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AGÊNCIA CBIC

07/06/2023

Seminário Técnico de Revisão do Sinapi debate metodologia e aplicação

Nesta quarta-feira (7), o Seminário Técnico de Revisão do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, Sinapi, reuniu especialistas e profissionais do setor no Rio de Janeiro.  

O Sinapi é a ferramenta que padroniza a formulação dos orçamentos de obras públicas em todo o país. Além de ser atualizado constantemente, tornou-se uma bússola afiada dos custos da construção civil. 

Iniciada em 2014, a revisão e modernização do sistema ganhou maturidade e segue destinada a agregar novos insumos e materiais, assim como buscar soluções para precificar da forma correta os serviços terceirizados. 

Projeto estratégico da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a revisão do SINAPI tem como desafio fomentar peculiaridades da cadeia produtiva da indústria da construção, em que a subcontratação é um mecanismo consolidado na execução de projetos e obras, com impacto nos orçamentos.

O evento teve início com as palavras de Geraldo de Paula, consultor Sinapi da CBIC, que destacou a importância do sistema e a necessidade da revisão completa que foi realizada. “O Sinapi é uma referência no mercado da construção civil, mas precisava se adequar às mudanças tecnológicas e às novas demandas do setor. Essa revisão nos permitirá melhorar a precisão e confiabilidade dos dados, garantindo uma base sólida para tomada de decisões”.

Vinicius Benevides, representante do Sinduscon-RIO, ressaltou a vontade das pessoas de entenderem o novo sistema e a importância de sua aplicação. Para ele, os catálogos de referencias do sistema são de “supra importância”. “Tanto para quem orça e gera essas estimativas de custo de obras, quanto para as empresas executoras, quanto para os auditores”, pontuou Benevides. 

Durante o seminário, Mauro Castro, representante do Sinapi da Caixa Econômica Federal, apresentou as metodologias distintas utilizadas pelo Sinapi e pelo Sicro. “O cálculo, o coeficiente dos equipamentos que a Caixa, no Sinapi, e o DNIT, no Sicro, adotam metodologias diferentes. E isso a gente precisa deixar evidenciado para justamente evitar as confusões que se faz de comparação direta em termos de valor, e sim deve ser verificado como é construído cada coeficiente para chegar ao valor”, explicou Castro. 

Ele explicou as diferenças entre os dois sistemas, destacando que o Sinapi é focado na composição dos custos diretos da construção civil, enquanto o Sicro abrange os custos de infraestrutura e transportes. Para ele, essa clara diferenciação entre os sistemas é essencial para que sejam utilizados de forma adequada em suas respectivas áreas de atuação.

Quem também esteve presente no evento foi o professor Ubiraci Espinelli, representante do Sinapi da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), onde abordou os principais aspectos da metodologia utilizada no Sinapi, com destaque para a geração de indicadores orçamentários relacionados a equipamentos. “No Sinapi, utilizamos um método específico para calcular os custos relacionados a equipamentos, levando em consideração fatores como depreciação, manutenção e utilização, fornecendo informações detalhadas e precisas para os orçamentos das obras”. 

Já Fabrício Botelho, representante do sistema de custos referenciais de obras (Sicro) do DNIT, trouxe os conceitos e aspectos do Sicro. Para ele, o sistema é “indispensável”. “Ele oferece uma ampla base de dados atualizada e específica para essas áreas, por isso seu uso é indispensável para a definição de custos de referencias de obras de infraestrutura de transportes”, pontuou Botelho. 

Trazendo o olhar técnico do sistema, Augusto Oliveira, representante do Sinapi do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), explicou sobre a coleta de dados realizada pelo Sinapi, que envolve pesquisas em campo, análise de documentos e outros métodos para garantir a qualidade e representatividade das informações coletadas.

“Nós temos dois módulos. Um que divulga as variações do custo e do índice, que tem uma produção mensal nos âmbitos dos estados, grandes regiões e nacional. E temos também o módulo de orçamentação que envia mensalmente para a Caixa uma série de preços e salários medianos para utilização no sistema”, explicou Oliveira. 

O tema tem interface com o projeto “Melhoria da Competitividade e da Segurança Jurídica para Ampliação de Mercado na Infraestrutura”, da COINFRA/CBIC, em correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional). 

Acesse e confira a íntegra do evento.



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