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27/01/2012

Crédito de imóvel terá R$ 130 bi em 2012, alta de 12%

"Cbic"
27/01/2012 :: Edição  255

 

Jornal Brasil Econômico/BR 27/01/2012
 

Crédito de imóvel terá R$ 130 bi em 2012, alta de 12%

Principal fonte será a poupança, com R$ 103,9 bilhões, crescimento de 30% no ano

 As operações de financiamento imobiliário com recursos da caderneta de poupança devem totalizar R$ 103,9 bilhões em 2012, crescimento de 30% em relação ao ano anterior, segundo estimativa da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
 "Podemos até crescer um pouco mais. Estamos com uma expectativa bastante positiva para o ano", afirma o presidente da Abecip, Octavio de Lazari.
 Essa projeção está baseada nas expectativas de crescimento para a economia (PIB de 3,3%) e o desemprego em níveis baixos – chegou a 4,7% em dezembro.
 Aos valores que possuem como fonte a poupança, soma-se ainda os R$ 27 bilhões que estão alocados para habitação no orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. O valor pode crescer no decorrer do ano, com as suplementações adicionais ao longo do ano. Com isso, chega-se a R$ 130,9 bilhões o total de recursos que os consumidores terão em 2012 para realizar o sonho da casa própria, um avanço de 12,4% sobre 2011.
 Na avaliação do dirigente da associação, o crédito imobiliário no Brasil tem crescido de forma saudável e não há motivos para preocupação com uma bolha, uma vez que, na maior parte dos casos, os bancos financiam no máximo 80% do valor do imóvel.
 A fatia financiada foi, em média, de 63% no ano passado.
 "Se levarmos em conta a valorização do período, essa parcela é ainda menor", disse ao divulgar as projeções do setor.
 AAbecip trabalha também para criar novas alternativas à caderneta de poupança, que deve deixar de ser suficiente entre o final de 2013 e 2014. Para isso, Lazari acredita que o governo aprovará a criação das letras financeiras imobiliárias (LFIs) ainda neste ano. "Vamos verem breve algum direcionamento para que as instituições possam oferecer esse instrumento ao mercado." O novo instrumento, se aprovado, deve seguir os moldes das letras financeiras, que são uma forma de captação de longo prazo.
 Emitidos desde abril de 2010, esses papéis devem ter um prazo mínimo de dois anos.
 A proposta da Abecip é que a LFI tenha duas garantias adicionais: o fluxo de pagamento dos financiamentos imobiliários e o lastro real, no caso, os imóveis.
 Outra proposta da Abecip é a criação de "covered bonds" no Brasil. Comuns na Europa, esse título é garantido pela carteira de crédito imobiliário e fica apartado dos ativos da instituição fiananceira em caso de insolvência.
 Balanço As operações de crédito imobiliário com recursos da poupança totalizaram no ano passado R$ 79,9 bilhões, um avanço de 42% em relação a 2010. Ao todo, foram 493 mil unidades habitacionais que tiveramcomo fonte de recursos a tradicional caderneta.
 A segunda principal fonte de recursos para o financiamento imobiliário é o FGTS, que contou com um orçamento de R$ 36,6 bilhões no ano passado. O dinheiro do fundo, no entanto, tem como objetivo a habitação popular e para famílias com renda de até R$ 5 mil mensais.
 A relação entre crédito imobiliário e PIB em 2011 deve ter ficado, na estimativa da Abecip, em 4,7%, percentual bem abaixo ao praticado em outras economias emergentes, como a China (11%), Índia (6%) e Chile (19%).
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 Octavio de Lazari, Presidente da Abecip
 "Já trabalhamos com fontes alternativas a poupança. Temos os certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e esperamos os novos, como as letras financeiras imobiliárias"

"Cbic"

 

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