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14/01/2011

Com Dilma, Cabral volta a culpar invasão

14/01/2011 :: Edição 044
Jornal Folha de S. Paulo/BR|  14/01/2011
Com Dilma, Cabral volta a culpar invasão

 
Argumento foi o mesmo dado na tragédia de Angra, em 2010; governador sobrevoou a região com a presidente

 Em visita à região serrana, a presidente anunciou que vai auxiliar a reconstrução das cidades afetadas

 DO RIO
 DA ENVIADA ESPECIAL A NOVA FRIBURGO

 A tragédia que abateu a região serrana do Rio tem um culpado, na visão do governador Sérgio Cabral (PMDB): as ocupações irregulares.

 Ao lado da presidente Dilma Rousseff, com quem sobrevoou as áreas devastadas pelo temporal, Cabral voltou a culpar as ocupações irregulares pela tragédia que matou centenas de pessoas.

 "Lamentavelmente, essas três cidades tiveram um problema muito semelhante ao que houve na cidade do Rio e em outras regiões, que é a permissividade de se deixar a ocupação de áreas de maneira irresponsável. Só que na hora que acontece a desgraça, quem paga o maior preço é o mais pobre", disse.

 Há um ano, Cabral afirmara que a tragédia de Angra teve a cumplicidade de autoridades e da elite. Em abril, depois dos deslizamentos no morro do Bumba, em Niterói, as críticas foram as mesmas.

 "No Rio entra ano, sai ano e essa missão da ocupação do solo urbano não é tratada com a devida seriedade. Não é possível a construção irregular continuar", disse, ao falar das 256 pessoas que morreram em área irregular.

 Especialistas consultados pela Folha  atribuem à ocupação a culpa principal pela tragédia. Consideram, porém, que a maior responsabilidade é das autoridades.

 O presidente do Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura), Agostinho Guerreiro, diz que após os deslizamentos em Angra, o Crea apontou que a região serrana poderia ter num desastre igual.  Após o sobrevoo da a região, Dilma também criticou as ocupações. "Moradia em área de risco no Brasil é a regra, e não exceção", disse.

 Dilma anunciou que vai auxiliar a reconstrução das cidades, implementar medidas para prevenir deslizamentos de encostas e subsidiar a moradia das 5.000 famílias em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

 "No Brasil, houve um absoluto desleixo em relação à população de baixa renda. Que como não tinha onde morar, então eles foram morar aonde? Em fundo de vale, beira de córrego e rio, e encosta de morro", disse ela.  (CIRILO JUNIOR E DIANA BRITO)  

 indo ao rio, dilma fez o que governantes devem fazer

ANÁLISE ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

 Ao ir pessoalmente à região serrana do Rio de Janeiro ontem, a presidente Dilma Rousseff fez o que governantes têm de fazer.

 Dilma não titubeou e mostrou que não vai ser igual nem fazer tudo igual ao antecessor e mentor Luiz Inácio Lula da Silva, que, numa situação assim, ouvia, fazia cálculo político, avaliava perdas e ganhos. Às vezes ia logo; às vezes, não.

 A decisão foi tomada na quarta, no início da tragédia no Estado. O número de mortos ainda estava longe dos mais de 400 registrados até agora e não fazia prenunciar o crescimento frenético, minuto a minuto, registrado ao longo de todo o dia de ontem.

 Dilma sobrevoou de helicóptero a área mais atingida, desceu num ponto central e andou de galocha e colete pelas ruas, ouvindo as pessoas, demonstrando solidariedade, sobretudo encarnando a presença do Estado.

 Foi um desafio, um verdadeiro teste de fogo antes de completar 15 dias no cargo, e Dilma mostrou que pretende imprimir o próprio ritmo e estilo a seu governo.

 Numa simbologia importante, levou sete ministros, viajou com o governador Sérgio Cabral (PMDB), sentou-se ao lado dos prefeitos das cidades mais castigadas e deu entrevista coletiva -a primeira depois da posse.

 Mostrou que governo federal, Estados e municípios têm de trabalhar juntos e que, em vez de ficar falando "abobrinha" e criando metáforas todo dia, vai se expor e assumir responsabilidades quando de fato necessário.  Na entrevista, Dilma surgiu composta, bem penteada e vestida discretamente, fugindo de modelitos populistas e gestos teatrais.

 Dilma passou bem no teste das palavras e gestos. Precisa agora enfrentar duas provas práticas: a eficácia da ação imediata e o planejamento da prevenção de novas tragédias. Senão, nos próximos anos serão mais enxurradas, desabamentos e mortes.

depoimento

A dificuldade aqui [Nova Friburgo], como em Angra dos Reis e no morro do Bumba, é trabalhar nas localidades em que ocorreram deslizamentos, porque não dá para ver a estrutura das casas. No Haiti, apesar [da tragédia] ser de grande magnitude, estávamos vendo as estruturas. Aqui, estamos trabalhando no escuro. Cansa muito a perna. É um trabalho muito difícil.

 O coronel do Corpo de Bombeiros Ricardo dos Santos Loureiro, do grupamento de Buscas e Salvamento, trabalhou nas tragédias do Haiti, de Angra e do morro do Bumba.

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