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20/09/2012

Residências também podem ser ambientalmente corretas

"Cbic"
20/09/2012 :: Edição 405

Jornal Brasil Econômico – 20/09/2012

RESIDÊNCIAS TAMBÉM PODEM SER AMBIENTALMENTE CORRETAS

Por conta de dificuldades técnicas encontradas em adaptar certificações sustentáveis internacionais às construções brasileiras, principalmente às residenciais, o GBC Brasil (Green Building Council) – uma Ong que tem como objetivo estimular a adoção de práticas sustentáveis na construção-está trabalhando na formulação de uma certificação nos moldes do mercado nacional.

Em sua fase inicial, oficializada na última semana, a organização lançará no final deste ano o Selo Referencial, que contemplará, exclusivamente, projetos sustentáveis voltados à construções residenciais, saindo do ambiente comercial. "Queremos atingir esse público que é também um dos mais interessados no tema", conta o gerente técnico da GBC, Marcos Casado.

Ele lembra que o trabalho conta com a participação de 200 profissionais voluntários, entre eles engenheiros e arquitetos, responsáveis pela avaliação de projetos que podem ser inscritos até 31 de outubro pelo site http://www.gbcbrasil.org.br.

Os projetos passarão por critérios de avaliação que exigirá, no mínimo, uma pontuação entre 40 e 49 pontos, além de cumprir requisitos obrigatórios (ver relação no site www.brasileconomico.com.br), que determinarão a categoria da obra e o selo a receber.

A necessidade de se trabalhar esse mercado se deu, segundo Casado, a partir da crescente demanda notada por empresas ligadas à construção civil e empresas membros da instituição. "Muitos proprietários nos procuravam para saber como construir uma casa sustentável, a preocupação com os materiais a serem utilizados e o que deveria ser observado. Nós levamos esses questionamentos em consideração para desenvolver as diretrizes." explica.

O trabalho é dividido em comitês técnicos temáticos e, além de suprir a demanda do setor, tem o objetivo de criar parâmetros nacionais de sustentabilidade para residências unifamiliares ou multifamiliares, de baixo, médio e grande porte, que buscam viabilidade econômica, redução do impacto ambiental e a conscientização de todos os envolvidos no setor.

Casado lembra que a base para criação desse novo referencial foi o LEED for Homes, desenvolvido pelo U.S. Green Building Council (USGBC) utilizado para certificar empreendimentos residenciais nos Estados Unidos. "O que nós fizemos foi incorporar a essa base o melhor de todos os sistemas de certificação existentes no mercado brasileiro e mundial", afirma.

Critérios de avaliação

Os empreendimentos serão avaliados dentro das categorias implantação; materiais e recursos; uso racional da água; qualidade ambiental interna; energia e atmosfera; requisitos sociais; inovação e projeto e créditos regionais. O gerente da GBC conta que nessa fase piloto serão selecionados cinco empreendimentos. "A ideia é inserir nessa fase projetos de baixo, médio e alto padrão sem restrições de metragem mínima ou máxima, preferencialmente nas cinco regiões do Brasil a fim de testar a aplicação do Referencial em todas as regiões", explica.

Contudo, Casado enfatiza que além dos pontos a serem atingidos, para participar, as residências precisam ter prazo de execução de, no mínimo, um ano e estar no fim da concepção do projeto ou início da obra. "Uma construção já em fase evoluída dificilmente conseguirá fazer alterações precisas para que se torne mais sustentável", argumenta.

A partir de 2013, data prevista para finalização do referencial, Casado adianta que o GBC Brasil também oferecerá cursos de capacitação para profissionais e pessoas interessadas em aprender como tornar uma habitação sustentável a partir das diretrizes apontadas pelo documento.

"Cbic"

 

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