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Agência CBIC

02/07/2012

Famílias com renda de até R$ 3.200 não conseguem financiar mais do que R$ 100 mil

Financiamento de 100% do valor do imóvel, juros mais baixos e ampliação do prazo de pagamento do imóvel de 30 para 35 anos. As notícias animam os que sonham com a casa própria, mas as famílias com renda mensal entre R$ 1.700 e R$ 3.200 — que estão fora do grupo beneficiado pelo subsídio do "Minha casa, minha vida" — precisam caprichar no valor de entrada para botar as mãos nas chaves do lar, doce lar. Para essa faixa de rendimento, a Caixa Econômica Federal financia o valor total do imóvel desde que custe até R$ 100 mil. Esse limite torna árdua a tarefa de encontrar a sonhada moradia.
— É a renda que determina o valor máximo de financiamento. Se quiser um imóvel acima do valor concedido, será preciso pagar a diferença de entrada. Mas, apesar da carência de unidades nesse preço (até R$ 100 mil), é possível encontrar opções em alguns bairros das zonas Norte e Oeste — afirmou Nelma Tavares, superintendente regional da Caixa no Rio.
Ao ver os anúncios das facilidades na concessão de crédito imobiliário, o analista de suporte Ricardo Pedroza, de 32 anos, acreditou que tinha chegado a hora de comprar a casa própria. Por não confiar no valor de entrada sugerido pelo simulador do site da Caixa, ele foi até uma agência tentar uma negociação. Lá, descobriu que o simulador estava certo, e o sonho precisou ser adiado. Sua renda de R$ 2.400 só permitiria que ele financiasse um imóvel de R$ 70 mil.
— Eu queria continuar na Ilha do Governador, mas teria que dar mais de R$ 100 mil de entrada. Estava disposto a vender meu carro e juntar o FGTS e as economias da poupança. Mas, com a margem que a Caixa me concede, não consigo encontrar nada por perto. Eu achei que hoje estivesse mais fácil financiar — lamentou.
O EXTRA simulou o valor máximo para cada faixa de renda até R$ 3.200. Quem ganha R$ 1.700 pode ter um imóvel 100% financiado, se encontrar uma unidade de até R$ 68.602 — dentro da modalidade de crédito com uso do FGTS.

Fonte (Extra, 24/6/2012 – Caderno de Imóveis – Fabiana Paiva)
 

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