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27/06/2012

Juro menor propicia operações de longo prazo

"Cbic"
27/06/2012 :: Edição 347

 

Valor Econômico/BR 27/06/2012
 

Juro menor propicia operações de longo prazo

A queda das taxas de juros básicos abre espaço para a criação de instrumentos financeiros de longo prazo para investimentos em infraestrutura. Mas o volume de papéis oferecido ainda é modesto em relação ao potencial do setor. Economistas acreditam que esse mercado pode crescer tanto com estímulos por parte do governo quanto por uma mudança de cultura das instituições financeiras que operam no país, que têm pouca tradição em operações de longo prazo.
O economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Julio Gomes de Almeida avalia ser inevitável que, com a redução da taxa Selic, o mercado busque alternativas aos papéis com rendimento atrelados aos juros, mas acha que o governo poderia acelerar o lançamento de papéis que possibilitem investimento em setores estratégicos da economia, que hoje ainda são minoria no portfólio das instituições financeiras.
Uma das medidas defendidas por Gomes são mecanismos de incentivos fiscais para fundos de ações de empresas ligadas à criação, ampliação e manutenção de infraestrutura. Entre as companhias que se enquadram neste perfil estão as de construção civil, produção e distribuição de energia, manutenção e ampliação das estruturas viárias, portuárias e aeroportuárias, telefonia, distribuição de gás, água e saneamento básico, equipamentos elétricos e exploração de rodovias. Há poucos papéis com esse perfil de investimento e o governo poderia acelerar a criação de novos fundos oferecendo benefícios, afirma.
O economista Fernando Camargo, da LCA Consultores, acredita que o mercado ainda vai buscar outras alternativas antes de apostar, por exemplo, em fundos de longo prazo para o setor. A indústria de fundos pode apostar, por exemplo, na flutuação dos juros e do câmbio. O mercado brasileiro ainda é muito volátil e pode haver ganhos de arbitragem, no curto prazo, explica. Para ele, há um desafio extra para o crescimento desse mercado: a falta de tradição no Brasil para lidar com essa modalidade de investimento. As instituições financeiras do país não estão estruturadas para avaliar esse tipo de risco de longo prazo, afirma.
O chefe de mercados de capitais e renda fixa do BTG Pactual, Daniel Vaz, diz que, com o cenário de redução das taxas de juros reais, pode ocorrer no Brasil o mesmo que no Chile e no México, onde os investidores passaram a buscar rentabilidade em investimentos de longo prazo. Mas, segundo ele, o mercado será realmente atrativo se ficar clara a consolidação da tendência de juros em queda já que os investimentos em infraestrutura são de longo prazo.
Vaz avalia que a tendência, incentivada pelo governo, é de que o mercado de capitais no Brasil venha a desempenhar um papel relevante no desenvolvimento da infraestrutura do país. O volume de investimentos do BNDES não pode continuar a crescer como ocorreu nos últimos anos. O banco capta a taxas de mercado e financia com juros subsidiados e isso gera um déficit. O governo está empenhado em fomentar outros instrumentos de mercado, destaca o executivo
Vaz ressalta que com a redução dos juros reais da economia, os fundos de pensão – que têm metas atuariais para cumprir – devem ampliar seu interesse pelo mercado de créditos privados. (PF) 

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