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Agência CBIC

04/01/2016

Reforma política já!

O ano de 2015 foi palco de grandes desencontros na área política, o que atrapalhou profundamente o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Sem ambiente seguro para novos investimentos, os empresários recuaram, e a economia entrou em recessão. A indústria da construção e do mercado imobiliário, por exemplo, deve encolher em 2015 mais de 7%, com mais de 550 mil demissões de trabalhadores formais.

No geral, o número de postos de trabalho diminui a cada mês, a inflação não para de subir e o PIB está em queda expressiva. Sem contar a qualidade dos serviços que são oferecidos à população. Tudo está tão ruim que o clima de pessimismo tomou conta dos brasileiros. A desesperança contaminou até mesmo os mais otimistas. Uma avalanche de processos envolvendo corrupção e a falta de ética e de moral de políticos, empresários e servidores públicos têm indignado e envergonhado todo o povo brasileiro.

É preciso encontrar uma solução com urgência. É necessário criar consciência de que crise gera oportunidade e de que, se não pressionarmos as instituições para realizar as mudanças que desejamos, o retorno do crescimento do Brasil no curto e médio prazo será praticamente impossível.

Muito se tem criticado a política e os políticos. Prática, aliás, que já se estende há muitos anos. Para recolocar o país no rumo do desenvolvimento, não há mais caminhos alternativos. Faz-se necessário realizar as tão sonhadas reformas estruturantes, que, certamente, vão impactar a retomada do desenvolvimento sustentado do nosso país. Tais reformas trarão equilíbrio e moralidade e, com isso, a credibilidade para a volta dos investimentos em todos os setores da economia.

Se temos consciência da necessidade das reformas, por que então temos postergado insistentemente realizá-las? Além das dificuldades naturais que são inerentes às mudanças, elas mexeriam com grandes interesses já arraigados no nosso dia a dia que, no fundo, parecem ser a causa principal das mazelas que estamos vivendo.

Faltam lideranças políticas de peso no país. Acredito que isso seja consequência direta, principalmente, de um modelo político obsoleto e viciado, que não atende mais às expectativas de um mundo moderno e dinâmico no qual vivemos. Sem desprezar as diversas e importantes reformas necessárias para o reordenamento geral do país, entendo que a reforma política, considerada a mãe de todas as reformas, torna-se prioritária, e é fundamental para que reunamos as condições ideais e necessárias para a retomada do desenvolvimento da nação.

E é preciso reagir com urgência, principalmente porque ainda temos tempo e condições equilibradas de conduzir com tranquilidade e competência um processo de grandes mudanças políticas. Mudar não é simples! Aí estão os “renans” e “cunhas” da vida, que certamente irão se colocar feroz e competentemente contrários a qualquer alteração que lhes tire o poder e os privilégios.

Como cidadão e ser político que sou, entendo, por exemplo, que estamos maduros para experimentar o parlamentarismo. Isso, claro, no bojo de uma reforma mais profunda na política como um todo. O mundo tem nos oferecido exemplos muito bons desse sistema político.

A história recente do país tem mostrado que o presidencialismo brasileiro caminhou para um modelo distorcido de coalizão partidária, muitas vezes absurda, mas que contempla o “toma lá dá cá”, como se fosse um verdadeiro balcão de negócios, o que traz grandes prejuízos ao país. O quadro político atual, fruto desse modelo perverso, é uma demonstração objetiva do que estamos falando. Temos boas condições de fazer um amplo e eficiente debate sobre essa matéria, conduzido naturalmente pelo Congresso Nacional.

E esse debate tem que envolver necessariamente a sociedade civil organizada, inclusive e principalmente a classe empresarial brasileira, que muitas vezes tem se colocado à distância do debate em torno dos graves problemas que afetam o país.

É fato que o caos político que se instalou é complexo, de difícil equacionamento, mas as reformas certamente irão acender a luz do bom entendimento entre os diversos agentes políticos, econômicos e sociais que representam o nosso Brasil. Vamos em frente. Enfrentar a crise é preciso.

*Empresário e membro da Executiva Nacional do PSD

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