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14/12/2010

Valor Econômico – Caderno Especial Nordeste

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14/12/2010 :: Edição 026

Jornal XYZ   |   /10/10/2010

Valor Econômico – Caderno Especial Nordeste

complexo portuário move investimentos

Jacilo Saraiva

 O principal instrumento de atração de investimentos para o Ceará é o Complexo Portuário do Pecém. Sua expansão vai abrir uma porta bilionária para o Estado porque dará importante apoio logístico a grandes empreendimentos. Entre eles, destacam-se dois para os próximos anos: a refinaria premium da Petrobras, avaliada em US$ 11,1 bilhões, e a siderúrgica da Vale, com sócios coreanos, cujo investimento bate na casa dos US$ 6 bilhões.

 Junto ao porto serão construídos o canal de transposição de água do açude Castanhão, que vai abastecer o complexo portuário, e a estrada de ferro Transnordestina, que liga o Ceará a Pernambuco, Maranhão e Piauí, com maiores oportunidades de transporte para as mercadorias da região. Entre janeiro e outubro de 2010, a movimentação no terminal cresceu 68% em relação a 2009. Foram movimentadas 2,4 milhões de toneladas ante 1,4 milhão de tonelada em 2009. As principais mercadorias embarcadas foram frutas, (180 mil toneladas), minérios (73 mil toneladas) e alumínio (25 mil toneladas).

 "Em 2010, a economia do Ceará pode crescer até mais que a taxa nacional, tendo como destaques os setores da construção civil, comércio, utilities e transporte", garante o economista Jair do Amaral Filho, professor do departamento de teoria econômica da Universidade Federal do Ceará (UFC). Entre 2002 e 2008, segundo ele, a economia cearense obteve uma taxa acumulada de crescimento de 32%, ante 27,4% do Brasil. Conhecido por ser um dos maiores produtores nacionais de energia eólica, o Ceará prepara-se para dar um passo importante com a criação de uma unidade geradora de energia solar. A partir de março de 2011, deve entrar em operação a usina da MPX, do empresário Eike Batista. Com potência instalada de 1 MW e capacidade para abastecer 1,5 mil residências, a central será construída na cidade de Tauá, a 360 quilômetros de Fortaleza. O investimento de R$ 12 milhões tem apoio do governo do Estado, BID e da prefeitura da cidade.

 Do PAC 2 o Estado deverá receber R$ 455,6 milhões para obras de saneamento e urbanização. Também serão destinados mais R$ 250 milhões para projetos de 13 prefeituras. Entre as obras, estão projetos na capital e em cidades como Cascavel, Horizonte e Itaitinga.

 Outro setor que continua atraindo investidores para o Estado é o turismo. Em novembro, o governo estadual assinou com o BID um contrato de financiamento do Programa de Desenvolvimento do Turismo Nacional (Prodetur), no valor de US$ 150 milhões. Conforme o secretário do turismo do Ceará, Bismarck Maia, o investimento é voltado para a qualificação de destinos turísticos, principalmente na área de infraestrutura urbana, com a construção e recuperação de estradas. Os municípios beneficiados estão nas regiões da Chapada da Ibiapaba, no litoral leste e no Maciço de Baturité. A praia de Canoa Quebrada, por exemplo, uma das mais procuradas pelos turistas que visitam o Estado, ganhará um plano de manejo ambiental.

 Na região de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, foram concluídas as obras da primeira etapa do Centro de Convenções do Cariri, orçada em R$ 9,6 milhões. As instalações devem ficar prontas em 2011 e prometem impulsionar a realização de eventos agropecuários e industriais do entorno. Em Fortaleza, mais de 40% das obras do Centro de Eventos do Ceará (CEC) já estão concluídas. O local, que poderá receber até 30 mil pessoas em um único evento, deve ser entregue em 2011, com investimentos de R$ 300 milhões. A expectativa do governo com o empreendimento é estimular o turismo de negócios no Estado.

 Na praia de Cumbuco, no município de Caucaia, a 40 quilômetros de Fortaleza, o grupo hoteleiro português Vila Galé inaugurou no mês passado um resort com 465 apartamentos e chalés, no qual investiu R$ 100 milhões. É a segunda unidade da companhia no Ceará. "O clima e a fraca incidência de chuvas dão ao Estado um enorme potencial turístico", diz Jorge Rebelo de Almeida, presidente da rede que possui seis unidades no Brasil e 17 hotéis em Portugal.


