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25/03/2014

Setor da construção civil surpreende e admite 1.033

"Cbic"
25/03/2014

Diário do Grande ABC

Setor da construção civil surpreende e admite 1.033

Yara Ferraz 

Apesar de ter encerrado 2013 com redução no volume de emprego (987 postos de trabalho a menos na comparação com o ano anterior), o setor de construção civil já demonstrou recuperação neste início de ano. Após registrar aumento de 503 vagas em janeiro, o crescimento voltou a acontecer em fevereiro, com 1.033 vagas a mais no mercado de trabalho da região.

Os dados foram divulgados ontem pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo). Atualmente trabalham no ramo, nas sete cidades, 45.914 profissionais.

A boa notícia supreendeu, pois se deu em um período em que o segmento sentia os reflexos do pé no freio de algumas construtoras, ao adiar o início de obras, em virtude do endividamento dapopulação e do comprometimento da renda com outros produtos, como carro e linha branca. “Muita gente aproveitou o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido, no ano passado, enquanto as condições para comprar apartamento continuaram as mesmas. O governo segue incentivando a oferta de crédito para o mercado imobiliário a juros baixos”, diz o professor de Economia do Instituto Mauá de Tecnologia e da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Francisco Funcia.

Tanto que, quando foram divulgados os dados de janeiro, mesmo com a contratação de 503 pessoas, a expectativa era que em fevereiro houvesse a manutenção ou até mesmo redução nos postos de trabalho. No entanto, o crescimento de vagas praticamente dobrou no mês passado.

“Não é um aumento tão expressivo, mas é pontual e interessante. É necessário, porque ainda existe um deficit habitacional muito grande. Na região, ainda precisamos de lançamentos voltados para as classes B e C, para onde as construtoras estão começando a olhar agora”, afirma a diretora adjunta do SindusCon-SP Rosana Carnevalli.

Conforme explica Rosana, o fato de o aumento das admissões estar concentrado principalmente em São Bernardo (622 vagas) e São Caetano (202) pode ser justificado pela mudança na legislação habitacional. “A lei de zoneamento em São Caetano e São Bernardo, que reduz a área que pode ser construída dentro do terreno, entre outras especificações, foi aprovada em 2010. Mesmo assim, muitas construtoras conseguiram adquirir terrenos e erguer edifícios sob as regras antigas. No entanto, o prazo para usufruir da legislação anterior está prescrevendo, então elas resolveram se apressar e iniciar as obras.”

Em Santo André, por exemplo, onde teve menor volume de contratações (36 vagas), a lei foi aprovada antes, em 2008. “Ou seja os projetos já seguem a nova lesgislação”, complementa.

O empresário do setor e secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Santo André, Paulo Piagentini, ressalta que o mercado da construção civil é movido pela sazonalidade. “Há bastante lançamentos na cidade, mas a geração de empregos é diferente da de uma indústria automobilística, por exemplo, que tem produção constante. Quando acaba uma obra, eles dispensam os funcionários e, quando começa, outra são gerados empregos novamente.”

Na avaliação de Funcia, a facilidade nas condições de financiamento contribuem para manter o ritmo desse mercado. “Temos um deficit habitacional, com grande parte da população ainda sem casa própria. Porém, existe larga oferta de crédito habitacional, o que pode aquecer esse setor.”

PERSPECTIVA – Segundo Rosana, com base nos dados do SindusCon-SP, tem-se uma expectativa de que o primeiro semestre continue aquecido. Na segunda metade do ano, porém, as vagas devem diminuir. “As construtoras também resolveram antecipar os lançamentos, por causa de eventos como a Copa do Mundo e eleição, já que historicamente eles acabam prejudicando a comercialização das unidades porque as pessoas ficam focadas e não compram apartamento, deixam para depois”, explica.

De acordo com ela, as incertezas do cenário econômico também tendem a prejudicar as vendas, já que “as pessoas que compram imóvel precisam estar certas de que a economia está estável, pois disso depende seus empregos, já que o financiamento de um apartamento é de longo prazo (até 35 anos)”, declarou.



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