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27/06/2012

Só 15% do esgoto produzido na capital recebe tratamento

"Cbic"
27/06/2012 :: Edição 347

 

O Estado do Maranhão/MA  27/06/2012
 
 

Só 15% do esgoto produzido na capital recebe tratamento

Segundo a Caema, São Luís tem apenas duas Estações de Tratamento de Esgoto funcionando atualmente, insuficientes para atender à demanda. 
 Apenas 15% do esgoto produzido em São Luís recebe tratamento antes de ser jogado no meio ambiente, segundo dados da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), que discutiu o problema ontem, no seminário Olhares e Saberes: uma contribuição para o destino adequado dos resíduos dos serviços de saneamento no Maranhão. Para melhorar o saneamento básico na capital, a Companhia está investindo
 R$ 107 milhões na construção de duas novas estações de tratamento de esgoto (ETE).
 Segundo a Caema, São Luís tem apenas duas Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) em funcionamento: a ETE Jaracati, inaugurada em dezembro de 2003, que recebe os esgotos dos domicílios e estabelecimentos comerciais instalados na Avenida Litorânea, Calhau, Lagoa da Jansen, partes do São Francisco e do Renascença; e a ETE do Bacanga, inaugurada em julho daquele mesmo ano para atender as 115 mil pessoas em diversos bairros da capital que fazem parte da Bacia do Rio Bacanga.
 As duas estações juntas tratam apenas 15% de todo o esgoto produzido pela população de São Luís. Todo o restante é lançado in natura no meio ambiente.  Isso acontece porque as duas estações trabalham abaixo da capacidade máxima, pois a rede coletora de esgoto de São Luís é insuficiente para conduzir uma parte maior dos resíduos produzidos na cidade, que são lançados direto nos manaciais, rios e praias da cidade , afirmou o gerente de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Caema, Raimundo Medeiros.
 A deficiência no tratamento do esgoto em São Luís é causada também pela desativação das outras quatro ETEs existentes na cidade. Em 2009, a ETE Lima Verde foi desativada por vazamento no tanque de armazenamento. No ano seguinte, os serviços da ETE Gaivota foram interrompidos por causa da ação de vândalos que danificaram os equipamentos utilizados no tratamento do esgoto.
 Também estão em desuso as ETEs da Cidade Operária e de Mocajituba, estações que tratavam o esgoto por meio do processo de decantação. Nesse tipo de tratamento, o esgoto é armazenado em grandes lagoas e a água evapora por meio da ação do sol, restando apenas lodo, areia e outros resíduos sólidos presentes no esgoto. Por causa de deficiências no sistema de coleta, o esgoto deixou de chegar às lagoas, que secaram.  Na Cidade Operária, a área onde ficava a estação foi ocupada por residências e estabelecimentos comerciais. No Mocajituba, por uma empresa de escavação e extração de areia, cascalho, barro e outros minerais , informou Raimundo Medeiros.
 Para discutir esses problemas, a Caema realizou ontem um seminário com seus técnicos, engenheiros e outros colaboradores para avaliar a atual situação dos resíduos de saneamento no Maranhão, assim como propor soluções para o problema.
 Carlos Frederico Burnett, secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), que proferiu a palestra de abertura, afirmou que não é apenas a insuficiência da rede de coleta de esgotos que causa problemas de saneamento em São Luís.  São Luís possui muitos problemas urbanos. A cidade cresceu sem planejamento, por isso, mesmo que saneássemos toda a Bacia do Rio Anil, por exemplo, ainda assim não acabaríamos com o derramamento de esgoto na área, pois muitas casas não teriam como se ligar à rede , explicou.
 Para ampliar a rede de coleta e tratamento de esgoto na cidade, a Caema está finalizando o processo de contratação das empresas que vão construir duas novas ETEs. O Sistema Anil irá atender mais de 50 mil moradores dos bairros Alemanha, Camboa, Liberdade, Fé em Deus e Ivar Saldanha; e o Sistema Vinhais beneficiará mais de 246 mil moradores dos bairros Cruzeiro do Anil, Ipase (Japão), Rio Anil, João de Deus, Pirapora, Vila Lobão, Recanto Santos Dumont, Aurora, Vila dos Vinhais e Vila Vitória.  Com o funcionamento dessas duas novas estações, teremos 30% do esgoto de São Luís tratado , informou José Ribamar Rodrigues Fernandes, diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Caema.
 A Caema planeja fazer também duas licitações ainda este ano para contratar a execução de projetos de dois novos sistemas de esgotamento sanitário: Olho d Água/Turu e Geniparanã.  O plano é investir R$ 252 milhões a mais na rede de esgoto da cidade. Com isso, teremos 60% do esgoto de São Luís tratado , afirmou José Ribamar Rodrigues Fernandes.
"Cbic"

 

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