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25/07/2011

Sérgio Watanabe

"Cbic"
25/07/2011 :: Edição 142

 

O Estado de S. Paulo/BR 24/07/2011
 

Sérgio Watanabe

Novo desafio da construção 

 Com um recorde de cerca de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada, a construção civil tem vivido uma situação de pleno emprego.
 Ou seja, o desemprego entre a parcela da população economicamente ativa habilitada a trabalhar no setor é praticamente inexistente.
 A situação coloca um novo desafio à construção. Uma vez que a demanda por obras residenciais e comerciais, obras privadas e públicas e habitação popular não para de crescer, é preciso elevar a produtividade, fazendo mais com o mesmo contingente.
 Dois são os caminhos a serem tralhados simultaneamente. O primeiro é a mudança na atividade inovando em insumos e sistemas, industrializando processos, mecanizando atividades nos canteiros de obras.
 Para tanto, é necessário agir em várias frentes, tais como: estimular a inovação entre os fabricantes de insumos e equipamentos, incentivar a produção de materiais de construção em módulos padronizados e facilitar o acesso das construtoras a equipamentos que racionalizem o emprego de mão de obra, inclusive de gruas e guindastes seminovos hoje parados no exterior.
 O outro caminho é atrair novos profissionais para a construção. Isto significa ampliar os programas de formação do setor que se propõem a profissionalizar jovens que finalizaram o ensino fundamental, mulheres, beneficiários do Bolsa Família, ex-cortadores de cana e outros grupos da população.
 Ao mesmo tempo, é preciso multiplicar os programas de qualificação dos que já trabalham na construção, expandindo cursos e estimulando o ensino dentro dos canteiros de obras.
 Alternativas. Para que todas essas iniciativas aumentem a produtividade, também é preciso sustentar o crescimento do setor. Diante da grande demanda, deve-se garantir a expansão contínua do financiamento, inclusive buscando outras fontes de recursos além da Caderneta de Poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
 Na habitação popular, para muitos municípios, como São Paulo, é preciso elevar os novos valores máximos que o governo se dispôs a pagar pela construção de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida. A recente correção desses valores foi insuficiente para estimular a construção a apresentar projetos para esta faixa.
 Contrapondo-se ao aumento dos preços dos terrenos nos grandes centros urbanos, as prefeituras precisarão tomar medidas para elevar a oferta de terra urbanizada. Deverão, ainda, oferecer terrenos como contrapartida para viabilizar a construção de moradia popular. Também caberá aos órgãos públicos agilizar a aprovação de licenciamentos de projetos, para evitar futuros atrasos na entrega de empreendimentos habitacionais.
 No campo das obras públicas, o crescimento da construção precisa se sustentar pela continuidade dos investimentos em infraestrutura, indispensáveis para assegurar um aumento satisfatório do PIB nos próximos anos. Isso implica maior racionalização dos gastos de custeio do governo, para que ele não sacrifique ainda mais os investimentos neste momento delicado de reequilíbrio das contas públicas.
 Ao mesmo tempo, é preciso tomar muito cuidado para não desperdiçar recursos públicos por conta do Regime de Contratações Diferenciado (RCD) que regerá as licitações para as obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. No afã de acelerar estas obras, o RCD abriu brechas na Lei de Licitações para administradores públicos que eventualmente cedam à tentação de dirigir concorrências de olho em vantagens privadas e não na defesa do interesse público.
 Estas e outras questões serão alvo de debates entre o setor da construção, a presidente Dilma Rousseff, ministros, outras autoridades e palestrantes nacionais e internacionais no 83ºEncontro Nacional da Indústria da Construção (Enic) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, que o SindusCon-SP realizará de 10 a 12 de agosto, no World Trade Center, em São Paulo.
 Considerado o principal evento anual do setor, o Enic também trará exemplos bem sucedidos de revitalização urbana. Claro que o debate não se esgotará aí, mas a expectativa da construção é que o encontro contribua positivamente para as diversas agendas elencadas, todas elas fundamentais para a sustentação do crescimento econômico do País.
 PRESIDENTE DO SINDICATO DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL DE SÃO PAULO E VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

"Cbic"

 

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