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26/01/2012

Aquecimento pressiona salários para o alto

"Cbic"
26/01/2012 :: Edição 254

 

Jornal Tribuna do Norte Online – Natal/RN 26/01/2012
 

Aquecimento pressiona salários para o alto

 O salário-base dos profissionais da construção civil no Rio Grande do Norte subiu para R$ 810 antes da virada do ano, mas na prática tem pedreiro ganhando o dobro ou até mais, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN. Na Grande Natal, pelo menos três construtoras pagam R$ 2 mil para pedreiros 'top de linha'. Na Módulo Construção, um pedreiro especializado em acabamento pode ganhar até R$ 2,5 mil por mês. De acordo com o sindicato, o valor subirá ainda mais até 2014. Isso porque as obras previstas para os próximos dois anos – aeroporto de São Gonçalo do Amarante, estádio Arena das Dunas, obras de mobilidade para Copa, Terminal de Passageiros – vão reaquecer o setor e aumentar a procura por mão de obra, elevando os preços. "É a lei da oferta e da procura", esclarece Arnaldo Gaspar Júnior, presidente do sindicato. 
 A construção civil ainda é o setor com a maior taxa de rotatividade no país. No RN, a taxa atingiu 5,47% em 2011, acima da média regional (4,93%) e da nacional (5,35%). A alta rotatividade, segundo Arnaldo, é reflexo da valorização da mão de obra. O setor foi o terceiro que mais contratou no ano passado, considerando o saldo de empregos divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ficou atrás apenas do setor de comércio e do setor de serviços, que fecharam o ano com um saldo positivo de 11.498 novas vagas. A expectativa é que a construção civil feche 2012 com um saldo positivo de 2,5 mil novos postos de trabalho com carteira assinada – número 20% maior que o registrado no ano passado, mas ainda muito abaixo do registrado em 2010 (quando o segmento registrou um saldo positivo de 7.223). "Em 2009, enfrentávamos uma crise. Por isso, o número de empregos subiu tanto em 2010", esclarece Arnaldo Gaspar.
 As grandes obras de infraestrutura devem impulsionar as contratações e puxar os números globais. Só o  aeroporto de São Gonçalo mobilizará mais de 400 pessoas na fase de construção. A dificuldade em recrutar mão de obra já preocupa o concessionário. O consórcio Inframérica, que concluirá os terminais e os administrará por 28 anos, vai enviar uma equipe ao RN no próximo mês para mobilizar pessoal e garantir a execução do projeto dentro do prazo.
 Afora os empregos a menos, a crise internacional parece não ter afetado o setor. De acordo com o sindicato, o segmento movimentou R$ 1,1 bilhão, só na Grande Natal, em 2011. O valor é 22% maior que o obtido em 2010, quando movimentou R$ 900 milhões. A expectativa era movimentar R$ 2 bilhões, mas muitos lançamentos se concretizaram. O montante, entretanto, pode ser bem maior. O levantamento realizado pelo Sinduscon/RN só considera as construtoras associadas.
 O RN fechou o ano com um saldo positivo de 12.269 novos postos com carteira assinada – 93,7% deles nos setores de comércio e de serviços. O número foi 58% menor que o registrado em 2010. O ano, considerado atípico para a economia de uma forma geral, marcou a retomada da economia no pós-crise, por isso não pode ser usado como parâmetro para os anos seguintes. A grande responsável pelo recuo em 2011 foi a Indústria de Transformação, liderada pela indústria têxtil e de confecções, que fechou o ano com saldo negativo de 4.609.

"Cbic"

 

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