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20/01/2014

Fabricantes apostam no varejo para crescer em 2014

"Cbic"
20/01/2014

DCI Online

Fabricantes apostam no varejo para crescer em 2014

SÃO PAULO

As vendas ao varejo devem continuar sendo a menina dos olhos da indústria de materiais de construção em 2014. Com a velocidade das obras de infraestrutura ainda lenta, o segmento de reformas – que responde por 50% da demanda dos fabricantes do setor – deve impulsionar o faturamento no ano que vem.

"O consumo continuará sendo um ponto forte em 2014. Acreditamos que o varejo terá um bom desempenho", afirmou ao DCI o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover. Ele explica que algumas variáveis importantes para o setor, como renda das famílias, estabilidade do emprego e crédito contribuíram para um crescimento em torno de 3% a 4% no ano passado em relação a 2012.

"Em nossa visão, estes três fatores se mantiveram satisfatórios ao longo de 2013", destaca Cover. Ele ressalta, porém, que houve uma desaceleração do crescimento da renda no período, o que impediu um incremento mais vigoroso da demanda. Por outro lado, a inadimplência tem caído, segundo o presidente da Abramat, e por isso os bancos devem ampliar a oferta de crédito. "O financiamento para reformas tem crescido e deve ter um incremento maior em 2014", acredita.

Segundo informou a Caixa Econômica Federal, em 2013 foram realizadas mais de 409 mil contratações pelo Construcard (linha de financiamento para a compra de material de construção da instituição), totalizando R$ 6 bilhões. Somente em dezembro do ano passado, o aumento das contratações foi de 22,5% em relação ao mesmo período de 2012.

Ainda de acordo com o presidente da Abramat, o crédito imobiliário também deve apresentar crescimento em 2014, principalmente o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

Cover afirma que o segmento de materiais de base (concreto, cimento, aço, tubos e conexões) obteve um incremento abaixo do desejado em 2013, principalmente em razão das obras de infraestrutura que estão atrasadas. Para o ano que vem, o horizonte deve ser mais promissor. "O governo tomou consciência da importância desta demanda e já está corrigindo os rumos do setor, uma vez que os leilões de infraestrutura estão saindo do papel", diz o presidente da Abramat, que complementa. "O início de obras desse tipo demanda um volume muito alto de produtos de base. Este segmento irá crescer mais em 2014 do que no ano passado".

A frente da indústria de materiais de construção que rendeu mais frutos ao setor foi a de produtos para acabamento (como metais e louças sanitárias), itens que entram na fase final das obras. "O negócio de acabamento terá um crescimento vigoroso em 2014", acredita Cover. Um dos fatores para este incremento é a fase final de diversos empreendimentos imobiliários que foram lançados nos últimos dois anos e que ainda refletem no mercado.

O grupo paulista Astra, que fabrica desde utilidades domésticas até metais e louças, comemora estes reflexos. O faturamento da empresa cresceu bem acima do setor em 2013, em cerca de 15% em relação ao ano anterior, para R$ 620 milhões. "A demanda continua aquecida para os nossos produtos", afirma o diretor superintendente da Astra, Manoel Flores.

Porém, segundo o executivo, apesar do crescimento 2013 foi "morno". "As políticas governamentais impactam muito a atividade", afirma Flores. Ele explica que a alta carga tributária e a complexidade para recolher os tributos dificultam o fluxo da atividade. "É muita burocracia", diz.

Segundo ele, as vendas da empresa acompanharam o ritmo de produção. "Apesar do crescimento tímido registrado pelo setor, ainda assim é maior que o do PIB", ressalta Flores.

De acordo com o executivo, a atividade da construção civil deve ser mais forte em 2014. "O emprego continua estável e os salários têm registrado índices gradativos de crescimento, o que deve garantir o nosso consumo", diz.

É o que espera também a Renner, divisão de tintas imobiliárias do grupo PPG Industries. "Para 2014, o cenário é muito positivo para a nossa empresa. Cerca de 80% do nosso negócio são destinados ao varejo", afirma o coordenador de marketing do setor Arquitetônico da PPG Industries, Ricardo Cappra.

Sem abrir números de faturamento, o executivo destaca que 2013 foi muito bom para a companhia. "Obtivemos crescimento em comparação a 2012 e até conseguimos melhorar as margens", diz Cappra. Porém, em 2014, o período pós Copa do Mundo ainda é incerto. "Como temos eleições, fica difícil prever o andamento da economia", diz.

Desoneração do IPI

Há cerca de seis anos, a maioria dos produtos de material de construção possui desoneração do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), o que segundo o presidente da Abramat é um processo virtuoso. "Nos últimos anos, o aumento dos custos do setor tem vindo abaixo dos índices de inflação, o que contribui para que a nossa indústria continue mantendo índices de crescimento regulares", diz Cover.



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