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27/08/2012

Sem recuperar produtividade, indústria pode começar a demitir

"Cbic"
27/08/2012 :: Edição 388

Jornal Brasil Econômico – 27/08/2012

sem recuperar produtividade, indústria pode começar a demitir

Depois de amargar 3,8% de retração no nível de produção no primeiro semestre, a indústria brasileira vive um momento de indefinição, conforme aponta estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) divulgado com exclusividade para o BRASIL ECONÔMICO.

Se houver retomada da atividade, como os empresários esperam, as perspectivas para a produtividade (que caiu 1,9% no período) são positivas, assim como para a manutenção do emprego.

Caso contrário, o setor industrial pode optar por dar vazão às demissões que foram represadas ao longo do primeiro semestre à espera de um cenário melhor até o fim do ano.

"Não vejo espaço para um otimismo exagerado, mas os ajustes de estoque, a redução da taxa de juros, a melhora no nível de endividamento das famílias e outros indicadores apontam para uma expectativa positiva para este segundo semestre. Ainda estamos com a luz amarela acesa", diz o empresário Pedro Passos, co-presidente do conselho de administração da Natura.

Na avaliação de Julio Gomes de Almeida, responsável pelo estudo do Iedi, o atual cenário de falta de oferta de pessoal qualificado tem contribuído para que as empresas retenham seus funcionários, mesmo em períodos de baixa atividade, o que reduz os níveis de produtividade. "A mão de obra rara e cara tem evitado as demissões, mas, se o crescimento não vier, a onda de demissões vai crescer", prevê.

O levantamento do Iedi aponta que houve retração de 1,9% nas horas pagas no primeiro semestre, enquanto o nível de emprego caiu 1,2%. Por isso houve a queda da produtividade: a produção caiu, enquanto o custo com os trabalhadores se manteve.

Dessa forma, em comparação com o dado de 2011, o desempenho da produtividade industrial apontou piora no cenário, visto que no ano passado, o desempenho do indicador havia sido nulo. Com relação ao mesmo período de 2011, o aumento do custo unitário do trabalho foi de 3,3%-taxa que foi ampliada para 7,1% no primeiro semestre deste ano. Segundo análise do Iedi, a reversão da tendência de alta no custo unitário da mão de obra dependerá da recuperação da produtividade industrial ao longo do segundo semestre.

"Há três questões estruturais centrais que precisam ser resolvidas para que a indústria recupere a produtividade: infraestrutura, educação e tributação. Ainiciativa do governo de incentivar os investimentos em infraestrutura, por exemplo, é muito positiva neste sentido", diz Pedro Passos.

Conforme completa Julio Gomes de Almeida, a retomada dos investimentos impulsiona quase automaticamente a inovação e, em consequência, a produtividade.

"O problema é que, com crescimento menor, os empresários tendem a investir menos, o que é uma reação suicida do ponto de vista do crescimento do setor como um todo." A recuperação do desempenho industrial era esperada no primeiro semestre, tendo em vista as medidas de estímulo ao setor produtivo. Mas, segundo o Iedi, esse processo parece ter sido retardado tanto por fatores associados ao esgotamento do padrão de crescimento liderado pelo consumo e pelo crédito quanto em razão do clima de incerteza do cenário externo.

"Um modelo que não esteja apenas baseado em consumo, mas também em infraestrutura melhora a economia como um todo", avalia Passos.

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