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10/12/2010

Setor quer revisar grades curriculares

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10/12/2010 :: Edição 024

Jornal Diário do Comércio – MG/MG|   /10/12/2010

Setor quer revisar grades curriculares

Simão alerta para a importação, por parte das chinesas, de trabalhadores

 Hoje existe, de fato, uma preocupação grande do setor produtivo em atrair jovens para a profissão de engenheiro. O presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e vice-presidente do Conselho Mundial de Engenheiros Civis (WCCE), Marcos Túlio de Melo, explica que a baixa procura pelo curso pode estar também diretamente relacionada ao fato dos jovens associarem a construção civil com a degradação do meio ambiente. "Isso não é verdade. Aliás, a indústria da construção ajuda a construir o país, a desenvolvê-lo."

 Melo afirma que recentemente o WCCE decidiu adotar uma estratégia de marketing   para mudar a percepção da juventude em relação à profissão. "Vamos fazer parcerias com empresas privadas para viabilizar programas com o objetivo de captar jovens para a área de engenharia. Acho fundamental este trabalho, pois vamos ter uma demanda crescente nos próximos anos no Brasil, o que não deve ocorrer no restante do mundo. Além disso, o mercado é promissor do ponto de vista de remuneração", disse.

 Embora ainda não haja dados consistentes, alguns especialistas já arriscam em dizer que os cursos de engenharia civil começam a ser mais procurados. Na Universidade de São Paulo (USP) São Carlos, a relação candidato/vaga subiu mais de 30% em relação ao último vestibular. No Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), onde a opção pela habilitação ocorre no final do segundo período do curso, o incremento na procura pela engenharia civil foi de quase 80% em comparação ao semestre passado.

 Outra questão importante a ser avaliada, na visão dos especialistas, é a revisão das grades curriculares. Melo relata que algumas universidades já estão pensando nisso. Segundo ele, os docentes estão readequando seus currículos, pensando em novas disciplinas que tratem de inovação tecnológica, responsabilidade social e sustentabilidade. "Os tempos mudaram e essas questões são fundamentais. Aliás, o que garante o reconhecimento da profissão é a competência do profissional e, claro, a consonância com as mudanças e exigências do atual mercado de trabalho", disse.

 A consultora técnica da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Geórgia Grace Bernardes, que também é engenheira, comenta que há muitos fatores de evasão na profissão. Ou seja, muitos engenheiros formados migram para outras carreiras por considerarem mais interessantes que a área da sua formação inicial. "Os empresários reconhecem o potencial executivo de um engenheiro em função dele ser um solucionador de problemas de muitas variáveis. Normalmente, esses profissionais são bem racionais na tomada de decisão", avaliou. Ela acrescenta que, em sua opinião, falta na grade curricular dos cursos de engenharia, matérias básicas como de cultura organizacional, gestão de processos e gestão de pessoas.

 Geórgia Bernardes lembra ainda do Programa Pró-Engenharia, que objetiva dobrar o número de profissionais formados no Brasil. A ação está sendo preparada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a ideia é, em 5 anos, dobrar o número de formados. Segundo especialistas, a principal estratégia é diminuir o índice de evasão dos cursos de engenharia que hoje é muito grande, cerca de 60%. De acordo com o diretor de Relações Internacionais da Capes, Sandoval Carneiro Júnior, o Plano Nacional Pró-Engenharia deve começar em 2011.

 Migração  

Engenheiros de outros países estão migrando para o Brasil para suprir a demanda crescente do país. Para o presidente do CREA-DF, Francisco Machado, esses profissionais são bem vindos, mas desde que validem seus diplomas e que tenham a capacitação devida para a função que vão exercer. "Sou a favor do rigor na averbação dos diplomas, pois senão haverá uma importação indevida. Abrimos a porta, sim, mas dentro da legalidade. Não vamos barrar a entrada, mas por outro lado temos que acender o sinal amarelo para começar a preparar engenheiros brasileiros qualificados, que possam dar continuidade ao excelente desenvolvimento econômico e humano que o Brasil está vivenciando", alertou Machado.

 O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, chama a atenção, em especial, para a atuação de empresas – em particular as chinesas – que têm atuado em todos os continentes, reproduzindo uma prática de importar trabalhadores ilegalmente, sem os pagamentos de impostos e de direitos trabalhistas. Essa concorrência desleal precisa ser denunciada e proibida a todo custo, sob o risco de comprometermos o futuro das nossas empresas e a empregabilidade das nossas próximas gerações.

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