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03/11/2014

Setor produtivo do estado diz estar confiante em ajustes na economia

"Cbic"
03/11/2014

O Estado do Maranhão

Setor produtivo do estado diz estar confiante em ajustes na economia

Empresários apostam que no novo mandato a presidente Dilma fará os ajustes necessários para que o país volte a crescer em níveis mais elevados. 

 Com uma economia patinando e expectativa de crescimento de apenas 0,3% este ano, de acordo com projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil terá muitos desafios a partir de 2015 para reverter essa situação. Apesar desse cenário de incertezas, o empresariado maranhense aposta que no novo mandato a presidente Dilma Rousseff (PT) fará os ajustes que forem necessários para que o país volte a crescer em níveis mais elevados.

Fazendo uma comparação do desempenho da economia brasileira em relação aos países que integram o Brics (grupo de emergentes), este ano a China deve crescer em torno de 7% e a Índia em cerca de 5,4%. O crescimento do Brasil deve ser, se não igual, menor do que o da Rússia, que enfrenta conflitos com a Ucrânia.

Muitas são as críticas à política econômica do governo Dilma, principalmente por conta do intervencionismo, apesar das desonerações em benefício de determinados setores produtivos visando aumentar a competividade das empresas e manter os empregos.

Para o economista e empresário Tarcízio Santos Murta, é preciso que no novo mandato a presidente Dilma adote medidas de impacto e que realmente deem uma guinada no país. São ajustes que passam pela questão fiscal, controle da inflação e retorno de investimentos qualificados de estrangeiros no país. Segundo ele, são medidas necessárias, pois caso contrário será o colapso para a economia brasileira.

Se a presidente Dilma tiver coragem e competência para fazer os ajustes que o Brasil precisa, a partir do próximo ano, o segundo mandato dela será promissor para a economia do país , avaliou Tarcízio Santos Murta.

Mas o empresário, que é diretor da Projet, empresa que realiza consultoria financeira e pesquisas mercadológicas, mostra preocupação com relação à escassez de crédito, o que pode prejudicar e fragilizar o segmento das micro e pequenas empresas.

A expectativa do presidente da Federação do Comércio do Maranhão (Fecomércio), José Arteiro da Silva, é de que o governo priorize a economia em seu segundo mandato e, principalmente, incentive o setor produtivo para que o país volte a crescer.

José Arteiro assinalou que, com mais apoio à produção, a arrecadação aumenta, faz crescer o nível de emprego, melhora a renda e se eleva o consumo, fatores que são fundamentais para a economia.  Acredito que teremos um ano [2015] melhor economicamente , disse.

Empregos – Apesar de todo esse cenário de dúvidas de como o governo Dilma Rousseff conduzirá a política econômica a partir do próximo ano, o empresário Ilson Mateus (gupo Mateus) está confiante de que o Brasil irá crescer e gerar mais empregos.  Nossa expectativa é de que o setor produtivo volte a ter confiança na economia e retome os investimentos para o país crescer , frisou.

Mesmo com todo o otimismo, Ilson Mateus comentou ser importante que a política econômica mantenha os juros baixos e a inflação sob controle e que sejam realizados mais investimentos em infraestrutura.  No que depender de nós, o grupo Mateus continuará investindo, acreditando no Brasil , ressaltou.

Já o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Maranhão (Sinduscon), Fábio Nahuz, disse que a expectativa do segmento é de que sejam criadas e implantadas políticas públicas tanto por parte do Governo Federal quanto do Governo do Estado, com investimentos em áreas prioritárias, o que elevaria o nível de confiança do mercado, criando condições para que os empresários invistam mais e continuem contribuindo para o crescimento do estado e do país.

Comerciários – O presidente do Sindicato dos Comerciários, Oswaldo Muller, espera que em seu novo mandato o governo Dilma a economia se estabilize para que a classe trabalhadora tenha mais oportunidade de emprego e renda e que a redução na jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais esteja no âmbito das medidas que vierem a ser tomadas com o intuito de retomar o crescimento.

Na visão do sindicato, a redução da jornada resultaria na criação de turnos de trabalho, o que refletiria em criação de mais empregos. Mas, para o presidente da Federação do Comércio do Maranhão (Fecomércio), José Arteiro da Silva, isso representaria mais custos para as empresas.  Agora, se o setor produtivo tiver condições de competitividade, com certeza produzirá mais, fará mais investimentos e criará novos empregos , pontuou.

Pontos polêmicos da economia

Por que o mercado rejeita Dilma? 

 INTERVENCIONISMO EXAGERADO

No primeiro mandato, a presidente Dilma recorreu a medidas de controle de preços, como combustíveis, e interferiu em setores-chave da economia, como o de energia, levando as perdas para Petrobras e Eletrobrás. As decisões do governo na política econômica levaram a uma maior participação dos bancos públicos no crédito e um menor protagonismo das instituições privadas, o que resultou em menor concessão de empréstimos a empresas e famílias.

INFLAÇÃO PERSISTENTE

Durante o governo Dilma, o controle da inflação foi uma meta secundária. No entendimento da presidente e seus auxiliares, uma política mais restritiva à alta de preços resultaria em alta do desemprego. Mas a escolha trouxe prejuízos. O principal foi a escalada do IPCA, que cravou alta de 6,75% até setembro, no acumulado em 12 meses. O mercado financeiro não acredita que, no segundo mandato, o governo terá uma postura diferente. Dilma terá de provar que sim.

REPRESAMENTO DE PREÇOS

Com o custo de vida fora de controle, o governo teve de recorrer a artifícios como o represamento de preços para não descumprir o objetivo previsto em lei de manter a inflação dentro da meta, que é de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos para cima ou para baixo. Para isso, o governo postergou reajustes nos preços da gasolina e do diesel, provocando prejuízos bilionários à Petrobras. Ao segurar reajustes na conta de luz, o governo também colocou em dificuldade financeira diversas empresas do setor, que, também por causa da estiagem, tiveram de comprar energia no mercado livre, pagando mais caro.

CONTAS PÚBLICAS

Diante do crescimento econômico mais baixo, as empresas passaram a vender menos, o que resultou em reajustes menores aos trabalhadores e, por tabela, menor arrecadação com tributos e impostos. Como o governo seguiu gastando mais do que arrecadava, as contas públicas se estrangularam. Isto levou o Tesouro Nacional a executar manobras contábeis para fechar os balanços fiscais no azul. No segundo mandato, Dilma terá de provar que as contas públicas estão sob controle e sinalizar ao mercado que o Tesouro não recorrerá mais a manobras contábeis. O objetivo é evitar que o país tenha a nota de crédito rebaixada por agências de classificação de risco.

CRESCIMENTO BAIXO

A maior tolerância com a inflação e o excesso de intervencionismo na economia levaram à perda de confiança de empresários e investidores no país, o que resultou em uma queda forte de investimentos produtivos. Como consequência, o PIB desacelerou para menos da metade do desempenho do segundo mandato do presidente Lula. O desafio da presidente é provar ao mercado que conseguirá tomar as rédeas do crescimento sem, no entanto, abandonar o compromisso com a queda da inflação.

 
 


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