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28/08/2012

Setor pede reajuste em Minha Casa

"Cbic"
28/08/2012 :: Edição 389

Jornal Brasil Econômico – 28/08/2012

SETOR PEDE REAJUSTE EM MINHA CASA

A desaceleração está atingindo especialmente o segmento de baixa renda, que atende famílias com rendimentos de até três salários mínimos e têm grande dependência do programa Minha Casa, Minha Vida. Os empresários afirmam que, sem correção dos valores pagos por unidade, o nicho perdeu atratividade. Por isso, estão pedindo reajustes ao Ministério das Cidades, que cuida da iniciativa.

Acontece que o governo não reajusta os valores desde que lançou o programa, em abril de 2009. Porém, no período, o setor viveu uma fase de aquecimento, que inflacionou os terrenos e a mão de obra. O Índice Global – inclui custos com material, mão de obra e despesas administrativas – subiu 17,15% de janeiro julho de 2012 contra igual período de 2009. O índice de aumento da mão de obra foi mais forte: 27,44% no mesmo período.

"Os empresários não veem atratividade. Não faz sentido renovar contratos", diz Luiz Fernando Melo Mendes, economista da Câmara Brasileira da Indústria de Construção Civil (CBIC). "Seria preciso assumir riscos sem ter clareza de como os preços – mão de obra, terrenos, materiais – vão se comportar nos próximos anos e se serão compensados pelos valores que o governo se dispõe a pagar."

Para remunerar a construção das unidades pelo programa, é necessário reajuste de 35%, estima Betinha Nascimento, vice-presidente do CBIC. "A principal pressão veio da mão de obra", diz Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil no estado de São Paulo (Sinduscon-SP). A entidade pede o equacionamento dos valores. Na cidade de São Paulo, uma casa do programa tem custo máximo de R$ 63 mil e um apartamento, de R$ 65 mil.

Por conta do impasse, a Caixa encomendou à Fundação Getulio Vargas (FGV) umestudo sobre os índices de correção necessários. Mas, procurada pela reportagem, a Caixa não quis se manifestar. O Ministério das Cidades, por sua vez, afirmou que ainda não dispõe das informações contidas no estudo.

"Cbic"

 

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