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17/08/2020

Expectativas menos pessimistas para a economia brasileira ganham força

Pela sétima semana consecutiva a pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo Banco Central com analistas do mercado financeiro, projeta resultados menos pessimistas para a economia brasileira em 2020. O relatório do último dia 14 de agosto passou a estimar recuo de -5,52% para o Produto Interno Bruto do País (PIB) neste ano, contra a retração de 6,54% esperada no final do mês de junho.

Segundo a economista do Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, algumas consultorias e analistas também estão revisando as suas projeções para o PIB.

A Fundação Getúlio Vargas, que em seu Boletim Macroeconômico de junho estimou retração de 6,4%, revisou a sua estimativa para -5,5% no relatório do mês de julho. “A divulgação de indicadores mais satisfatórios para a economia brasileira nos últimos dois meses ampara a revisão dos resultados para 2020. Assim, a despeito da evolução da pandemia e as incertezas que ainda norteiam o seu controle, a reabertura da economia tem resultado em uma recuperação da atividade global desde maio”, afirma Vasconcelos.

Os indicadores de produção da indústria, de volume de vendas do comércio varejista e de volume de serviços, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também registraram resultados positivos para o sexto mês do ano, confira:

  • A produção industrial brasileira cresceu 8,9% frente a maio (na série com ajuste sazonal).
  • O volume de vendas do varejo cresceu 8% em junho, após registrar alta de 14,4% em maio.
  • No comércio varejista ampliado, o volume de vendas cresceu 12,6% em junho, em relação a maio de 2020, na série com ajuste sazonal.
  • O volume de serviços no Brasil cresceu 5,0% frente a maio (na série com ajuste sazonal), após quatro meses de taxas negativas seguidas, quando acumulou perda de 19,5%.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), calculado e divulgado pelo Banco Central – considerado pelo mercado como uma prévia do PIB -, registrou alta de 4,89% em junho, confirmando o melhor desempenho das atividades econômicas no final do primeiro semestre do ano.

Apesar do resultado positivo em junho, o IBC-Br acumulou retração de 6,28% no primeiro semestre de 2020, resultado que demonstra o impacto das medidas de isolamento social utilizadas para conter o avanço do novo coronavírus e que resultou na redução das atividades econômicas.

Os resultados da pesquisa Focus do dia 14 de agosto estimam que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), encerrará 2020 em 1,67% e que a Selic terminará o ano sem uma nova queda, permanecendo no patamar atual de 2%. Entretanto, o mercado passou a projetar taxa Selic menor para 2021.

Na avaliação de Vasconcelos, apesar dos números positivos de maio e junho, o que traz certo alento, o Brasil ainda possui sérios desafios. “A pandemia provocada pela Covid-19 colocou a economia mundial no caminho da recessão. Por isso, o País precisa ficar ainda mais atento a importantes questões internas como a continuidade de reformas e o compromisso com a estabilidade fiscal. O Brasil precisa, ainda, estimular investimentos e as atividades de setores estratégicos que proporcionam resposta rápida na geração de emprego e renda, como a construção civil. Desta forma conseguirá trilhar o caminho rumo à recuperação de suas atividades”.

Veja a íntegra da análise no Boletim Econômico do Banco de Dados da CBIC.

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