Jornal Valor Econômico/BR|   /14/12/2010

obras do pac na região já somam mais de r$ 6 bi

O Nordeste, cuja taxa de crescimento supera a média registrada pelo país, pode ser definido sem exagero como um "grande canteiro de obras". Algumas das principais intervenções incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em rodovias, aeroportos, portos e na área de saneamento básico somam mais de R$ 6 bilhões em investimentos na região.

 Uma das obras mais importantes é a duplicação da BR 101 Nordeste, principal ligação da região com o Sul e o Sudeste. Avaliada em R$ 4,75 bilhões, a duplicação deveria ter ocorrido há 30 anos, segundo Gustavo Maia Gomes, economista da consultoria Datamétrica, de Recife. Estima-se que o fim dos gargalos na estrada vai reduzir o tempo de viagem dos caminhões em mais de 40%, diminuindo, assim, os custos logísticos de vários setores. "Também vai incrementar o turismo", acredita Gomes.

 De acordo com dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Ministério dos Transportes, a primeira fase da duplicação da BR-101 Nordeste deverá ser concluída no final do ano. Ela envolve também a restauração de 398,9 quilômetros de Natal, no Rio Grande do Norte a Palmares, em Pernambuco, passando pela Paraíba. O investimento é de R$ 2,45 bilhões. A segunda fase, cuja conclusão está prevista para 2012, teve início em agosto passado. Abrange a duplicação e restauração de 649,2 quilômetros de Pernambuco à Bahia, passando por Alagoas e Sergipe e vai exigir outros R$ 2,3 bilhões.

 Além de estradas, o Nordeste está ganhando um "banho de loja" na área de saneamento, uma das mais carentes da região. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009, feita pelo IBGE, indicam que somente 33,8% da população do Nordeste (o equivalente a 5,2 milhões de domicílios) é atendida pelo serviço de rede coletora ou por fossa séptica. "Para o setor de saneamento, a proposta do PAC de manter recursos no longo prazo é fundamental", observa o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.
 Segundo a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, estão destinados cerca de R$ 7,7 bilhões do PAC 1 e outros R$ 2 bilhões do PAC 2 para o setor. Das obras do PAC 1, R$ 7,3 bilhões foram efetivamente contratados. Entre as maiores obras estão a ampliação do sistema de esgotamento sanitário para o emissário submarino de Salvador e da região metropolitana. Avaliada em R$ 260 milhões, já tem 98% concluídos e vai beneficiar cerca de 1,1 milhão de pessoas.

 Outra intervenção destacada pela Secretaria é a dragagem do Rio Cocó em Fortaleza, favorecendo 88,8 mil famílias. Ainda está em fase preparatória e serão aplicados R$ 220 milhões. Da lista de projetos selecionados do PAC 2, alguns destaques são o saneamento integrado na Bacia do Rio Camaçari, na Bahia, a ampliação do sistema de esgotamento sanitário em Fortaleza e a expansão do sistema de abastecimento de água de Maceió.

 Para Édison Carlos, do Trata Brasil, a falta de projetos estruturados e adequados tecnicamente à realidade e necessidade do município é o principal fator de atraso das obras. O secretário nacional de saneamento, Leodegar Tiscoski, está atento à situação, que ocorre principalmente em localidades mais carentes. "A falta de projetos de qualidade foi diagnosticada pelo Ministério antes mesmo do PAC. Por isso, uma das ações do programa foi o apoio à elaboração de projetos de engenharia, em municípios com situação financeira crítica", diz Tiscoski.

 Enquanto se retiram os entraves às obras de saneamento, a Infraero corre para modernizar e ampliar aeroportos de cidades-sede da Copa de 2014 no Nordeste. Os aeroportos de Fortaleza, Natal, Recife e Salvador estão recebendo cerca de R$ 558 milhões para reformas e construção de novos equipamentos até 2013. As obras no aeroporto de Salvador aguardam a finalização dos editais para contratação e término em. 2013. No Rio Grande do Norte, as obras do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante, próximo a Natal, dependem de convênio com o Exército. (S.G.)
 


Jornal Valor Econômico/BR|   /14/12/2010

suape e ferrovias aceleram movimentação econômica

Infraestrutura Crescimento e projetos estruturantes marcam boa fase

 Simone Goldberg

 O Nordeste está em franca expansão econômica por vários razões. A estabilização e o crescimento da economia, os programas sociais, a ascensão das classes médias emergentes são algumas delas. Outra, fundamental, são investimentos estruturantes, que deixam raízes e provocam efeito cascata positivo. Movimentam uma série de setores e impulsionam a economia local, gerando emprego, renda e tributos. Entre esses investimentos destacam-se o Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco, e algumas ferrovias em construção, projeto ou expansão, como a Transnordestina e a Norte-Sul, a Oeste-Leste e a Estrada de Ferro Carajás.

