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AGÊNCIA CBIC

21/09/2018

Setor da construção acumula perda de 14,2 mil vagas de empregos formais em 12 meses, resultado da falta de investimento

Apesar da geração de 11,8 mil empregos em agosto, ritmo de recuperação ainda é insuficiente

No acumulado dos últimos 12 meses, encerrado em agosto/2018, o setor da construção registra um resultado negativo de 14,2 mil vagas de empregos formais. O resultado demonstra que o ritmo de melhora do mercado de trabalho da construção ainda é insuficiente para recuperar as vagas perdidas de agosto/2017 a agosto/2018. “Nos últimos 12 meses, acabamos perdendo 14,2 mil empregos. Continuamos insistindo que a falta de condições para o investimento é que está gerando essa perda. O Brasil não terá um crescimento sustentável se não for gerado emprego baseado no investimento”, aponta o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (21/09) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, o mercado de trabalho formal brasileiro apresentou melhora em agosto, com a geração de 110,4 mil vagas. A construção civil contribuiu para esse fim, com a criação de 11,8 mil empregos formais no mês de referência. O resultado é superior ao verificado no mesmo mês do ano passado, quando foram geradas 1,02 mil vagas. No ano, de janeiro a agosto/2018, o saldo acumulado foi positivo em 65,4 mil empregos, enquanto no mesmo período de 2017, o saldo foi negativo em 30,3 mil vagas. Segundo dados do Caged, o estoque de trabalhadores formais do setor da construção em agosto/2018 é de 2,07 milhões.

Distribuição de vagas por UF e segmento da construção

Em agosto, o segmento de serviços da construção foi o principal gerador de vagas, seguido da infraestrutura e do segmento de edificações. De janeiro a agosto, o segmento de serviços da construção também foi o principal gerador de empregos, seguido pela infraestrutura e pelas edificações, mas as diferenças entre os segmentos foram bem menores. Já nos últimos 12 meses anteriores a agosto/2018 (base 12 meses), em que o saldo final é negativo, o segmento de serviços da construção foi o principal gerador de vagas, com saldo positivo de 4,7 mil vagas, enquanto a infraestrutura perdeu 9,4 mil vagas e o segmento de edificações foi o principal responsável pelo saldo negativo do período, com -23,9 mil vagas no período considerado.

Evolução do saldo mensal da construção

O saldo de empregos formais da construção em agosto de 2018 cresceu 17,3% em relação ao registrado no mês anterior, respeitando a sazonalidade para o mês. A tendência é de saldo positivo em setembro/2018, mas com saldos negativos nos meses de outubro, novembro e dezembro. Até junho, os indicadores apontavam para uma recuperação gradual com aceleração da atividade, mas com a divulgação fraca do Produto Interno Bruto (PIB) e o ritmo ainda modesto do emprego (diante de tudo que se perdeu ao longo da crise), já se estima que o setor encerre o ano desacelerando e com resultado final negativo, de atividade e geração de emprego próximo de “zero”.

Distribuição das vagas da construção pelo Brasil

No Brasil, o maior número de vagas geradas, em termo absolutos, foi verificado na região Sudeste (5.896) e em termos relativos (em relação ao estoque anterior), na região Norte (1,86%), puxado pelo Estado do Pará (1.986 vagas) e reduzido por Roraima, que registrou saldo negativo de 26 ocupações. No Nordeste, os Estados do Maranhão, Piauí, Alagoas e Sergipe registraram perda de vagas. Na região Sul, o Rio Grande do Sul também registrou perda de 43 empregos e no Centro-Oeste o saldo negativo ficou por conta do Distrito Federal (-417).

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