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06/12/2010

Venezuela vive caos na construção civil

CBIC Clipping

06/12/2010 :: Edição 021

Jornal Folha de S. Paulo/BR|   06/12/2010

Venezuela vive caos na construção civil

FLÁVIA MARREIRO
 DE CARACAS

 Carlos Andrés Salazar navegava na internet quando viu a notícia de que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciava a expropriação de oito e intervenção em outros seis condomínios em construção acusados de cometer irregularidades nos contratos de venda.  "O meu estava no bloco. Foi um susto", diz o engenheiro civil que desde maio desse ano esperava a entrega do seu apartamento no conjunto San José del Ávila, zona de classe média de Caracas.

 Desde 31 de outubro, sua rotina é se reunir com outros compradores para exigir do governo um cronograma para a entrega da obra e uma brigada de defesa, já que o condomínio acaba de sofrer uma tentativa de invasão por um grupo de sem-teto.  "Trato de suavizar a coisa, mas a verdade é que passo horas em claro à noite. Se o governo, que agora quer agradar a classe média, não entregar a obra, vai ser um grande erro", diz.  Salazar vê a crise da construção civil, um dos setores, como a economia, que tem incipiente trajetória de recuperação.

 No terceiro trimestre, a queda do PIB foi menor: o indicador recuou apenas 0,4%, acumulando baixa de 2,4% em 2010. Ainda assim, a 3ª economia da América do Sul será a única da região, segundo a Cepal e o FMI, a fechar o ano em recessão pelo segundo ano consecutivo: -2,5%, contra -3,1% de 2009.

 O PIB do setor petroleiro, responsável por 95% das divisas do país, retrocedeu 3% no ano. A queda da produção da PDVSA anulou a alta de preços do petróleo -média de US$ 70 por barril em 2010 contra US$ 59 em 2009.

 O outro fator na retração é a arrastada crise elétrica, iniciada há um ano. Formalmente, o governo suspendeu os apagões programados em junho, mas cortes continuam pipocando no país enquanto empresas estrangeiras tentam correr na construção de termelétricas e novas subestações elétricas.

 Um funcionário de multinacional que presta serviços ao governo, também no setor elétrico, corrobora e diz que sua empresa tem comprado barras de aço por até quatro vezes o preço.  A escassez de insumos é citada pelo Banco Central da Venezuela como um motivo para o recuo de 7,9% no setor de construção no 3º trimestre. É a quarta queda consecutiva, o que não acontecia desde 2003.

 Falta cimento, concreto e barras de aço. A maior parte da produção dos itens está nas mãos do Estado, com a nacionalização da cimenteira Cemex (do México) e das principais siderúrgicas. Em novembro, foi a vez da expropriação da Sidetur. Agora, o governo controla 85% da produção de barras de aço.

 Na maioria dos conjuntos habitacionais sob intervenção, a incorporadora havia imposto reajuste dos contratos usando os índices de inflação -23% acumulado no ano. A cobrança é proibida por lei desde janeiro, mas os empresários dizem que sem ela o negócio não se paga.
 Jose Saboin, da Ecoanalítica -principal consultoria do país-, alerta para a necessidade de o governo se reconciliar com o setor privado. A Ecoanalítica prevê o tímido de crescimento de 1,4% para 2011. O governo, no projeto de Orçamento, fala em 2% para 2011 e 2,8% para 2013.

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