 O Complexo de Suape é um dos melhores exemplos. Para os próximos quatro anos, os investimentos previstos, parte deles com recursos do PAC 2, chegam a R$ 2,6 bilhões. "Além de recursos federais, teremos recursos do Estado, do próprio complexo e também financiamentos", diz o vice-presidente do complexo de Suape, Sidnei Aires. O dinheiro será aplicado em obras de dragagem, criação de mais atracadouros e novos acessos rodoviários, a partir de 2011.

 Além de receber mais e maiores navios, o complexo se prepara para atender à demanda da ferrovia Transnordestina, que liga Eliseu Martins (PI) aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE). Segundo Aires, no primeiro semestre do ano que vem serão licitadas obras para que a iniciativa privada erga três novos terminais, um deles ferroviário para receber cargas da Transnordestina. Outro terminal será dedicado a minérios e um terceiro abrigará contêineres. "Estimamos cada um deles em algo entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões", diz o executivo. A previsão é concluir os três até o fim de 2013.

 Aires frisa que Suape integra a logística com a atividade industrial na mesma área. E está localizado no meio do Nordeste, podendo alcançar, em um raio de 800 km para cima e para baixo, cerca de 90% do PIB da região. "Além disso, temos posição privilegiada em relação a diversos continentes", diz. Por essas vantagens, o complexo tem atraído investimentos. Ele ressalta que há três projetos fundamentais em curso: a construção da refinaria Abreu e Lima da Petrobras, a Petroquímica Suape e a expansão do Estaleiro Atlântico Sul.

 A Transnordestina é um projeto da Transnordestina Logística, empresa ligada à Companhia Siderúrgica Nacional , avaliado em R$ 5,4 bilhões. Começou em 2006 e até agora está pronto apenas um primeiro trecho de 100 km, ligando Salgueiro (PE) a Missão Velha (CE). Prevê-se a conclusão para 2013. O potencial é de geração de cerca de 60 mil empregos diretos e indiretos, segundo o Banco do Nordeste, que repassa recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste ao empreendimento.

 A capacidade de transporte da Transnordestina será de 30 milhões de toneladas por ano e suas cargas principais serão minério de ferro, gipsita, grãos, cimento, combustíveis e fertilizante. "A Transnordestina vai ajudar a dinamizar a economia em seu percurso", acredita o economista Gustavo Maia Gomes, da consultoria pernambucana Datamétrica. Ele destaca especialmente a agricultura na região de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) e a produção de gesso nos Estados de Pernambuco, Ceará e Piauí como principais beneficiárias da nova ferrovia.

 Segundo dados da Valec Engenharia Construções e Ferrovias S.A, empresa do Ministério dos Transportes que coordena os trabalhos de construção da ferrovia Norte-Sul, do total previsto para a linha original, 719 quilômetros já estão prontos, entre Açailândia (MA) e o Pátio Multimodal de Palmas/Porto Nacional (TO). Os outros 855 quilômetros estão em obras, com previsão de conclusão até abril.

 Só em 2010 a Valec já investiu R$ 1,89 bilhão na Norte-Sul. Há perspectiva de geração de cerca de 270 mil empregos, com a instalação de empresas como usinas de biodiesel e álcool nas proximidades. As obras em si já criaram mais de 60 mil vagas de trabalho, entre diretas e indiretas. Outro projeto ainda não iniciado da Valec é a ferrovia Oeste-Leste, entre Ilhéus (BA) e Figueirópolis (TO).

 Os investimentos para a construção da Oeste-Leste somam R$ 7,25 bilhões. A Valec informou que as obras começam ainda este mês. Pelas estimativas, o volume de carga a ser transportado na Oeste-Leste pode chegar a 70 milhões de toneladas anuais, sendo 50 milhões de minérios. Outra obra no setor ferroviário é a duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC), entre São Luís (MA) e Parauapebas (PA).

 Conectada à Norte-Sul, a EFC terá 605 quilômetros de linha duplicados e outros 100 quilômetros serão acrescentados até a serra sul de Carajás. No total, a EFC tem 892 quilômetros e atravessa 25 municípios. Esta ferrovia e a Norte-Sul são operadas pela mineradora Vale e suas cargas seguem em direção ao terminal portuário de Ponta da Madeira e o Porto de Itaqui, na capital maranhense, rumo ao mercado externo. A duplicação da EFC é parte do plano da Vale para absorver o aumento da produção prevista no Programa de Capacitação Logística Norte, que inclui a construção do píer 4 do terminal da Ponta da Madeira, em São Luis.


