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07/05/2015

Setor de máquinas patina

Variação cambial eleva faturamento do setor, previsão é de queda no ano. Em Minas, vendas recuam 52%. Empresas sofrem efeitos do escândalo na Petrobras e vivem situação de colapso

A variação cambial ajudou a indústria de máquinas e equipamentos a elevar o faturamento em 16,8% em março, na comparação com o mês anterior. No total, o setor faturou R$ 7,023 bilhões, alta de 16,1% se comparado ao mesmo período do ano passado. No entanto, a expectativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) é fechar o ano em estagnação ou com queda de até 5%. Segundo especialistas, o câmbio ajudou, mas ainda é insuficiente para reverter o cenário de dificuldades que o setor enfrenta, com queda de 16,8% nas vendas para o mercado interno em março, se comparado a fevereiro. Os dados foram divulgados ontem, pela Abimaq. "Apesar de o faturamento estar acima da média registrada em 2014, ele apresenta índices abaixo da média histórica. Aumentamos o faturamento por conta do câmbio, mas não aumentamos o volume de produção", explicou Carlos Buch Pastoriza, presidente da Abimaq.

Em Minas Gerais, a expectativa é de queda ainda mais acentuada, na casa dos 7%, de acordo com o diretor-regional da Abimaq, Marcelo Luiz Moreira Veneroso. Segundo ele, influenciada principalmente pela baixa na indústria de siderurgia e mineração. "Nosso estado sofre mais que o país. No primeiro trimestre, tivemos uma queda de 51,83% no faturamento real da indústria de máquinas e equipamentos. É o pior cenário desde a crise de 2009", afirmou. Os índices ruins são reflexos da falta de confiança e queda nos investimentos por conta de juros mais altos e escassez de recursos.

Pastoriza ressaltou ainda as dificuldades que o setor passou a enfrentar depois da Operação Lava-Jato, que envolve o esquema de corrupção entre a Petrobras e empreiteiras, que gerou déficit nas contas dos fabricantes que passaram a não receber dos seus clientes. "Vários fabricantes estão em situação de colapso. Entraram em seríssimas dificuldades, deixaram de pagar fornecedor e tiveram que demitir. Isso coloca toda a cadeia em risco", afirmou. Ainda de acordo com o presidente, precisa haver uma solução para o problema, que empreiteiras ou Petrobras paguem os fabricantes para preservar a indústria.

Demissões A indústria brasileira de máquina e equipamentos registrou também queda de 1,1% no seu quadro de pessoal em março de 2015 ante fevereiro. Foram fechadas no período 2.606 vagas. No mês, o setor somou 241.036 empregados. Desde janeiro de 2014 foram fechados 20,9 mil postos de trabalho. O déficit comercial do setor no país apresentou retração de 12,6% no trimestre, para US$ 3,082 bilhões. Em março, na comparação com março do ano passado, houve queda de 29,3%. Já na comparação com fevereiro, o déficit comercial caiu 9,1%, para US$ 939 milhões.

Já o consumo aparente de máquinas e equipamentos atingiu R$ 29,832 bilhões nos três primeiros meses de 2015, elevação de 3,9% ante o mesmo período do ano anterior. Em março ante fevereiro houve alta de 16,2%. Já na comparação com o mesmo mês de 2014, a alta foi de 10,2%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor fechou março em 69,7%, queda de 0,3% ante fevereiro e retração de 8,8% na comparação com março de 2014. na indústria de máquinas e equipamentos.

As exportações somaram US$ 2,812 bilhões no acumulado do ano até março, queda de 11,9% ante os três primeiros meses de 2014. Em março, as vendas externas chegaram a US$ 1,235, alta de 55,9% em relação a fevereiro e de 21,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. As importações somaram US$ 6,614 bilhões no primeiro trimestre, queda de 12,7% em relação ao primeiro trimestre de 2014.

Construção propõe saídas

Com o desaquecimento da economia, o setor de construção civil quer que o governo adote medidas para acelerar os investimentos. "Os números são preocupantes e, perante os dados negativos, resta a busca de soluções, as quais passam pelas PPP’s (parceria público-privada) para a retomada de projetos que estão sob responsabilidade do poder público", afirmou ontem o presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Camargos Diniz. As concessões públicas, segundo ele, são outro estímulo ao setor.

Ele defende que os governos superem obstáculos para adotar medidas que de fato permitam a retomada do crescimento econômico. "Nossa preocupação é que os governos não adotem isso (concessões) por níveis ideológicos e (defendemos) que todos os governos que tenham 'problemas’ ideológicos revisem seu conceito", afirmou o executivo, acrescentando que a burocracia é outro entrave à construção civil. Ele cita um estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), o qual mostra que a burocracia encarece em até 12% o preço final do imóvel. Em todo o país, esse percentual representa algo em torno de R$ 18 bilhões.

Apesar da crise econômica, o presidente da Câmara da Construção da Fiemg avalia que a maior feira do setor no estado, que ocorre de 24 a 27 de junho, no Expominas, deve movimentar R$ 100 milhões em negócios, repetindo o desempenho de 2014. O público esperado é de 30 mil pessoas.

Cenário Diante dos dados negativos, o Índice de confiança do empresário da indústria da construção civil de Minas Gerais fechou abril abaixo dos 50 pontos pelo 13º mês consecutivo. Desta vez, o indicador ficou em 31 pontos, o menor desde o início da série histórica, em janeiro de 2010. O indicador nacional ficou em 39,2. O índice oscila de zero a 100 e a pontuação 50 é considerada o equilíbrio entre o cenário de pessimismo e o de otimismo. O nível de atividade também está abaixo da metade: fechou março em 35,3 pontos.  / Estado de Minas

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