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06/03/2014

Ritmo do 4º tri leva a pequenas revisões para o PIB deste ano

"Cbic"
06/03/2014

Valor Econômico

Ritmo do 4º tri leva a pequenas revisões para o PIB deste ano

Conjuntura O Chamado Carry Over motivou mudanças, mas cenário ainda aponta a desceleração

Por Arícia Martins | De São Paulo 

 Após a divulgação dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2013 – que cresceu acima do esperado pelo mercado, ao avançar 0,7% em relação aos três meses anteriores, feitos os ajustes sazonais – algumas assessorias econômicas revisaram para cima suas estimativas para a expansão da economia em 2014, em função da herança estatística mais elevada deixada pelo desempenho da atividade no fim do ano.

As mudanças, no entanto, foram comedidas, como mostrou o boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central. O consenso de mercado para a alta do PIB deste ano subiu pouco, de 1,67% para 1,7%, mantendo, portanto, a percepção de que a economia vai perder fôlego. Para economistas, a crise na Argentina e, do lado interno, os efeitos defasados do aumento dos juros e a desaceleração dos investimentos vão anular parte do "carry over" mais positivo deixado por 2013.

Em relatório, a equipe econômica do banco ABC Brasil, que esperava alta de apenas 0,1% para a atividade no último trimestre do ano passado, informa que alterou de 1,6% para 1,8% sua projeção para o crescimento deste ano. Segundo os analistas do banco, o carregamento estatístico de 0,7 ponto percentual herdado pelo último trimestre de 2013 foi maior do que o previsto.

Mesmo assim, os economistas observam que a previsão para 2014 não voltou aos 2% iniciais, que eram a estimativa do banco para o PIB deste ano antes da divulgação dos dados ruins de atividade de dezembro, devido a dois fatores: a deterioração da economia argentina e, do lado doméstico, a perda de confiança de consumidores e empresários.

No primeiro caso, o ABC estima que o impacto para o PIB brasileiro pode ser negativo em 0,1 ponto percentual, já que o país vizinho deve restringir importações de manufaturados. Já no caso da confiança, o principal efeito deve ocorrer por meio de moderação dos investimentos.

Também em relatório, os analistas do Credit Suisse elevaram sua previsão para a alta do PIB deste ano, de 1,5% para 1,8%. "O resultado do quarto trimestre reduz a probabilidade de um crescimento muito abaixo de 1% em 2014", afirmam. Por outro lado, os indicadores antecedentes de atividade referentes ao primeiro trimestre, de acordo com a equipe econômica do Credit, sugerem desempenho um pouco abaixo do esperado. O banco também destaca que, em suas projeções, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida do que se investe em máquinas e construção civil) vai aumentar apenas 1,1% este ano, depois do salto de 6,3% registrado em 2013.

Já o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, preferiu manter seu cenário para este ano, mesmo com o avanço mais forte que o previsto da economia no fechamento de 2013. Segundo Vale, a evolução da economia de outubro a dezembro não muda o fato de que, desde o pico alcançado no segundo trimestre do ano passado, todos os componentes do PIB estão perdendo vigor na comparação com igual trimestre do ano anterior, com destaque para os investimentos.

"O efeito do aumento da taxa de juros e da depreciação cambial na importação de bens de capital deverá continuar tirando crescimento de consumo e do investimento este ano, fazendo com que a demanda doméstica volte a desacelerar", diz Vale. A MB trabalha com expansão de 1,6% do PIB em 2014.

Na ponta mais otimista, a equipe econômica do Bradesco projeta que a economia vai crescer 2,1% este ano, estimativa que não mudou após a divulgação do PIB de 2013. Em seus cálculos, o banco considera um avanço próximo de 0,5% da atividade entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro de 2014.

"Há diversos fatores que impulsionarão a economia brasileira neste ano, com destaque para a retomada da demanda externa, os impactos da taxa de câmbio em nível mais depreciado sobre as importações (que deverão recuar) e as exportações (que deverão melhorar), as boas condições do mercado de trabalho, a retomada da produção de petróleo e os programas de concessões de infraestrutura", observa o time de economistas da instituição.

Eles ponderam, no entanto, que o PIB deve crescer um pouco menos do que em 2013, com o impacto dos efeitos defasados do aumento dos juros, a perda de ímpeto das economias argentina e chinesa, o comportamento mais modesto do setor agropecuário e, por fim, a desvalorização do câmbio. Na visão do Bradesco, o dólar mais alto deve elevar o saldo da balança comercial, mas inibe a importação de bens de capital e, consequentemente, os investimentos.

Em sentido contrário, o HSBC cortou de 2,2% para 1,7% sua previsão para o avanço do PIB em 2014. Além do impacto do ciclo de aperto monetário e da situação ruim na Argentina, o banco menciona a percepção negativa gerada pela possibilidade de racionamento de energia elétrica como outro motivo que levou à revisão. A experiência de 2001, segundo os analistas do banco, sugere que a mera ameaça de um evento como esse é suficiente para reduzir a confiança.



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