprensa do Banco Central informou que Tombini disse aos parlamentares que ao longo do ano a inflação poderá ficar acima de 7%, mas que não termina o ano acima desse percentual.

A conta que o ministro Levy fez para chegar aos R$ 80 bilhões de ajuste considera o superávit primário de R$ 55 bilhões que o Tesouro se comprometeu a fazer, mas inclui também o esforço de R$ 17 bilhões necessário para recuperar o déficit de 2014.

Levy não detalhou medidas adicionais ao corte de gastos que ainda poderão ser adotadas. Mas segundo fontes oficiais, a equipe econômica conta com ganhos na redução nos desembolsos em programas sociais como o Fies, que oferece financiamento estudantil, o Pronatec, que dá cursos de treinamento profissional, e o Minha Casa, Minha Vida, que pode ter o ritmo de contratação reduzido. Além disso, Levy tem dado indicações de que vai rever parte das desonerações tributárias, que somaram R$ 104 bilhões no ano passado.

O apoio do Congresso será essencial para que o governo leve adiante a agenda de aumento de impostos. Mesmo a elevação da Cide e do PIS/Cofins sobre combustíveis, feita por meio de medida provisória, e as mudanças no seguro-desemprego, abono salarial e pensão por morte, já anunciadas, dependem de aprovação dos parlamentares.

O governo trabalha num corte de despesas que deve ser anunciado após a aprovação do Orçamento deste ano. O Congresso deve votar o projeto na primeira semana de março, o que exigirá que o governo anuncie o contingenciamento de despesas no início de abril.

O ministro Levy tem dito que o tamanho do corte dependerá de como as medidas já propostas forem aprovadas pelos parlamentares. Eventuais perdas de receitas com as mudanças trabalhistas ou reajustes de impostos terão que ser compensadas com mais cortes nos gastos dos ministérios.

A presidente Dilma Rousseff já disse que enviará ao Congresso ainda este ano a reforma do PIS e da Cofins. Os ministros da equipe econômica presentes ao encontro com o PMDB insistiram o governo está aberto a negociar ajustes projetos originais enviados ao Congresso.



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