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12/07/2012

Custos de operação e manutenção hoje são determinantes

"Cbic"
12/07/2012 :: Edição 358

Jornal Valor Econômico – 12/07/2012

custos de operação e manutenção hoje são determinantes

Grandes obras que estão sendo executadas no país indicam que os empreendimentos, hoje, precisam ir além da eficiência nos usos projetados, mas também apresentar soluções de sustentabilidade e de redução dos custos de operação e manutenção. As arenas para a Copa de 2014, por exemplo, devem incluir equipamentos que possam gerar receitas suficientes para sua modernização ao longo dos anos.

"Há uma mudança de paradigma na construção civil. Os custos de manutenção e operação passaram a ser itens importantes na avaliação da qualidade dos projetos", destaca Jorge Batlouni, coordenador do Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do SindusCon-SP. Batlouni ressalta que cada vez mais a sustentabilidade é uma aliada importante na redução de custos fundamentais como energia elétrica e água.

De acordo com o coordenador, empreendimentos que buscam certificações ambientais como o Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) acabam reduzindo os custos com ar-condicionado e elevadores, já que utilizam equipamentos mais eficientes na operação e consequentemente no consumo. A energia responde por até 40% dos custos operacionais de um prédio.

Além disso, ressalta Batlouni, os projetos mais modernos preveem que os processos de manutenção sejam facilitados, o que também contribui para reduzir os custos. "Os projetos já contemplam os melhores acessos para os equipamentos que fazem a manutenção dos prédios. É um conceito novo, que chamados de 'manutenbilidade'", explica o coordenador.

Esses investimentos têm reflexos também na valorização imobiliária, tanto no preço do metro quadrado quanto no valor da locação. "Em prédios corporativos, esses imóveis têm preferência porque mesmo com aluguel mais alto, eles acabam sendo mais econômicos e eficientes", diz Batlouni. De acordo com ele, os novos conceitos de eficiência também estão sendo adotados em obras públicas. 

O "novo" Maracanã que está sendo construído para a Copa, por exemplo, contempla uma série de soluções sustentáveis como os sistemas hidráulicos e elétricos mais modernos que vão permitir ganhos de eficiência. O estádio gastará 5% a menos de energia ao adotar a automação dos elevadores, escadas, rolantes e iluminação e ventilação. A economia com consumo de água será de 25%. Painéis fotovoltaicos vão captar a energia solar que irá aquecer duchas e torneiras dos vestiários dos atletas e banheiros dos frequentadores.

O projeto de reforma do Maracanã para a Copa de 2014 teve que incorporar todos os conceitos de qualidade determinados pelo manual de encargos da Fifa – acrescido ao fato de que será o estádio da final da competição – e ao mesmo tempo manter suas principais características arquitetônicas. "Certamente, as obras sairiam muito mais baratas se fosse um projeto totalmente novo, mas o Maracanã, por conta da sua importância histórica e afetiva, não pode ser simplesmente demolido", ressalta Daniel Fernandes, da Fernandes Arquitetos, responsável pelo projeto executivo de modernização. 

A fachada foi preservada no novo projeto, o que dará a impressão de que o "velho Maracanã" ainda estará lá. "Mas quando você entrar vai se sentir num estádio completamente novo. Haverá uma grande mudança com relação à infraestrutura e o conforto." Segundo o arquiteto, "o Maracanã terá condições muito melhores para a realização de grandes shows. Se isso for bem administrado, haverá recursos para a sua manutenção e modernização ao longo dos anos".

Fernandes ressalta que uma das premissas das obras é a escolha de materiais de primeira linha que tenham o máximo de durabilidade e, dessa forma, não gerem custos de manutenção em pouco tempo. "Em obras públicas é comum a escolha de itens mais baratos que ao longo dos anos acabam gerando custo de manutenção muito mais alto do que se tivessem adotado produtos de qualidade superior", diz.

O arquiteto Vicente Castro Mello, da Castro Mello Arquitetos, também desenvolveu o projeto do novo estádio Nacional de Brasília (o Mané Garrincha) aliando os conceitos de sustentabilidade com custos de operação mais baixos. O aproveitamento da água de chuva vai responder por cerca de 80% da demanda por água e a energia solar captada irá suprir até 100% das necessidades. 

Outra economia importante será com o sistema de ventilação. O revestimento da cobertura incluirá uma membrana de tecido que, além de liberar a passagem de iluminação natural, permite maior reflexão dos raios solares, reduzindo o calor interno e, consequentemente, a necessidade do uso de ar condicionado ou outro tipo de ventilação artificial. "A economia anual será de R$ 7 milhões", afirma o arquiteto.

"A economia com os custos de operação trará grande vantagem para quem assumir a operação do estádio após a Copa do Mundo", ressalta Mello, defensor da ideia de que a arena, que pertence ao governo do Distrito Federal, tenha um operador privado. O arquiteto diz que o estádio já foi projetado com a concepção de abrigar uma série de espetáculos, que hoje não são realizados capital federal por falta de local adequado para eventos de grande porte. Ele lembra que, como o aeroporto de Brasília funciona como um hub para outras parte do país, a programação de shows na arena pode ser um incentivo para que visitantes passem a noite na cidade, gerando outros recursos para a economia local.

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