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13/03/2014

Setor ImobiliárioPerspectiva é que 2014 seja marcado por baixa no estoque e aporte público

"Cbic"
13/03/2014

DCI – Comércio, Indústria e Serviços

Setor Imobiliário Perspectiva é que 2014 seja marcado por baixa no estoque e aporte público

Paula Cristina

SÃO PAULO

Em meio a um cenário macroeconômico desafiador, a construção civil no Brasil conseguiu avançar em 2013. Segundo dados do relatório anual da Inteligência Empresarial da Construção (ITC) os aportes no período foram de US$ 455 bilhões, alta de 11,9% na comparação com 2012, puxada por empreendimentos comerciais, investimento público em obras viárias e alta no valor para se construir no País.

"O crescimento de 11,9% não reflete exatamente uma expansão da construção, já que o preço para se construir no Brasil subiu quase 14% em 2013, e boa parte dos investimentos são provenientes dos cofres públicos em obras de infraestrutura", explicou Carlos Henrique Zurique, professor de macroeconomia e especialista em construção civil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os dados do ITC, repassados com exclusividade ao DCI, apontam ainda que o número de obras, de janeiro a janeiro, apresentaram redução de 6,5%. Passando de 10.919 obras em 2012 para 10.209 ano passado. "Muitos especialistas apontam para a falta de terrenos e problemas burocrático com autorizações para diminuição do ritmo de construção, mas os resultados operacionais das construtoras – de todos os portes – sinalizam operação de caixa em baixa e alta no estoque. Principalmente entre os imóveis residenciais", explicou o professor, lembrando que 2014 deve ser marcado pela venda de estoque para recuperação financeira. "Pode ser que haja retomada em 2015, mas isso dependerá substancialmente do desempenho da economia ao longo de 2014".

Destaque positivo

Entre os empresários que conseguiram ganhar fôlego na construção em 2013 estão os especializado em obras comerciais. Os dados do ITC classificam como obras comerciais os empreendimentos comerciais e mistos, shoppings, hotéis e resorts, galpões logísticos, escolas, universidades, portos, hospitais, terminais, aeroportos, ferrovias e rodovias. "O principal responsável pelo crescimento em investimentos foram as obras de infraestrutura e viárias, que tiveram um aporte de US$ 137 bilhões nos doze meses do ano passado", afirmou Viviane Guirão, diretora do ITC.

Segundo a executiva, para 2014, a perspectiva dos empresários e analistas é de um cenário instável. "Essa insegurança é proveniente da desaceleração do setor industrial", esclarece.

Na análise da ITC, foram investidos no segmento US$ 204,3 bilhões. "Os principais destaques foram os empreendimentos comerciais, com 8% do aporte, viárias cm 67,1% e turismo com 7,2%", diz Viviane.

Para aproveitar esse momento positivo da construção comercial, a Libercon Engenharia entrou em 2014 otimista. "Não se trata de um otimismo cego, ingênuo. Estamos confiantes, porém com algumas ressalvas, como a Copa do Mundo, eleições e desempenho da economia. Esse fatores nos motiva a ter uma visão mais objetiva, acertando no produto que o mercado quer", diz o diretor de Operações da Libercon, Hailton Liberatore.

"2013 foi um bom ano para a Libercon, e somente num breve período – entre o final do primeiro semestre e começo do segundo – houve certa morosidade. Em setembro, o ritmo voltou a ser bom. Ao todo acumulamos contratos com valores acima de R$ 700 milhões", disse ele.

Para esse ano, a perspectiva do executivo é de seguir em alta. "Estamos com grande volume de trabalho no segmento de edifícios corporativos, que apresenta desde o ano passado uma vacância importante, cenário que deve persistir em 2014 e 2015 porque muitas obras terminam juntas. A visão de médio prazo é que esses estoques serão absorvidos e, para não faltar produto no mercado, novas obras serão iniciadas no segundo semestre de 2014 e começo de 2015", comenta o diretor.

Outros destaques

O maior desafio da construção em 2013 foram as obras industriais. No período, os investimentos caíram 15,5%, chegando a US$ 209,13 bilhões "A indústria é o setor que mais sofre com a instabilidade econômica. O ano passado foi marcado por poucas ampliações de fábricas e até cancelamento de alguns projetos de empresas multinacionais", explicou Zurique, lembrando que em 2012, ante a 2011, o setor já havia registrado queda de 14,9%.

No segmento residencial, a ITC apurou 5,7 mil obras em todo o País. "O volume foi inferior ao verificado em 2012, quando havia 6,08 mil obras", disse Viviane.

Já os investimentos somaram US$ 42 bilhões, e 77 milhões de metros quadrado (m²) de área construída. "Em volume de lançamento, 2013 foi superior em 1% a 2012", diz a executiva do ITC.

Para Zurique o desempenho reflete uma freada no segmento. "As construtoras estão mais seletivas já que há uma oferta grande de empreendimentos já prontos com estoque para vender", disse.

"Há também a perspectiva de retomada de lançamentos em 2015 e 2016, quando os estoques estarão mais baixos e os preços em patamar mais adequado", diz.

 


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