Jornal Valor Econômico/BR|   /14/12/2010

projetos devem gerar 200 mil novas vagas

Mais de R$ 100 bilhões, entre investimentos públicos e privados, vão desembarcar no Maranhão nos próximos anos. Os aportes devem puxar a geração de mais de 200 mil empregos até 2016. Enquanto o oeste do Estado reforça um complexo minerometalúrgico, a região de Balsas, no sul, investe no agronegócio. Em torno da capital, o destaque é a movimentação de indústrias de petróleo e alumínio. Há também novos projetos nos setores de celulose, logística, energia e turismo. "Já está em fase final de construção a hidrelétrica de Estreito, com capacidade de geração de 1.087 MW", diz Maurício Macedo, secretário estadual da Indústria e Comércio do Maranhão.

 Em Bacabeira, a cerca de 60 quilômetros de São Luís, a Petrobras iniciou as obras de uma refinaria premium, considerada a maior da América Latina. A unidade é avaliada em US$ 20 bilhões e será capaz de processar 600 mil barris por dia.

 A hidrelétrica de Estreito, com recursos de US$ 3,6 bilhões, é considerada o principal investimento energético do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. A primeira das oito turbinas está sendo instalada e a produção de energia começa em fevereiro de 2011.

 No ano passado, a Secretaria de Indústria reformulou políticas de incentivo para atrair investidores e criou, em parceria com a pasta da Fazenda, o ProMaranhão, um programa de vantagens que duram até 20 anos, como a isenção do ICMS.

 Um dos benefícios da iniciativa é estimular a interiorização dos recursos, com eliminação de impostos para empresas que se instalam em municípios com IDH inferior ao índice médio do Estado, que chega a 0,683, um dos mais baixos do Brasil.

 Os distritos industriais implantados pelo governo também ajudam a acelerar a produção de bens. Três polos industriais já estão funcionando – em São Luís, Imperatriz e Porto Franco – dois seguem em fase de construção, em Grajaú e Balsas, e mais cinco unidades estão em estudo.

 No município de Imperatriz, a 628 quilômetros da capital maranhense, a Suzano Papel e Celulose investe mais de US$ 2 bilhões em uma nova fábrica. A unidade vai produzir 1,4 milhão de tonelada de celulose de eucalipto ao ano. "A nova planta industrial deve começar a operar em 2013", afirma Luis Eduardo Baroni, diretor do projeto de expansão da Suzano no Nordeste. "Durante o pico da obra, serão gerados cerca de sete mil empregos diretos e, na etapa de operação, surgirão mais 18,5 mil postos de trabalho."

 A empresa estudou cerca de 20 locais para a instalação de empreendimento e optou pelo Maranhão, segundo Baroni, por conta de condições mais adequadas de infraestrutura logística e da disponibilidade de terras. "A Suzano investiu 20 anos em pesquisas e desenvolvimento de material genético na região para o plantio de eucalipto."

 Em Açailândia, cidade vizinha à Imperatriz, a Indústria Brasileira de Gases (IBG) instala uma fábrica orçada em US$ 11 milhões, com início das operações previsto para 2011. "A unidade será utilizada pela aciaria Gusa do Nordeste", afirma Newton de Oliveira, presidente da IBG, que também opera em Pernambuco. A Gusa do Nordeste deve operar a partir do primeiro semestre de 2011, com uma produção de 600 mil toneladas de tarugos de aço ao ano.

 Em Balsas, na região do cerrado sul maranhense, a Notaro Alimentos também implanta um complexo industrial avícola para fabricar ração e beneficiar soja para a produção de óleo e farelo. Já a Brascopper investe na construção de uma fábrica de vergalhões, fios e cabos de alumínio em São Luís.

 Na área de turismo, o governo estadual quer estimular as empresas a aderirem ao Cadastro Nacional de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). O sistema oferece acesso a financiamentos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, além de participação em programas de qualificação, feiras e eventos. Há cerca de 70 locais de hospedagem em São Luís, que somam 3,7 mil unidades habitacionais e 7,5 mil leitos – somente 33 hotéis têm cadastro regular. Em 2010, entraram em operação três novos empreendimentos hoteleiros, com 536 quartos. (J.S.)

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