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31/05/2012

Com juros baixos, renda fixa alternativa é opção

"Cbic"
31/05/2012 :: Edição 328

 

Valor Econômico/BR 31/05/2012
 

Com juros baixos, renda fixa alternativa é opção

Fugir de aplicações arriscadas neste mundo de juros menores pode ser fatal para o bolso do investidor. Pela lógica, as mudanças na caderneta de poupança e as reduções da taxa Selic seriam argumentos irrefutáveis para as pessoas reavaliarem seu perfil de risco em busca de novas oportunidades e deixarem cada vez menos recursos em aplicações de liquidez diária e pouco arriscadas. Na prática, não é assim que funciona. Pelo menos, não para o engenheiro Paulo Lei, auditor da Receita Federal. A tolerância do servidor público a perdas em seus investimentos é praticamente zero. É assim desde que ele começou a investir há seis anos. Para Lei, aplicar no mercado de ações ou mesmo em fundos de renda variável não é, definitivamente, uma opção.
 Na tentativa de buscar mais rentabilidade sem pôr o pé no mercado de ações, ele decidiu diversificar dentro do próprio universo da renda fixa. E fez o que muitos investidores avessos a risco como ele começam a fazer. Optou em comprar Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) de bancos menores, que operam pela internet e não contam com a estrutura de agências das grandes instituições. Cerca de 25% dos seus recursos estão alocados em LCI do Sofisa e CDBs do Sofisa e do Ficsa. São investimentos cobertos pelo FGC [Fundo Garantidor de Créditos]. Isso dá uma segurança a mais, afirma (veja matéria sobre o FGC nesta página  ).
 As LCIs são um título de renda fixa lastreados em financiamento a imóveis com rendimento entre 85% a 95% do CDI. Começam a chamar atenção dos pequenos investidores agora por uma série de motivos. O primeiro é a baixa atratividade da nova poupança. O segundo é a maior oferta desse produto nas prateleiras de bancos pequenos e de supermercados financeiros como a XP Investimentos. Com R$ 1 mil já é possível comprar uma LCI com a gente, afirma Eduardo Glitz, diretor de Varejo da XP.
 Até então, somente os clientes de alta renda tinham acesso às LCIs. Em grandes bancos, como a Caixa Econômica Federal, a aplicação mínima é de R$ 50 mil. No Santander, de R$ 30 mil. Como a poupança, a LCI não tem imposto de renda sobre o ganho e é coberta pelo FGC. A grande diferença é que a aplicação exige que o investidor deixe o dinheiro parado mais tempo, já que são poucas as instituições que oferecem LCI com liquidez diária depois da carência inicial de 60 dias.
 Por ter essas características, a letra acaba atendendo mais o investidor que não precisa de muita liquidez, segundo Vitor Bidetti, diretor da companhia hipotecária Brazilian Mortgages. A pessoa que tem R$ 1 mil para investir não tem o perfil para aplicar em LCI. É alguém que, provavelmente, precisa de liquidez e que não pode travar seus recursos pelo prazo da carência, diz Bidetti. A aplicação mínima da Brazilian Mortgages é de R$ 20 mil.
 Outro entrave para a popularização da LCI é a falta de lastro. Os bancos só podem emitir esses títulos quando têm financiamentos atrelados a imóveis ou projetos imobiliários. Sem o lastro imobiliário, não há emissão de LCIs. Se tivesse mais projetos para financiar, a Brazilian Mortgages ofereceria mais LCIs. A procura é muito grande. Teríamos de ter o dobro de financiamentos para atender toda a demanda, afirma Bidetti.
 O pequeno investidor que não pretende enveredar por aplicações como a LCI ainda encontra boas oportunidades em fundos DI e de renda fixa. Na tabela acima, há várias opções com taxas de administração abaixo de 0,9% ao ano e sem taxa de performance ou taxa de saída. São oferecidas por gestoras independentes ou distribuidores de fundos pela internet, como a Órama.
 Um exemplo é o fundo Cash DI, da própria Órama, que chamou a atenção do médico radiologista Felipe Morais, diretor da Pro-Laudo, do Rio de Janeiro. O motivo? A taxa de administração de 0,3% ao ano. Ele colocou 30% de seus recursos nesse fundo. Com esse novo patamar de juros, o principal entrave para esse tipo de investimento é a taxa de administração. Poder contar com um custo menor é um diferencial no longo prazo, diz.
 Sandra Blanco, consultora de investimentos da Órama, explica que a empresa consegue oferecer um custo tão baixo porque a operação é totalmente feita pela internet. O cliente faz tudo pelo site. Cria uma conta, envia os documentos escaneados. A estrutura é mínima, afirma.
 A mesma conveniência foi a que Paulo Lei encontrou no Banco Sofisa. Para comprar as LCIs e os CDBs, basta fazer um cadastro e enviar os documentos no site e operar a conta pela internet. Por isso, o banco tem um custo de atendimento muito baixo, o que nos permite não cobrar tarifas dos nossos clientes, afirma Bazili Swioklo, diretor do Sofisa Direto.
 Apesar de ser um ponto importante, a taxa de administração não deve ser a única característica a ser analisada pelo investidor. A gestão dos fundos, que pode ser avaliada pelo histórico de rentabilidades e pela qualidade dos ativos da carteira, deve ser levada em conta. Um fundo com uma taxa alta e com uma rentabilidade acima da média pode ser mais interessante do que um concorrente barato com retorno baixo.
 Outro ponto importante é o prazo dos investimentos. Normalmente, os bancos oferecem melhores rentabilidades para quem deixa seus recursos mais tempo aplicados. As aplicações oferecidas pelo banco Santander com o nome Recompensa, por exemplo, punem quem sai antes de determinados prazos e beneficiam quem fica mais tempo, explica Sinara Polycarpo, superintendente de Investimentos do Santander. Segundo ela, fundos que rendem 90% ou mais do CDI já ganham da nova poupança. Na era de juros menores, a única alternativa para o pequeno investidor de perfil mais conservador é pesquisar.
"Cbic"

 

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