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28/02/2012

Indústria já negocia direto com obras

"Cbic"
28/02/2012 :: Edição 276

 

DCI Online/SP 28/02/2012
 

Indústria já negocia direto com obras

Grande fabricante de metais para acabamento de cozinhas e banheiros no Rio Grande do Sul, a Meber começou a vender seus produtos diretamente para grandes construtoras. Outra gaúcha que fabrica fechaduras e materiais elétricos, a Soprano também está se adequando à nova configuração do mercado. O caminho trilhado pelas duas companhias demonstra que a indústria está encontrando novas formas para lucrar mais, eliminando alguns elos da cadeia diante do crescimento acelerado do mercado imobiliário no Brasil.
 "O nosso produto sempre chegou às construtoras, mas antes essas empresas compravam do varejo. Hoje, atendemos essas companhias diretamente, sem intermediários", afirmou ao DCI o gerente nacional de vendas da Meber, Jael Zardin. A indústria produz cerca de 100 mil peças por mês, dividas em dois segmentos. O que explora mais o design é direcionado para as classes A e B, por possuírem maior valor agregado, e o outro tem apelo mais popular.
 Segundo Zardin, cerca de 70% dos produtos fabricados pela marca são comprados pelo varejo e 30%, por construtoras. A diferença entre essas fatias já foi maior, no entanto, de acordo com o executivo. "Nos últimos cinco anos, o próprio mercado passou a se comportar de forma diferente. O varejo consumia 90% da nossa produção e com o boom imobiliário, a situação mudou", diz o executivo.
 Zardin afirma que, nos últimos dois anos, em razão desse crescimento, a Meber resolveu aumentar a sua capacidade produtiva e está investindo R$ 10 milhões na construção de um novo parque fabril em Bento Gonçalves (RS), com o objetivo de ampliar em 60% sua produção. "Temos muito espaço para crescer. O mercado tem ainda mais potencial de crescimento", assegura.
 O executivo diz que os estoques da empresa giram em torno de um a dois meses e, por se tratar de uma produção voltada para o acabamento final das obras, a Meber terá trabalho ainda por alguns anos. "Como as obras de infraestrutura e jogos da Copa e Olimpíada estão acontecendo agora, entraremos com nossos produtos nos próximos anos", afirma.
 O aquecimento do setor se reflete nos números da empresa gaúcha, que cresceu em torno de 10% a 15%, nos últimos três anos. "Estamos projetando e nos preparando para um incremento de 15%, em 2012 também", comemora Zardin. Ele ressalta que, já em 2011, havia rumores de que poderia ocorrer ausência de oferta em alguns segmentos do setor, o que não se concretizou. "Qualquer empresa que investir e se preparar não terá problemas para atender a esse mercado aquecido. Não acredito que haverá problemas de estoques", diz.
 Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinistas, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo (Sincomavi), Reinaldo Correa, o cenário pode ser diferente. "Com as obras da Copa e de infraestrutura já acontecendo, estamos receosos de que possam faltar produtos nas prateleiras em alguns segmentos, neste ano", afirma.
 Correa não acredita, porém, que as importações possam aumentar ainda mais por conta dessa expectativa do varejo. "Somente a partir do segundo semestre deste ano, conseguiremos detectar de fato como a indústria vai atender ao mercado como um todo", diz o sindicalista.
 Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover, o comércio varejista ainda representa o maior escoamento do setor. "A cara do nosso produto é o varejo. Não deve ocorrer falta de produtos em nenhum segmento", garante Cover. Ele destaca que o setor está aumentando a sua capacidade instalada e que as obras prometidas pelo governo, além do ano de eleições, devem aquecer ainda mais o mercado interno.
 De acordo com o presidente da entidade, em 2011, as construtoras representaram 40% da demanda do setor de materiais de construção. Cerca de 10% se encaixam no segmento "outros", que corresponde a hospitais e instalações da própria indústria nacional, por exemplo. Metade dos pedidos vem do chamado mercado "formiguinha", que é a venda para famílias brasileiras no varejo.
 O coordenador do segmento de construção civil e indústria de Esquadrias da Soprano, Leritor Somacal, aponta ainda outra mudança no mercado. Segundo ele, as lojas estão trabalhando com estoques menores, o que provoca uma dificuldade para a indústria prever volumes de vendas. "Isso exige dos fornecedores uma entrega cada dia mais rápida", diz.
 O executivo, porém, afirma que atualmente o varejo ainda é o maior consumidor dos produtos da Soprano. No entanto, as construtoras vêm se destacando e mostrando um significativo crescimento na demanda da empresa, nos últimos anos. "Hoje, cerca de 6% do faturamento da companhia vêm de construtoras", diz.
 Cover acredita que o boom imobiliário, que se intensificou nos últimos dois anos, deve ficar mais "tranquilo" nos próximos anos. "Já percebemos que desde o final de 2011 está havendo uma desaceleração no setor imobiliário", diz. Ainda assim, ele garante que a indústria está preparada para atender a demanda. "Projetamos um incremento de 4,5% no faturamento do setor, em 2012." 1.087Material Construção.

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