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14/03/2011

Quero ser engenheiro

 

14/03/2011 :: Edição 055

Jornal Estado de Minas/BR   |   14/03/2011

quero ser engenheiro

Déficit de profissionais faz disparar procura por cursos. Faculdades
correm para abrir vagas
Marta Vieira e Paula Takahashi

Atendendo aos apelos do mercado de trabalho, jovens e mesmo profissionais de
outras áreas lotam as salas de aula das universidades públicas e privadas de
Minas Gerais em busca da formação necessária para ingressar na profissão do
momento: a de engenheiro. Conforme levantamento feito pelo Estado de Minas
junto a nove das maiores instituições de ensino que oferecem formação em
engenharia no estado, a demanda de alunos por cursos na área chegou a crescer
200% no último ano, obrigando as escolas a se adequarem. Pressionadas e bem
dispostas a esticar a receita, as faculdades aumentaram o número de vagas nos
departamentos das engenharias, criaram turmas para abrigar o enxame de calouros
e decidiram investir não só em laboratórios, como também na ampliação do espaço
físico.

Até 2016, o Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) pretende
direcionar entre R$ 600 mil e R$ 800 mil a cada ano no aperfeiçoamento e
ampliação de laboratórios voltados para os cursos de engenharia. O aporte é
justificado pela aposta da instituição em pelo menos mais 10 anos de forte
expansão do mercado de trabalho para estes profissionais. Somente em 2010, o
Uni-BH abriu 18 turmas para recepcionar o grupo de 866 alunos dos cursos de
engenharia civil, de alimentos, elétrica e química. O universo representa 199%
a mais frente aos 289 novos estudantes de 2009.

Em sintonia com as demandas do mercado, a universidade criou um curso
tecnológico exclusivo para a construção de edifícios, partindo de um
levantamento realizado em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais
(Sinduscon-MG). "Hoje o nosso maior foco de investimentos está na área das
engenharias, conectados com a real necessidade do mercado", afirma o
pró-reitor de gradução do Uni-BH, Johann Amaral Lunkes. Juntamente com a
construção civil, as engenharias mecânica, elétrica e de produção têm sido os
principais alvos dos vestibulandos.

Também de olho na estrutura necessária para atender as exigências da grade
curricular, o Centro Universitário Newton Paiva vai investir R$ 5 milhões, nos
próximos dois anos, para ampliar os laboratórios dos departamentos de
engenharias, que sairão de 12 para 32, segundo o reitor da instituição, Luís
Carlos de Souza Vieira. "Isso, sem contar a ampliação do câmpus no Bairro
Buritis. Hoje são três andares e começamos, a partir deste mês, obras para a
construção de mais um andar", antecipa Vieira.

A expansão está relacionada ao crescimento da demanda de estudantes,
evidente quando avaliada a relação de candidatos por vaga dos últimos
vestibulares. Na UFMG, que oferece 15 especialidades na área, o número de
alunos brigando por uma chance de ingresso na graduação mais que dobrou nos
últimos dois anos na engenharia civil, saindo de 9,68 para 19,68. No período, a
instituição aumentou em quase 40% a oferta de vagas para formação na área, que
somaram 1.090 no vestibular deste ano.

O movimento de formação de mão de obra é bem visto pelo mercado que hoje
enfrenta uma realidade nada animadora. Segundo o presidente da Sociedade
Mineira dos Engenheiros, Márcio Damásio Trindade, o Brasil forma hoje cerca de
30 mil profissionais na área por ano, volume que deveria ser, pelo menos,
dobrado. "Se continuarmos no ritmo de crescimento e desenvolvimento do
país, vamos chegar a 2014 com uma carência de 150 mil engenheiros", prevê.
O mais requisitado seria o profissional da área de construção civil. "Seja
pelo programa Minha casa, minha vida,
seja pela Copa do Mundo e Olimpíadas ou por reformas e ampliações de
infra-estrutura", observa Trindade.

O curso de engenharia civil da Universidade Fumec já ganhou uma nova turma
no período noturno e, mantida a demanda por estes profissionais, poderá ampliar
ainda mais o número de vagas. "Provavelmente abriremos mais uma turma de
55 alunos no período da manhã", informa o diretor de ensino da Faculdade
de Engenharia e Arquitetura da Fumec, professor Lúcio Flávio Nunes Moreira.

Para o estudante João Brandão, que está no primeiro período do curso, o bom
momento do mercado pesa na decisão pela carreira. "Tenho muitos colegas
que fizeram a opção por causa deste boom. E isso com certeza me deu mais
motivação para seguir nesta profissão", afirma o calouro que já trabalha
há dois anos com projetos de rodovias. "Com o título na mão, vejo chances
de ganhar melhor e crescer na carreira." A Fumec também já estuda a oferta
de formação em engenharia mecânica e ferroviária. A Universidade Federal de
Ouro Preto (Ufop), da mesma forma, criou nos último dois anos, os cursos de
engenharia mecânica em Ouro Preto e de engenharia elétrica e de computação em
João Monlevade, para atender à demanda das empresas da região do Vale do aço
mineiro.


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