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17/07/2012

Uma solução para o esgoto

"Cbic"
17/07/2012 :: Edição 361

Jornal O Globo – 17/07/2012

uma solução para o esgoto 

Caros leitores: as cenas que descreverei a seguir não são recomendáveis para pessoas que tenham o estômago muito sensível. Mas sugere-se que quem não seja afetado com frequência por asco leia atentamente para que possa pensar em criar alternativas e sugerir soluções para a questão do lixo, que nos afeta diretamente. Afinal, estamos em ano de eleições municipais.

Feito o preâmbulo, segue a descrição. Tradicionalmente, o esgoto das cidades é tratado de maneira biológica. O que quer dizer isso? Bactérias que se alimentam de esgoto são disponibilizadas num tanque e elas digerem a matéria orgânica colocada ali depois de ser dispensada em descargas pela cidade inteira. Ocorre que as bactérias, muito bem alimentadas, tendem a crescer. E o excesso delas tem que ser removido, é o que se chama de lodo ativado. O pior da história ainda está por vir: este excesso, ou seja, estas bactérias desenvolvidas a partir da ingestão de matéria orgânica, usualmente vai parar em aterros sanitários levadas por enormes caminhões.

Termina aqui a descrição. E aqui se abre outra possibilidade, mostrando que o ser humano, quando quer, sabe ser criativo e investir em mais saúde. Há mais de 170 anos no mercado de 64 países, a empresa Huber Technology, de origem alemã, fabrica e vende equipamentos para tratar o esgoto de cidades de maneira mais consciente. É possível, mas as cidades precisam querer investir. Uma das máquinas, por exemplo, foi recentemente comprada pela companhia Águas de Niterói. Ela retira deste lodo ativado (leia-se bactérias inchadas) toda a areia que sempre vem junto, lava e a torna possível de ser usada até mesmo em construção civil. Quem conta essa história bem sucedida é o diretor executivo da Huber no Brasil, Marco Aurélio Pereira da Silva:

A Águas de Niterói mandava diariamente 16 toneladas de areia contaminada para o aterro e precisava comprar 16 toneladas de areia lavada por dia para fazer os reparos de tubulação na rua. Depois que comprou a máquina ? por R$ 200 mil ? a empresa não só deixou de lançar areia contaminada no aterro como fez uma economia anual de R$ 700 mil porque já não precisa mais comprar areia para a construção civil ? disse.

Outra possibilidade bem criativa e que já tem dado certo na cidade alemã Straubinger, perto de Munique, é uma solução tecnológica conseguida em parceria entre a Huber e a Universidade de Munique que faz secar o lodo ativado e deixá-lo com características muito próximas ao carvão mineral. Em Straubinger, cidade com 200 mil habitantes, esse carvão já está sendo usado para produzir energia:

Sem considerar o custo do terreno para fazer esta secagem ? que é bem menor do que o terreno necessário para fazer o tratamento biológico ? um município com cerca de 400 mil habitantes investe cerca de R milhões. Mas é preciso observar que este dinheiro pode ter retorno de várias formas, além do retorno fantástico que é o tratamento adequado do esgoto disse Marco Aurélio.

O grande empecilho ainda é, segundo o diretor, a falta de profissionais que entendam do assunto e queiram investir nessa tecnologia.

As prefeituras ou empresas de saneamento precisam apresentar um projeto na Caixa para ter ampliação no PAC, mas eu vejo que os engenheiros que estão fazendo esses projetos não usam essas tecnologias porque poucos as conhecem.

"Cbic"

 

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