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28/06/2012

Governo investirá R$ 8,4 bi para incentivar a economia

"Cbic"
28/06/2012 :: Edição 348

Jornal DCI – Comércio, Indústria e Serviços – 28/06/2012

 

Governo investirá R$ 8,4 bi para incentivar a economia

Os recursos fazem parte do PAC Equipamentos e serão concentrados no segundo semestre deste ano. Mas o ministro não descarta a possibilidade de novas medidas.
 O governo anunciou ontem mais um pacote de medidas para estimular a economia. A partir deste ano, será gasto o total de R$ 8,43 bilhões em aquisições, recursos estes que fazem parte do novo PAC Equipamentos – Programa de Compras governamentais. Os setores beneficiados serão Educação, Saúde, Defesa, Transportes e Agronegócio.
 De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, as compras serão preferencialmente feitas de produtos nacionais e estarão concentradas no segundo semestre deste ano. "Vamos continuar com políticas de estímulo ou políticas anticíclicas", afirmou o ministro.
 Parte do montante que será gasto pelo governo no PAC Equipamentos – R$ 1,8 bilhão – já estava prevista no Orçamento de 2012. Os recursos para chegar ao valor adicional de R$ 6,6 bilhões serão liberados por meio de medida provisória, segundo informou o ministro. "Com isso, o PAC total de 2012 subirá de R$ 42,6 bilhões para R$ 51 bilhões. É o maior PAC que já fizemos e vamos procurar implementá-lo integralmente", disse Mantega.
 O objetivo é comprar oito mil caminhões, que pode beneficiar Transportes e Agronegócios. Este último setor também terá a aquisição de três mil tratores e implementos agrícolas. Além disso, 3.591 retroescavadeiras, 1.330 motoniveladoras, 50 perfuratrizes serão compradas. Para Saúde, o governo gastará em 2.125 ambulâncias, mil furgões para atendimento odontológico. No caso da Defesa, serão 500 motocicletas, 40 blindados, 30 veículos lançadores de mísseis. E no setor de Educação, serão adquiridos 8.570 ônibus e três milhões de móveis escolares. Nessa conta também entra 160 vagões de trens urbanos.
 Somado a isso, o governo reduziu a taxa de juros a longo prazo (TJLP) cobrada em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No caso da prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca, Mantega informou que haverá uma reunião com o setor na sexta-feira.
 
 PIB
 Com as medidas já anunciadas e a divulgada ontem, Mantega acredita que o crescimento econômico neste ano será maior do que 2,5%. Contudo, a maioria dos especialistas entrevistados pelo DCI discorda dessa previsão.
 Para o professor da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo (FGV-SP), Samy Dana, essas medidas ajudam, mas não devem ter o impacto esperado, pelo menos no curto prazo. "A longo prazo essas medidas podem estimular a economia. Isso quer dizer que pode demorar de três a quatro anos para ter efeito. O problema é que para uma expansão maior deveria se investir mais em infraestrutura e o que está sendo feito é pouco. A situação da Educação, Saúde e Transportes não é resolvida de uma hora para outra", aponta. "[Por isso], o PIB deve fechar no máximo com avanço de 2,5%", acrescenta.
 Apesar de considerar as ações do governo positivas, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que são insuficientes frente à necessidade de reanimar a economia brasileira, "que deverá crescer menos de 2% em 2012".
 "O pacote de estímulos contempla compras governamentais que terão ainda de passar por processo de licitação, e, portanto não serão suficientemente rápidas para aplacar os efeitos do baixo crescimento", analisou Skaf.
 O professor da Fecap, Paulo Brasil, entende que as consequências dos pacotes vão até um limite. "De verdade, o que temos que buscar é o crescimento sustentável. Uma das coisas que vem segurando é que estamos aproveitando a maré de crescimento da China", diz.
 O especialista em finanças públicas Amir Khair concorda que as atitudes do governo são positivas, mas os impactos da redução da taxa de juros é que terão real efeito da economia. "Se o governo quiser promover o crescimento não tem que fazer um pacotinho aqui, um pacotinho ali. Um instrumento que o governo tem é a redução das tarifas bancárias."
 Já o assessor técnico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP), Guilherme Dietze, tem uma opinião mais otimista. Para ele, os efeitos das medidas serão sentidos no final deste ano. E que a economia caminha para um crescimento por volta de 3% em 2012.
 Porém, a Fecomércio "reafirma a necessidade de elaborar medidas que visem o estímulo ao consumo e a confiança do consumidor, que apesar dos ótimos índices de emprego e renda mostra-se resistente a comprometer seus recursos". "Um meio de elevar essa confiança do consumidor é que o governo tenha um dialogo mais aberto com a população, de modo a mostrar a eles a importância de comprar, e manter seus empregos", diz Dietze.
"Cbic"

 

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