AGÊNCIA CBIC
Cada aumento de 0,1 °C na temperatura global pode custar R$ 5,6 bi ao Brasil, alerta CNI
Foto: Shutterstock Além de mapear as ameaças físicas às fábricas, o Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima detalha os riscos de transição regulatória e comercial que reconfiguram o ambiente de negócios no país. O principal marco dessa mudança é a consolidação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), instituído pela Lei nº 15.042/25. A legislação estabelece limiares para a entrada de instalações produtivas no mercado regulado de carbono. Na prática, as indústrias que não cumprirem com as metas de descarbonização a serem estabelecidas pelo governo passarão a ter custos financeiros adicionais para comprar cotas de compensação, enquanto as empresas que atingirem suas obrigações de emissões poderão comercializar os créditos excedentes.O guia da CNI orienta o setor produtivo a antecipar o inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa para que possam traçar estratégias de mitigação e adaptação e se antecipar a novas realidades regulatórias e de mercado.Consumidor e cadeias globais
Paralelamente à regulação jurídica, o estudo aponta mudanças no comportamento dos consumidores e nas exigências das cadeias globais de suprimentos. A demanda por transparência ambiental ao longo do ciclo de vida dos produtos cresce entre compradores, investidores e mercados internacionais.Empresas que não conseguirem comprovar práticas sustentáveis podem perder participação de mercado (market share), enfrentar restrições no acesso a financiamento e encontrar barreiras comerciais em economias com regras ambientais mais rigorosas, como a União Europeia. Na avaliação de Muniz, o guia funciona como um roteiro para transformar a adaptação climática em estratégia de resiliência e crescimento. “Mais do que um guia técnico, este plano é um instrumento de transformação, que posiciona a indústria brasileira como protagonista na agenda climática global, garantindo competitividade, segurança e sustentabilidade”, assegura o diretor da CNI. A publicação também aponta oportunidades competitivas para o país, como o powershoring, conceito que associa a atração de investimentos industriais à ampla disponibilidade de energia limpa no Brasil. O documento incentiva ainda o uso de instrumentos financeiros verdes, como títulos vinculados a metas de sustentabilidade, para apoiar a modernização tecnológica do parque industrial nacional. Indústria Resiliente: Estratégias de Adaptação à Mudança do Clima.
Data: 09 de julho de 2026
Horário: 09h00
Local: Confederação Nacional da Indústria (CNI), Brasília – DF























































































