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11/05/2015

Sonho da casa própria 12 anos mais distante

09 de maio de 2015

Queda dos depósitos na poupança têm impacto no setor imobiliário

Limitação do financiamento de imóveis usados vai exigir tempo maior das famílias para juntar o valor da entrada. Caixa não garante recursos para novos projetos

RODOLFO COSTA

O aumento de juros e a redução da parcela de financiamento para a compra de imóveis usados com créditos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal podem adiar em até 12 anos o sonho da casa própria de muitas famílias. Além disso, a escassez de recursos para financiar a construção de casas e apartamentos reduzirá a oferta de novas habitações, provocando aumento do preços dos imóveis e dos aluguéis, segundo especialistas.

Desde a última segunda-feira, a Caixa trabalha com limites reduzidos: dos 80% oferecidos anteriormente, o financiamento máximo de imóveis de até R$ 750 mil pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) caiu para 50% do preço. Para imóveis financiados por meio do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com valor acima de R$ 750 mil, o teto agora é de 40%.

De acordo com cálculos do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), cada 10% do preço do imóvel representam quatro anos de poupança para uma família de renda média. Como o valor da entrada subiu para 50%, serão necessários 12 anos a mais para levantar a quantia. Para João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo, a resposta negativa do mercado será imediata. "A medida trava o setor. Se considerarmos que a Caixa é a maior responsável pelo crédito imobiliário do país, vamos ter uma freada brutal, com impacto instantâneo."

Situação delicada

Diante da sangria de recursos das cadernetas de poupança, que atingiu R$ 29 bilhões apenas nos quatro primeiros meses do ano, a Caixa, que responde por 70% do mercado de crédito imobiliário, comunicou a construtores e incorporadores, na última quarta-feira, que continuará financiando os projetos em andamento, mas não vai mais garantir recursos para empreendimentos novos. "A Caixa não está mais analisando novos projetos que seriam lançados com recursos da instituição. Se ela está com dificuldades, a tendência é que outros bancos também enfrentem o mesmo desafio", avaliou Paulo Muniz, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF).

Segundo a Caixa, diante da redução da captação da poupança e da elevação da taxa Selic, as principal fonte de recursos para crédito imobiliário neste ano será o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que atende apenas clientes de baixa renda, inclusive operações do programa Minha Casa, Minha Vida. "Para esses financiamentos, as concessões estão sendo realizadas normalmente e não tiveram nenhuma alteração nas condições", informou a instituição, em nota.

As perdas com saques da caderneta de poupanças são consideradas aterradoras pelos empresários do setor. "A Caixa é o maior agente financeiro do mercado imobiliário. Sempre foi a nossa maior parceira. Então, as mudanças trazem muita preocupação", afirmou o Paulo Muniz. Para ele, a situação é delicada. "Temos muitos imóveis construídos e ficando prontos, com investimentos privados. Qualquer dificuldade para serem repassados por falta de financiamento vai gerar um baque grande na economia", avaliou. Ele prevê, inclusive, um aumento do preço dos imóveis e dos aluguéis. "A falta de oferta, em virtude da escassez de novos empreendimentos, pode provocar em um prazo relativamente curto uma alta dos preços", acrescentou.

Embora a Caixa tenha assegurado que vai honrar financiamentos já contratados, as mudanças provocarão insegurança para os clientes que compraram imóveis na planta. "Muitas pessoas que esperavam ter acesso ao crédito poderão encontrar resistência do banco", avaliou Adalberto Cleber Valadão, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF). Ele não descarta que a redução da oferta provoque mais desemprego. "O governo precisa conseguir alguma outra fonte de financiamento que não seja a poupança, ainda que haja uma redução de crédito", disse. / Correio Braziliense

 

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