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12/07/2012

Empreendimento público pede diálogo para deslanchar

"Cbic"
12/07/2012 :: Edição 358

Jornal Valor Econômico – 12/07/2012

EMPREENDIMENTO PÚBLICO PEDE DIÁLOGO PARA DESLANCHAR

 É preciso mais diálogo entre os principais atores do setor de construção para destravar grandes obras públicas. Essa foi uma das principais conclusões do painel Como compatibilizar as novas tecnologias, custos e preços, do seminário Os Novos Paradigmas da Engenharia Brasileira, promovido pelo Valor , em Brasília.

 A Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor) pede urgência na liberação de obras paradas, a Caixa Econômica Federal (CEF) chama a atenção para a qualidade dos projetos apresentados para a obtenção de financiamentos e o Tribunal de Contas da União (TCU), muitas vezes apontado como o vilão dos atrasos, define novas ações para aprimorar os sistemas de fiscalização de obras.

 Estamos preocupados com o ritmo lento do setor, diz José Alberto Pereira Ribeiro, presidente da Aneor. O Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) não está acontecendo e há 18 meses não temos novos contratos e licitações. Ele acredita nas boas intenções do governo federal para resolver as paralisações de obras rodoviárias, por conta de problemas de gestão de órgãos como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), mas afirma que as empresas do ramo já estão deixando de contratar pessoal e não compram material e equipamentos. Temos 200 companhias que dependem exclusivamente de contratos públicos.

 Para o superintendente nacional de assistência técnica e desenvolvimento sustentável da CEF, José Carlos Medaglia Filho, a instituição teve de revisar seu papel de agente de financiamento e selecionadora de projetos a partir de um nova onda de investimentos provocada pelo PAC e pelo Minha Casa, Minha Vida. Tínhamos 500 engenheiros, hoje temos mais de 1,3 mil e vamos contratar mais 500 profissionais por concurso. De acordo com Medaglia, um dos fatores mais críticos que levam ao embargo das obras é a má qualidade dos projetos apresentados. Precisamos reduzir o grau de incertezas mostradas nos planos de construção e nos custos.

 A Caixa criou o selo Casa Azul para qualificar projetos de empreendimentos habitacionais que respeitam critérios socioambientais e priorizam a economia de recursos naturais. O diploma já foi concedido ao projeto do Complexo Chapéu Mangueira e Babilônia, no Rio de Janeiro. Antes dele, a área de habitação de interesse social a receber o prêmio foram os Condomínios E e G, de Paraisópolis, em São Paulo.

 De acordo com André Baeta, diretor da primeira secretaria de obras do TCU, não há um levantamento dos empreendimentos parados por conta de irregularidades. Podem ser milhares, diz. Entre os motivos das paralisações estão projetos sem planejamento, licenciamento ambiental ou estudos de desapropriação.

 Baeta defende o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) – modelo de pesquisa mensal da Caixa e do IBGE que informa os custos e índices da construção civil – para fiscalizar as obras públicas, mas admite que a ferramenta precisa de ajustes, principalmente quanto ao preço unitário dos produtos pesquisados, como o preço da gasolina, cotada com valores diferentes das bombas. Há ainda outras limitações, como a falta de informações sobre elementos construtivos mais modernos, usados em construções de maior porte, como os concretos de alto desempenho.

"Cbic"

 

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